ALDANN CONSTRUÇÕES

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domingo, 29 de junho de 2014

O EMBI +

  O indicador mais visado pelo mercado é o Embi +, sigla em inglês para "Emerging Markets Bonds Index", ou seja, Índice de Títulos da Dívida de Mercados Emergentes. É calculado pelo banco J. P. Morgan tanto para o Brasil quanto para Argentina, Bulgária, Rússia e África do Sul, entre outras economias emergentes. O Embi + surgiu no início dos anos 1990, quando boa parte dos principais países em desenvolvimento renegociou sua dívida externa, no âmbito do "Plano Brady", uma referência a um dos líderes desse processo, o então secretário do Tesouro americano, Nicholas Brady.
  O Embi + é um índice de referência para medir o desempenho de retorno total de títulos públicos internacionais emitidos por países emergentes que são considerados soberana (emitido em algo diferente da moeda local) e que atendam a liquidez específica e requisitos estruturais.
Nicholas Brady
  Como parte da renegociação de prazos e juros de pagamento, esses países entregaram aos credores uma série de títulos financeiros, com a ampla circulação no mercado de capitais global.
  Os investidores precisavam de parâmetros de referência para vender ou comprar esses papéis. Para auxiliar esses investidores, os grandes bancos criaram indicadores para acompanhar o mercado de títulos, a exemplo do que o Ibovespa, ou Dow Jones, fazem em relação à Bovespa ou à Bolsa de Nova York, respectivamente.
  Os índices de JP Morgan são uma referência popular para gestores de dinheiro que tratam de dívida de mercados emergentes, assim os investidores poderão ver o índice atualizado como comparação para os seus fundos mútuos ou fundos negociados em bolsa. Por causa de suas taxas de juros, os títulos de mercados emergentes pode superar significativamente os títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
  Economias avançadas

  Economias emergentes

  Economias subdesenvolvidas
  O Emerging Markets Bond Index Plus (Embi +) registra os retornos totais de instrumentos de dívida externa negociados nos mercados emergentes. Além de servir como um ponto de referência, o Embi + oferece aos investidores uma definição do mercado para os mercados emergentes de dívida em moeda externa, uma lista dos instrumentos negociados e uma compilação de seus termos.
  O índice é composto por um conjunto de instrumentos de dívida negociados em corretor amplamente seguido e citado por vários formadores de mercado. Instrumentos do Embi + deve ter um valor mínimo de U$ 500 milhões e deve atender a critérios rigorosos para a liquidez de negociação no mercado secundário.
  O JP Morgan Emerging Markets Bond Index Global (Embi global) registra os retornos totais de instrumentos de dívida externa negociados nos mercados emergentes, e é uma versão expandida do JP Morgan Embi +. Assim como acontece com o Embi + , o Embi global inclui o U$dollar denominados Títulos Brady, empréstimos e Eurobonds com um valor nominal de circulação em pelo menos U$ 500 milhões.
  Já o Embi Global Diversified limita os pesos dos países do índice com maiores estoques de dívida, incluindo apenas uma parte especificada desses países valores de face atuais elegíveis da dívida.
Mapa da dívida pública dos países em 2009, de acordo com a CIA Factbook
FONTE: Lucci, Elian Alabi. Território e sociedade no mundo globalizado: geografia: ensino médio, volume 2 / Elian Alabi Lucci, Anselmo Lázaro Branco, Cláudio Mendonça. - 1. ed. - São Paulo: Saraiva, 2010.

sábado, 28 de junho de 2014

SAIBA UM POUCO SOBRE A ILHA DE MADAGASCAR

  Madagascar é um país-ilha localizado no sudeste da África. Seu nome deriva da palavra madagasikara, que quer dizer "fim de terra", uma alusão feita pelos malaios, os primeiros colonizadores da ilha, à longa distância percorrida da Malásia até a África. Compreende a Ilha de Madagascar e algumas ilhas próximas. Está situado ao largo da costa de Moçambique, sendo separado pelo Canal de Moçambique. Os seus vizinhos mais próximos são as possessões francesas de Mayotte, Ilhas Gloriosas (noroeste), Reunião (leste), Ilha de João da Nova (oeste), Bassas da Índia, Tromelin e Ilha Europa (leste), além das nações independentes de Comores (noroeste) e Seychelles (norte).
Localização geográfica de Madagascar
HISTÓRIA
  Madagascar foi colonizada por malaio-polinésios há cerca de dois mil anos, que introduziram o cultivo da banana, fruta-pão, coco, cana-de-açúcar, araruta, arroz, inhame e tabaco. Aos poucos a introdução desses alimentos vai se espalhando pelo continente africano, melhorando a alimentação das populações e o fortalecimento das migrações e fixação dos povos bantos. A partir do século X começam a migrar povos africanos e comerciantes árabes. Os árabes batizaram a ilha de "Jaziral al Gamar", que quer dizer "Ilha da Lua". Nesse período, algumas cidades malgaxes como Ilharana e Nosy-Manjar já estavam voltadas para o comércio feito entre os habitantes da ilha, árabes e indianos.
  Com as Grandes Navegações, os portugueses foram os primeiros europeus a chegarem à ilha, em 1500, quando o navegador Diogo Dias batizou-a de ilha de São Lourenço.
Paisagem de Madagascar
  Madagascar permaneceu fora dos planos das potências europeias entre os séculos XVI e XVIII. Durante esse período, a ilha serviu de refúgio para piratas, que chegaram a fundar uma república independente que ficou conhecida domo Libertália, na baía de Diego Suaréz, sendo liderada pelo corsário François de Missou, que foi destruída pelos nativos africanos.
  Paralelamente são formados vários reinos, como o dos merinos, betsileus, sakalaves, entre outros. O Reino Merina unificou a parte central da ilha, onde no ano de 1625, é fundada a capital Antananarivo. O rei Andrianampoinimerina realizou uma política de unificação dos reinos vizinhos. Após a sua morte, seu filho Radama I assumiu o controle da ilha, expulsando e matando os europeus que aí residiam.
Radama I
  Após a morte de Radama I, sua esposa Ranavalona I assume o governo, iniciando um período de perseguição aos missionários e cristãos, promovendo a escravização e a execução de muitos deles.
  Ranavalona governou a ilha até 1861, assumindo seu filho Radama II. Ao assumir o reino Radama II decreta liberdade de culto na ilha, sendo assassinado dois anos depois. As rainhas Rasoaherina, Ranavalona II e Ranavalona III segue a política de abertura ao assédio das potências europeias.
  Em 1885, com a derrota da rainha Ranavalona III, a França transformou Madagascar em um protetorado francês e, em 1896, em colônia. Em 1905 é estabelecida a União Malgaxe, em que os merinos, com a ajuda francesa, conquistam definitivamente a ilha.
Rainha Radama II
  Em 1947, inicia-se a rebelião malgaxe contra a dominação colonial francesa. Em 1960, após várias rebeliões, que foram sufocadas pelas tropas francesas, a ilha de Madagascar consegue a sua independência. Philibert Tsirana foi o primeiro presidente do país, governando até 1972, quando vários protestos organizados por estudantes e por operários obrigam-no a renunciar ao poder, passando a presidência para os militares, que adotam uma postura coletivista e antiocidental. Três anos depois, o capitão de corveta Didier Ratsiraka toma o poder, governando o país ditatorialmente por dezessete anos, quando em 1991 foi deposto em meio a uma crise econômica. Porém, pouco tempo depois reassumiu novamente a presidência, ficando no poder até 2001 quando perdeu as eleições.
Didier Ratsiraka
GEOGRAFIA
  Madagascar é a maior ilha da África e a quarta maior do mundo.  O relevo é, em geral, montanhoso, especialmente na parte oriental, onde existe dois maciços a norte - no qual se situa o ponto culminante do país, o Monte Maromokotro, com 2.876 metros acima do nível do mar - e no centro. Na parte oeste, o relevo se torna menos acidentado, encontrando-se algumas planícies costeiras.
Monte Maromokotro - ponto culminante de Madagascar
  O isolamento geográfico da ilha de Madagascar, ao longo de milhares de anos, contribuiu para o desenvolvimento de espécies da fauna e da flora exóticas, onde são encontradas apenas nessa ilha. A ilha tem um dos maiores índices de biodiversidade do planeta. Existem cerca de 200 mil espécies conhecidas em Madagascar, sendo cerca de 150 mil endêmicas da ilha.
  A ilha recebe ventos úmidos do oceano Índico pelo leste, contribuindo para a existência de uma floresta tropical exuberante. O centro-oeste é mais seco. Nele predomina a vegetação arbustiva de savana. A árvore nacional é o baobá, que tem tronco largo, com capacidade para armazenar centenas de litros de água. Das oito espécies de baobá existente na África e na Austrália, seis são nativas de Madagascar.
Baobás na ilha de Madagascar
  A ilha é famosa pela quantidade de espécies de camaleões e lêmures que nela vivem. Cerca de 90% das mais de 300 espécies de répteis em Madagascar são endêmicas. Por serem tão exóticos, os répteis de Madagascar são muito procurados por colecionadores no comércio ilegal, levando muitas espécies a entrarem em processo de extinção.
Alguns animais endêmicos da ilha de Madagascar
  Uma dessas espécies é o madagascar-gecko-dia  (Phelsuma madagascariensis madagascariensis), que é uma espécie de lagartixa. A maioria dos geckos tem hábitos noturnos e se alimentam principalmente de insetos. Outra espécie da lagartixa é o uroplatus (Uroplatus sikorae), que é especialista em camuflagem.
Uroplastus
  Existe no mundo cerca de 150 espécies de camaleões, sendo que a metade deles são encontrados em Madagascar. Camaleões são pequenos répteis famosos por sua capacidade de mudar de cor. Em algumas partes de Madagascar as pessoas têm medo de camaleões, que são vistos como criaturas místicas com poderes mágicos e a capacidade de ver o futuro.
  Uma das espécies de camaleão encontrado em Madagascar é o camaleão-pantera (Furcifer pardalis). Conhecido como "o rei das cores", vive no norte da ilha. Sua coloração varia de acordo com a localização geográfica (temperatura, clima e luz) em que se encontra. Os machos são os mais coloridos, enquanto que as fêmeas, normalmente, podem ser encontradas em tons marrons, com toques de pêssego, rosa, azul ou laranja. Outro fato curioso sobre as fêmeas, é que as que estão grávidas mudam de cor para sinalizar que não querem acasalar.
Camaleão-pantera
  Em Madagascar existem cerca de 80 espécies de cobra e nenhuma delas é perigosa para os seres humanos. Apesar de não serem venenosas, elas podem assustar muita gente. Uma dessas serpentes é a serpente-folha-de-nariz (Langaha madagascariensis). É encontrada nas florestas decíduas secas e florestas tropicais da ilha. Há um grande dimorfismo sexual na espécie, onde os machos são marrons dorsalmente e ventralmente amarelo com um longo focinho afiado enquanto as fêmeas são manchadas de cinza com um focinho em forma de folha.
Serpente-folha-de-nariz
  Na ilha são encontrados também os lêmures, um grupo de primatas que são encontrados apenas em Madagascar. Assemelham-se aos símios (tipo de primatas), mas são dotados de focinhos que lembra o da raposa, olhos grandes, pêlo lanoso e macio e cauda longa e peluda. Têm unhas em vez de garras e visão a cores limitada.
  Infelizmente, por causa do desmatamento e da caça, vários tipos de lêmures estão ameaçados de extinção.
Lêmures
  A traça-cometa (Argema mittrei), é um tipo de borboleta encontrada em Madagascar. Possui asas que podem atingir 20 centímetros, enquanto sua cauda pode crescer até 15 centímetros. Quando atinge a idade adulta, não pode se alimentar, vivendo por apenas quatro ou cinco dias. No entanto, a partir do primeiro dia que emerge do casulo, é capaz de se reproduzir, onde as fêmeas podem colocar até 170 ovos. As lagartas alimentam-se de folhas de eucaliptos frescas e têm um período de pupação de dois a seis meses. Seus casulos têm pequenos buracos para evitar afogamento nas florestas tropicais úmidas.
Traça-cometa
  A rã-tomate (Propithecus verreauxi) são predadoras de emboscada, encontradas somente nas partes mais úmidas do norte de Madagascar. Elas atacam principalmente insetos, mas podem comer qualquer coisa que caiba em suas bocas. Embora sejam rãs (com a distintiva pele lisa), esses animais também possuem várias características de sapo, como pés não palmípedes (interligados por membranas) e habilidade de secretar um irritante látex venenoso, como a maioria dos sapos fazem. Apenas as fêmeas possuem coloração forte que dá a essas rãs seu nome. Os machos são marrons.
Rã-tomate
  Os aie-aie (Daubentonia madagascarienses) é um tipo de primata encontrado em Madagascar. Possui hábitos norturnos bem adaptado à vida nas árvores. Seus dedões dos pés e caudas são mais longos do que seus corpos, permitindo-lhes se pendurar em ramos. São os únicos primatas que usam ecolocalização para encontrar suas presas. Seus dedos médios longos tocam as árvores e "ouvem" larvas de insetos, para depois desenterrarem-nas e comê-las. Suas orelhas sensíveis e olhos grandes podem ser úteis para encontrar comida, mas fez com que os habitantes da ilha os considerassem um presságio de má sorte, motivo este que fez esse animal entrar em extinção.
Aie-aie
  Os Tenrecídeos (Tenrencidae) são uma família de pequenos mamíferos insetívoros que habitam a ilha de Madagascar. Durante muito tempo foram considerados parte da ordem Insectivora, mas os estudos genéticos recentes indicam que trata-se de um grupo não-relacionado, parte da ordem Afrosoricida e integrantes do grande grupo Afrotheria. Esses pequenos animais só podem ser encontrados em 10 locais de Madagascar, e como atingem no máximo 17 centímetros de comprimento, são difíceis de detectar.
  Há uma série de espécies de tenrecídeos na área, mas os aquáticos são exclusivos por suas adaptações: seus músculos posteriores possuem membros grandes e seus pés são palmados para facilitar a natação. Eles nadam por corpos de água rasos a procura de insetos e girinos, esfregando as vibrissas sensíveis de seus focinhos contra o fundo. Assim que localizam suas presas, as arrastam para a superfície.
Terrencídeo
  A fossa (Cryptoprocta ferox) é um mamífero carnívoro da família Eupleridae. É encontrado na ilha de Madagascar, sendo o maior carnívoro mamífero da ilha. Sua aparência lembra a de um gato alongado, e sua cauda é quase tão comprida quanto o restante do corpo. Sua coloração é castanho-avermelhada e possui cabeça relativamente pequena, com focinho curto e orelhas arredondadas.
  As fossas caminham com a sola dos pés apoiada no chão. Suas garras são curtas e retrácteis, ideais para escalar árvores. Fica escondida na mata, aparecendo principalmente à noite, mas também pode aparecer de dia. Suas principais presas são os lêmures, mas caçam também anfíbios, aves e mamíferos.
Fossa
PROBLEMAS AMBIENTAIS EM MADAGASCAR
  Os maiores problemas ambientais em Madagascar, são: o desmatamento e a destruição de habitats, queimadas, erosão do solo, exploração descontrolada dos recursos naturais (incluindo a caça de espécies selvagens), introdução de espécies estranhas, entre outras.
Queimadas para a agricultura
  Essa prática, conhecida localmente como "tavy" faz parte da economia e da cultura malgaxe. É assim que as florestas tropicais de Madagascar são convertidas em plantações de arroz. Geralmente um ou dois acres de floresta são desmatados, queimados e replantados com arroz. Depois de dois anos de produção, a área é abandonada por um período de quatro a seis anos e o processo repetido. Depois de dois ou três anos desses ciclos o solo fica bastante exaurido de seus nutrientes e a terra é ocupada por ervas e vegetação rasteira. Nos morros, esse tipo de vegetação não é suficiente para segurar o solo, acarretando erosão e desabamentos.
  Tavy é a forma como a maioria das famílias malgaxes encontra para sobreviver, e pessoas que estão preocupadas com sua subsistência diária não podem dar ao luxo de pensar nas futuras consequências de suas ações. Na perspectiva dessas pessoas, é melhor garantir um pedaço de floresta antes do seu vizinho. Tavy também possui elementos espirituais e culturais que ultrapassam o valor nutricional e econômico de uma simples plantação de arroz.
Prática do tavy (queimada) em Madagascar
Produção de carvão e lenha
  As florestas espinhosas de Madagascar vem sendo desmatadas num ritmo alarmante para a produção de carvão e lenha. Vários malgaxes sobrevivem vendendo pequenos pedaços de carvão nas beiras das estradas do sul de Madagascar e, geralmente, esse carvão é obtido com a destruição da árvore Alluaudia (típica da ilha). Imagens de satélite mostram rios vermelhos correndo de Madagascar para o oceano Índico, como se a ilha estivesse perdendo sangue, resultado da erosão do solo.
Erosão do solo - um dos graves problemas de Madagascar
Extinção de espécies
  Para um país que tem como pilar da economia a produção agrícola a perda de seus solos tem um alto preço ambiental e econômico. Além disso, a introdução de espécies estranhas na ilha causou a extinção de várias espécies endêmicas de Madagascar. Uma dessas espécies é a tilápia, peixe agressivo que tem provocado a extinção de peixes nativos, como o cichlid.
  As espécies nativas de Madagascar tem sido caçadas por pessoas que buscam encontrar um meio de sobrevivência para suas famílias. Essas espécies são vendidas no mercado negro, contribuindo para aumentar o número de espécies em extinção no planeta.
Cichlids - peixes que estão desaparecendo de Madagascar
  As águas ao redor de Madagascar são ao mesmo tempo um grande santuário de peixes e fonte de sustento de milhares de famílias malgaxes. Porém, a pesca é mal supervisionada e não existe regulamentação. Barcos pesqueiros de outros países invadem a costa de Madagascar ameaçando o sustento das famílias de pescadores da ilha.
ECONOMIA DE MADAGASCAR
  Madagascar é um dos países mais pobres do mundo. A sua economia se baseia principalmente na agricultura, na pecuária, na mineração, na pesca e na produção têxtil. Um dos produtos mais conhecidos da ilha é a baunilha, que vem de uma orquídea que é usada no mundo inteiro e serve para dar sabor aos alimentos.
Agricultores de Madagascar secando a baunilha
  Apesar do produto ter um preço relativamente alto no mercado mundial e a muitos agricultores cultivarem esse produto, cerca de 70% da população de Madagascar vive abaixo da linha de pobreza (sobrevive com menos de 1 dólar por dia) e quase metade das crianças com menos de cinco anos sofre com a desnutrição.
  O principal produto cultivado no país é o arroz, mas o que representa a maior parcela de exportação é o café. Destacam-se também os cultivos da cana-de-açúcar, mandioca e frutas, como banana, maçã, ananás e laranja.
  A população de Madagascar vive majoritariamente na área rural e dedica-se ao cultivo de gêneros tropicais. Contudo, nas áreas mais elevadas, as temperaturas são amenas, favorecendo também o cultivo do trigo, produto típico das áreas mais frias.
Cultivo de arroz em Madagascar
  Na pecuária o principal rebanho é o de bovino, porém, certas camadas da população têm esse animal como sagrado, o que dificulta a criação com o objetivo comercial para essas camadas. Outros rebanhos significativos no país são ovinos, caprinos, suínos e a criação de aves.
  A indústria mineira é pouco desenvolvida, sobretudo por causa dos escassos recursos minerais. Porém, o país é um dos maiores produtores mundiais de titânio, único mineral abundante no país.
ALGUNS DADOS DE MADAGASCAR
NOME: República de Madagascar
CAPITAL: Antananarivo

Cidade alta de Antananarivo - capital de Madagascar
GENTÍLICO: madagascarense / malgaxe
LÍNGUA OFICIAL: malgaxe, francês
GOVERNO: República Semipresidencialista
INDEPENDÊNCIA: da França
, em 26 de junho de 1960
LOCALIZAÇÃO: Oceano Índico
ÁREA: 587.041 km² (44º)
POPULAÇÃO (ONU - Estimativa 2013): 21.926.221 habitantes (52º)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 37,35 hab./km² (143º)
MAIORES CIDADES (Estimativa 2013):
Antananarivo: 1.729.102 habitantes
Antananarivo - capital e maior cidade de Madagascar
Toamasina: 265.431 habitantes
Toamasina - segunda maior cidade de Madagascar
Fianarantsoa: 173.136 habitantes
Fianarantsoa - terceira maior cidade de Madagascar
PIB (FMI - 2013): U$ 10,054 bilhões (127°)
IDH (ONU - 2012): 0,483 (151°)
EXPECTATIVA DE VIDA (ONU - 2005/2010): 65,77 anos (143°)
CRESCIMENTO VEGETATIVO (ONU - 2005/2010): 2,66% ao ano (22°)
MORTALIDADE INFANTIL (CIA World Factbook - 2012): 44,78/mil (145°)
TAXA DE ALFABETIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2011): 29% (160°)
TAXA DE URBANIZAÇÃO (Pnud - 2009/2010): 70,7% (133°)
PIB PER CAPITA (FMI - 2013): U$ 488 (176°)
MOEDA: Ariary
RELIGIÃO: cristianismo 49,5% (sendo 25,7% de protestantes, 23% de católicos e 0,8% de outras religiões cristãs), crenças tradicionais 48%, outras religiões 2,2%, sem religião 0,3%.
DIVISÃO: Madagascar divide-se em seis províncias, que estão subdivididas em 148 departamentos. As províncias têm o nome da respectiva capital. O número corresponde a província. 1. Antananarivo 2. Antsiranana 3. Fianarantsoa 4. Mahajanga 5. Toamasina 6. Toliara.
Divisão de Madagascar
FONTE: Sampaio, Fernando dos Santos. Para viver juntos: geografia, 8° ano / Fernando dos Santos Sampaio, Marlon Clóvis de Medeiros, Vagner Augusto da Silva. - 3ª ed. - São Paulo: Edições SM, 2012 - (Para viver juntos; 3)

terça-feira, 24 de junho de 2014

A REGIÃO DO VALE DO PARAÍBA

ATLAS das representações literárias de regiões brasileiras, IBGE, 2009
  A região do Vale do Paraíba está localizada entre a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira, ao longo do curso do rio Paraíba do Sul, que nasce no estado de São Paulo e tem sua foz localizada no estado do Rio de Janeiro.
  É uma região socioeconômica que abrange a Mesorregião do Vale do Paraíba Paulista no estado de São Paulo, e a Mesorregião Sul Fluminense no estado do Rio de Janeiro, e que se destaca por concentrar uma parcela considerável do PIB do Brasil.
  Localiza-se nas margens da rodovia Presidente Dutra (BR-116), no trecho denominado eixo Rio-São Paulo, dentro do complexo metropolitano formado pelas duas capitais e com seu principal eixo urbano seguindo o traçado da Via Dutra.
Via Dutra, no trecho entre Taubaté e Pindamonhangaba - SP
  Apesar de ser altamente urbanizada e industrializada, a região também tem reservas naturais importantes, como a Serra da Mantiqueira, na divisa entre os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, um dos pontos mais altos do Brasil, e a Serra de Bocaína, localizada entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, as áreas de Mata Atlântica, além de cidades pequenas e fazendas de interesse histórico e arquitetônico.
Cachoeira dos Veados, na Serra de Bocaína,
  De acordo com o censo do IBGE 2010, a população dos municípios da região do Vale do Paraíba é de quase 3,3 milhões de habitantes, sendo São José dos Campos, localizada em São Paulo, a maior cidade.
  No lado do Rio de Janeiro, as cidades que compõem a região do Vale do Paraíba são: Volta Redonda, Resende, Barra Mansa, Barra do Piraí, Itatiaia, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Quatis, Rio Claro, Valença, Rio das Flores e Paraíba do Sul.
Valença - RJ
  No lado paulista, os municípios que compõem a região do Vale do Paraíba são: São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Lorena, Aparecida, Arapeí, Areias, Atibaia, Bananal, Caçapava, Cachoeira Paulista, Canas, Cruzeiro, Cunha, Guararema, Igaratá, Jacareí, Jambeiro, Lagoinha, Lorena, Lavrinhas, Monteiro Lobato, Natividade da Serra, Paraibuna, Piquete, Potim, Queluz, Redenção da Serra, Roseira, Salesópolis, Santa Branca, Santa Isabel, São José do Barreiro, São Luiz do Paraitinga, Silveiras e Tremembé.
Cruzeiro - SP
  Embora geograficamente façam parte do vale, algumas cidades não compartilham de história comum com as demais cidades da região, devido pertencerem à Região Metropolitana de São Paulo, fazendo com que os vales paraibanos desconheçam o fato dessas cidades se localizarem geograficamente dentro do vale, como Guararema, Santa Isabel e Salesópolis, que fazem parte do Vale do Paraíba, mas não da mesorregião do Vale do Paraíba Paulista, que é uma divisão política.
Salesópolis - SP
HISTÓRIA
  A história do Vale do Paraíba está intimamente ligada ao ciclo econômico do café, porém, antes do ciclo do café, no início do século XVIII, essa região foi ocupada por engenhos de produção de açúcar e lavouras de subsistência. No século XIX, a região se tornou um grande polo agrícola de café em nosso país.
  No início do século XX, um grupo de religiosos da ordem trapista (congregação religiosa católica) se instalou na fazenda Maristela, em Tremembé - SP, e introduziu a cultura do arroz nas várzeas do rio Paraíba do Sul, além de novas técnicas de plantio e irrigação.
Tremembé - SP
  Após a decadência do café, ocorrida após a crise econômica mundial de 1929, começa a se desenvolver a produção de leite. A industrialização do Vale do Paraíba começou na década de 1940, durante o Estado Novo, após um acordo diplomático feito entre o Brasil e os Estados Unidos.
  Por meio desse acordo, teve início em 1942, a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda - RJ, que foi inaugurada em 1946, tornando-se um dos maiores complexos siderúrgicos do mundo e o maior da América Latina.
  O início da produção de aço na CSN serviu de base para a industrialização do país e, especialmente, do Vale do Paraíba, com a chegada na região de empresas ligadas a siderurgia, bem como a indústria automotiva e aeroespacial.
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de Volta Redonda - RJ
ECONOMIA
  A região do Vale do Paraíba é considerada uma região de grande importância econômica em nosso país, abrigando um grande número de indústrias e municípios importantes, como São José dos Campos, Taubaté e Volta Redonda.
Agropecuária
  A agropecuária ainda é de grande importância para vários municípios dessa região. O Vale do Paraíba é o segundo maior polo produtor de leite do país, apesar dessa produção encontrar-se em decadência. Atualmente, o arroz é o principal produto agrícola da região, onde é produzido principalmente nas várzeas do rio Paraíba do Sul e seus afluentes.
  O cultivo do arroz no Vale é realizado nas propriedades da região, a maioria pertencentes a descendentes de italianos, que aproveitam a vocação natural das terras de várzeas para o cultivo do cereal.
Cultivo de arroz em Pindamonhangaba - SP
  O arroz do Vale do Paraíba desempenha importante papel social e de preservação ambiental, pois regula a extração de areia, limita a expansão urbana desordenada, controla inundações e evita conflitos sociais pela posse da terra na zona rural e periferia das cidades. Além disso, os produtores de arroz são os maiores interessados em zelar pela qualidade e disponibilidade da água dos rios e nascentes da região.
  Na estrutura fundiária do Vale, predominam as pequenas e médias propriedades rurais familiares, fruto das mudanças significativas na forma de distribuição das terras ocorridas a partir da decadência do café, quando as grandes fazendas passaram a ser retalhadas em partilhas e heranças familiares.
São José do Barreiro - SP
Indústria
  Na década de 1950, a região industrializou-se rapidamente. Nesta época destacou-se, no lado paulista, a criação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e, consequentemente, a instalação da indústria aeronáutica Embraer, o maior complexo aeroespacial da América Latina, em São José dos Campos, além das montadoras Volkswagen, Ford, e da LG. No lado fluminense, destaque para a Coca-Cola (Companhia Fluminense de Refrigerantes), as montadoras PSA Peugeot Citröen, Volkswagen Caminhões e Ônibus (a maior fábrica de caminhões do Brasil) Guardian do Brasil, Votorantim (Siderúrgica Barra Mansa), Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Michelin, White Martins, Indústria Nacional de Aços Luminados (INAL), Companhia Estanífera Brasileira (CESBRA) e S/A Tubonal (fabricante de tubos de aço), entre outros.
Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos  Campos - SP
Educação
  A região do Vale do Paraíba conta com várias ETECs (Escola Técnica Estadual), além de contarem com, no mínimo, uma escola do Sistema S (Escolas Profissionalizantes - Senar, Senac, Sesc, Sescoop, Senai, Sesi, Sest, Senat, Sebrae).
  A região conta também com um grande número de instituições de ensino superior, tanto da rede privada como pública, que realizam cursos de graduação e pós-graduação.
Universidade Vale do Paraíba, em São José dos Campos - SP
PRINCIPAIS CIDADES DO VALE DO PARAÍBA
São José dos Campos - SP
  São José dos Campos é a sede da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Está localizada na mesorregião do Vale do Paraíba Paulista e na microrregião de São José dos Campos, estando distante cerca de 94 km da capital paulista, São Paulo, ocupando um área de 1.099,409 km². De acordo com o IBGE, sua população em 2013 estava estimada em 673.255 habitantes, sendo o 7° município mais populoso do estado de São Paulo e o 28° do Brasil.
  São José dos Campos foi elevada à categoria de vila em 27 de julho de 1767, e no decorrer do século XIX, foi grande produtor de café. A indústria começa a ganhar força a partir da segunda metade do século XX, quando várias empresas começaram a se instalar no município, como a Panasonic, Johnson & Johnson, Ericsson, Philips, General Motors (GM), Petrobras, Embraer, entre outras.
  Possui importantes centros de ensino e pesquisas, como o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto de Ensinos Avançados (IEAv), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IEA), a Universidade do Vale do Paraíba (Univap), o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e o Instituto de Pesquisa & Desenvolvimento (IP&D), sendo um importante tecnopolo de material bélico, metalúrgico e sede do maior complexo aeroespacial da América Latina.
São José dos Campos
Taubaté - SP
  Taubaté está localizada a 130 km de São Paulo, sendo sede da segunda sub-região da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Pertence a mesorregião do Vale do Paraíba Paulista e a microrregião de São José dos Campos, possuindo uma área de 624,885 km² e, de acordo com o IBGE, sua população em 2013 estava estimada em 296.431 habitantes, sendo o 23° mais populoso município paulista. Foi elevada à categoria de vila em 5 de dezembro de 1645.
  É o segundo maior polo industrial e comercial da região, abrigando empresas como a Volkswagen, Ford, LG, Alstom, Usiminas, Cameron, Embraer, além do Comando de Aviação do Exército.
  Desempenhou um importante papel na evolução econômica e histórica do país. Durante o ciclo do ouro, foi núcleo irradiador do bandeirantismo, onde os bandeirantes partiram da vila em busca de ouro na região das Minas Gerais. Durante o Segundo Reinado, em pleno apogeu da economia cafeeira, Taubaté destacou-se como o maior produtor de café do país, tendo sediado o Convênio de Taubaté, em 1906.
Taubaté - SP
Volta Redonda - RJ
  Volta Redonda está localizada na mesorregião Sul Fluminense e na microrregião do Vale do Paraíba Fluminense, estando distante 127 quilômetros da capital do estado, Rio de Janeiro. É conhecida como "Cidade do Aço", devido à grande produção de aço decorrente da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN. Sua área é de 182,483 km² e, de acordo com estimativa do IBGE, em 2013 sua população era de 261.522 habitantes. Tornou-se município no dia 17 de julho de 1954, emancipando-se de Barra Mansa.
  Até início da década de 1940, Volta Redonda era um pequeno povoado, com uma população de pouco mais de 3 mil habitantes. Com a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional, no início da década de 1940, Volta Redonda começou a receber milhares de pessoas, que vinham em busca de emprego nas indústrias que foram se instalando em seu entorno.
Volta Redonda - RJ
FONTE: Torrezani, Neiva Canargo. Vontade de saber geografia, 7° ano / Neiva Camargo Torrezani. -- 1. ed. -- São Paulo: FTD, 2012.





quinta-feira, 19 de junho de 2014

OS AMBIENTES MARINHOS


  Biologia marinha é o estudo dos organismos que vivem em ecossistemas de água salgada e das relações entre eles e com o ambiente.
  Os mares e oceanos ocupam 3/4 do planeta Terra, cobrindo aproximadamente 70% da sua superfície e, assim como o ambiente terrestre é diverso, os oceanos também são. Por isso, encontramos as mais diferentes formas de vida no mar, desde o plâncton microscópico, incluindo o fitoplâncton, de enorme importância para a produção primária no ambiente marinho, aos gigantes cretáceos como as baleias. Apresentam uma profundidade média de 4 quilômetros, sendo que a Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, é o ponto mais profundo, com pouco mais de 11 quilômetros de profundidade.
Perfil esquemático da Fossa das Marianas
  A vida no fundo do mar está relacionada às zonas de profundidade e é classificado segundo critérios que envolvem a penetração da luminosidade e a estratificação de níveis na coluna de água. Quanto maior a profundidade, menos espécies de seres vivos serão encontradas, pois há menos alimento. Além disso, poucos seres vivos se adaptam à escuridão, ao frio e às altas pressões das profundezas submarinas.
  As estreitas margens costeiras são as zonas mais ricas em quantidades de espécies animais e vegetais. Suas águas pouco profundas recebem grande quantidade de luz solar. Nelas, prolifera o fitoplâncton, formado por plantas microscópicas que constituem a base da cadeia alimentar marinha. Um camarão, por exemplo, come diariamente milhares de diatomáceas, uma das espécies mais comuns presentes no fitoplâncton. Já os camarões fazem parte do cardápio dos arenques, que, por sua vez, são as presas prediletas dos bacalhaus.
Exemplo de cadeia alimentar marinha
  O fitoplâncton é o conjunto de organismos microscópicos fotossintetizantes adaptados a passar parte ou todo o tempo de sua vida em suspensão em águas abertas oceânicas ou continentais. Fazem parte deste grupo organismos tradicionalmente considerados como algas.
  Dentre as algas há um grupo de grande importância sanitária e de saúde pública, que é também classificado como bactéria, as cianofíceas ou "algas azuis". Possuem características de células vegetais (presença de clororila em cloroplastos e parede celular com celulose) e de bactérias (material disperso no citoplasma).
Algas azuis
  A temperatura superficial da água varia de acordo com as estações do ano e com a latitude; porém, essa variação é menor do que a observada em ambientes terrestres, pois, os oceanos retêm maior quantidade de calor, que é liberado mais vagarosamente do que na terra.
  A salinidade média do mar é de 3,5% (35 partes por mil). Em regiões costeiras, normalmente é menor e tende apresentar uma variação maior, já que sofre também a influência de rios e da água da chuva proveniente da costa.
  A presença de luz também é garantia do desenvolvimento de algas marinhas, incluindo as espécies que florescem debaixo da água. Elas constituem verdadeiros pastos submersos para tartarugas e diversos tipos de peixes.
A quantidade de luz define a quantidade de vida no oceano
  Nas margens costeiras, os recifes de corais destacam-se como os ambientes marinhos com maior diversidade de seres vivos ou, simplesmente, biodiversidade. Os mangues e os estuários também são importantes pela quantidade de seres vivos que abrigam, porém não existe tanta diversidade como nos recifes de corais.
  Os recifes de corais são formados com o acúmulo de corais e do calcário de certas algas. Com o tempo, em condições favoráveis, um recife de coral pode transformar-se numa ilha ou, pelo menos, em um atol. Os recifes de corais são ecossistemas com grande produtividade e biodiversidade.
  Os recifes de corais são ambientes marinhos muito frágeis. Eles se desenvolvem em condições bastante especiais: água limpa com temperatura entre 20°C e 30°C e profundidade máxima de 40 metros.
  Fixados num resistente edifício de calcário, milhões de animais, chamados pólipos, alimentam do plâncton que eles retêm pela filtragem da água que passa por suas minúsculas bocas. Existem mais de mil espécies de corais, das mais diversas cores e formas, que fascinam mergulhadores do mundo inteiro.
Grande Barreira de Corais, na Austrália - a maior barreira de corais do mundo
  Ao redor dos recifes de corais vive a maior variedade de plantas e animais do fundo do mar. Abrigando mais de um terço de todas as espécies de peixes, esses ecossistemas são fundamentais para a vida marinha, e sua poluição pode significar um enorme desastre ecológico.
  A maior parte dos recifes de corais encontram-se nas zonas equatoriais dos oceanos Pacífico e Índico, além das zonas tropicais do Atlântico.
Mapa das principais áreas de recifes de corais no mundo
  Os mangues é um ecossistema costeiro caracterizado por plantas e animais que vivem em um espaço comum, característicos de ambientes costeiros e estuarinos, no qual predominam as espécies vegetais adaptadas à grande salinidade. Nele se misturam águas que vêm dos rios e do mar, formando um fundo lodoso com pouco oxigênio. Os mangues ocupam mais da metade da costa dos países tropicais e abrigam enormes quantidades de peixes, caranguejos, camarões e ostras.
  Tal qual os mangues, os pântanos costeiros dos países de clima temperado encontram-se sob forte influência das marés e são alagados periodicamente pelo mar. Ambos funcionam como filtros, limpando as águas marinhas de suas impurezas, daí a importância de preservação desses ecossistemas.
Manguezal no rio Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte
  No Brasil, os mangues distribuem-se por praticamente toda a costa brasileira, a partir de Santa Catarina, até os limites com a Guiana Francesa. Neles ocorrem espécies variadas de animais e plantas. Entre os animais, encontram-se ostras, mariscos, caranguejos, siris, entre outros. Em relação às plantas, encontram-se três árvores principais: o mangue-vermelho, o mangue-branco e o mangue-siriúba, que muitas vezes são cortadas para o uso na construção civil por serem resistentes à água marinha. Das várias causas da degradação dos mangues, estão: retirada da madeira, pesca predatória de animais, como caranguejos e siris, instalação de condomínios e hotéis à beira-mar, lançamento de esgoto sem tratamento e retirada do mangue para instalação de fazendas de camarão.
Viveiros de camarão em área de mangue, em Natal - RN
  Os estuários são desaguadouros de um rio no mar, sujeito à forte influência de correntes marinhas e das marés. São ambientes que recebem os sedimentos arrastados pelos rios, muitas vezes por vários quilômetros mar adentro. Nesses ambientes, em que se misturam águas doce e salgada, concentram-se ostras, caranguejos, mexilhões e camarões. Grande parte das espécies pescadas no mundo passa uma parte de suas vidas em um estuário, seja na fase da desova, seja durante o crescimento.
Estuário do rio Paraíba, em Cabedelo - PB
  Quanto à gradação de luz, o ambiente marinho se divide em: zona eufótica e zona afórica.
Zona eufótica - compreende a região na qual a incidência luminosa consegue penetrar na coluna de água, geralmente compreendendo cerca de 200 metros de profundidade, de acordo com a turbidez (tonalidade da água em consequência da saturação de partículas em suspensão). Corresponde à faixa com considerável concentração de organismos, entre os quais, microrganismos fotossintetizantes (autróficos).
Zona disfótica - dentro da zona eufótida, está entre 80 e 200 metros de profundidade, é fracamente iluminada, apresentando poucos seres fotossintetizantes. Nessa zona aparecem seres necróvoros e carnívoros.
Zona afótica - representa a região marinha que não recebe qualquer interferência da incidência luminosa. Os organismos (heterotróficos) que habitam esta faixa dependem da disponibilidade de oxigênio e matéria orgânica absorvida, respectivamente dissolvida e decantada da zona eufótica.
Divisão do ambiente marinho quanto à dispersão da luz
  Quanto à profundidade, o ambiente marinho divide-se em: zona litorânea, zona nerítica, zona abatial e zona abissal.
Zona litorânea - é o limite existente entre o nível das marés (alta e baixa).
Zona nerítica - região que atinge, aproximadamente, 200 metros de profundidade, estendendo cerca de 50 e 60 km da margem litorânea. Representa o limite com maior biomassa e produtividade aquática, abrigando um grande número de organismos.
Zona abatial - localizado abaixo da zona nerítica, situa-se entre 200 e 2.000 metros de profundidade.
Zona abissal - ambiente marinho mais profundo, situada entre 2.000 metros de profundidade e o substrato oceânico, sendo uma região totalmente afótica (sem luz), onde habitam poucas espécies de seres vivos.
Divisão do ambiente marinho quanto à profundidade
FONTE: Ribeiro, Wagner Costa. Por dentro da geografia, 6° ano: geografia em sua vida / Wagner Costa Ribeiro. 1. ed. - São Paulo: Saraiva, 2012.