ALDANN CONSTRUÇÕES

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sexta-feira, 31 de julho de 2015

HUNGRIA

Rio Danúbio, em Budapeste
  A Hungria ocupa a maior parte da Grande Planície Húngara, no centro-sul da Europa, e, embora sem saída para o mar, tem boa comunicação fluvial com outros países através do Rio Danúbio. Esse rio separa os dois centros urbanos (Buda e Peste) que formam a capital, Budapeste. Indiscutivelmente, Budapeste foi nas últimas décadas a verdadeira metrópole da Europa oriental, pois fornecia produtos e serviços diversificados a uma população com razoável poder aquisitivo. O país limita-se ao norte com a Eslováquia, Ucrânia e Áustria, a leste com a Romênia, a oeste com a Áustria e a Eslovênia, e a sul com a Croácia e a Sérvia.
  A Hungria é membro da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), da União Europeia e do Grupo Visegrád (também chamado V4, é uma aliança para fins de cooperação entre quatro países da Europa Central: Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia).
Mapa da Hungria
HISTÓRIA
  A Hungria é formada por descendentes da tribo dos magiares, cavaleiros oriundos das margens do rio Volga. Esse povo vieram da região norte dos Montes Urais, onde levava uma vida nômade.
  A região que abrange a atual Hungria era uma parte das províncias romanas da Dácia e da Panônia. Localizadas no território limite do Império Romano, essas províncias foram das primeiras a cair em mãos de tribos germânicas que começaram a invadir o território no final do século II.
  Durante o século VIII, os moravos, um dos povos eslavos, se apossaram das regiões norte e leste e, de 791 a 797, Carlos Magno, rei dos francos, anexou o restante da região. Nos anos 895 e 896, os magiares tomaram o controle da Panônia e da Morávia sob o comando do chefe Arpad. Em 955, Oto I, o Grande, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, os derrotou na grande batalha de Lechfeld, facilitando a penetração do cristianismo e da cultura do ocidente na Hungria.
  Estevão I, que mais tarde passou a se chamar Santo Estevão da Hungria, conseguiu unificar o país no início do século XI (997) e se torna o primeiro Rei da Hungria, no ano 1000, pela outorga do papa Silvestre II, convertendo toda a região ao cristianismo e recebendo o título de rei apostólico.
Estátua de Santo Estevão, em Budapeste
  O cristianismo acabou com o paganismo, tornando-se a religião oficial. A autoridade real centralizou-se e o país dividiu-se em comitats (condados) administrativos. A população não-magiar passou a ser tratada como uma etnia submissa. Os sucessores de Estevão incorporaram os territórios da Croácia, Bósnia, parte da Transilvânia e da Dalmácia.
  A partir do século XII, a autoridade real começa a entrar em declínio, devido principalmente a distribuição de propriedades da coroa, pelo imperador bizantino Manuel I Comnenos, aos seus partidários da nobreza húngara, propiciando o desenvolvimento do feudalismo.
  Em 1308, Carlos Roberto de Anjou e da Sicília foi eleito rei da Hungria com o nome de Carlos I da Hungria, estabelecendo no país a dinastia Anjou. Durante o seu reinado, que acabou em 1342, ele restaurou a ordem, impondo limitações aos nobres e consolidando o reino. Adquiriu também novos territórios, entre os quais se encontravam em zonas da Bósnia e em parte da Sérvia. Através de seu casamento com Isabel, irmã de Casimiro III, o Grande, rei da Polônia, garantiu a sucessão do seu filho Luís ao trono polonês.
Szeged - com 165.542 habitantes, é a quarta maior cidade da Hungria
  Em 1458, foi eleito rei Matias Corvino, apesar de forte oposição por parte dos partidários do imperador do Sacro Império, Frederico III da Estíria. O novo monarca introduziu diversas reformas administrativas, criou um exército permanente e desenvolveu o comércio e a cultura no país. Obteve o controle da Áustria dos Habsburgo em 1485, transferindo sua residência para Viena. Após a morte de Matias, em 1490, os senhores feudais adquiriram novamente seus antigos privilégios.
  Em 1526, o exército turco de Solimão I, o Magnífico, derrotou o exército húngaro na batalha de Mohacs. Durante mais de 150 anos após a derrota de Mohacs, a Hungria foi testemunha de lutas contínuas entre os imperadores Habsburgo do Sacro Império, que se apossaram da parte oeste do reino, os turcos estabelecidos na parte central e grupos da nobreza húngara.
  Durante a luta pela posse da Hungria, a Transilvânia se tornou o centro do movimento magiar contra o domínio dos turcos e dos austríacos. Os magiares abandonaram a Igreja Católica durante a Reforma Protestante, agravando sua inimizade contra os Habsburgo. Desde meados do século XVI, com a Contra-Reforma imposta pela Igreja Católica, a luta entre os protestantes magiares e os católicos Habsburgo tornou-se cada vez mais violenta, acarretando na chamada Guerra dos Quinze Anos (1591-1606).
Ponte das Correntes, em Budapeste
  A guerra turco-austríaca se estendeu de 1593 a 1648, quando o imperador Rodolfo II se viu obrigado a conceder aos magiares da Transilvânia a autonomia política e religiosa e várias concessões territoriais. Pelas prescrições da Paz de Karlowitz (1699), os turcos só conservaram o Banato de Temesvar, uma região que eles perderiam 19 anos depois, garantindo a Transilvânia para a dinastia Habsburgo.
  Após a explosão da Revolução Francesa, em 1789, inúmeros nacionalistas magiares, influenciados pelas ideias revolucionárias, fizeram ressurgir o nacionalismo húngaro a partir de 1815. Este despertar trouxe como consequência a criação do Partido Liberal, que lançou uma campanha em favor de um governo constitucional e de reformas que reduziam algumas das exigências dos senhores feudais sobre os camponeses.
Parque Nacional Kiskunság - Hungria
  O governo austríaco viu-se ameaçado pela revolução liberal que eclodiu em Viena em 1848, permitindo a formação de um governo húngaro. A Hungria rompeu praticamente todos os laços com a Áustria. Em 1849, a Dieta húngara proclamou a deposição da dinastia dos Habsburgo e a independência da Hungria. Nesse mesmo ano, o imperador austríaco Francisco José I formou uma aliança militar com Nicolau I da Rússia e venceu o exército húngaro. Depois da derrota austríaca em 1859, durante o processo de unificação italiana, o regime imperial sofreu uma série de impasses diplomáticos e militares.
  A Prússia derrotou a Áustria na guerra Austro-Prussiana, fortalecendo amplamente a posição dos húngaros. Sob as regulamentações do Compromisso (Ausgleich), que se adotou em 1867, a Áustria e a Hungria se tornaram uma monarquia dual sob o comando de um soberano único que seria imperador da Áustria e rei da Hungria. A monarquia dual vigorou até seu declínio total com a derrota na Primeira Guerra Mundial.
Mapa do Império Austro-Húngaro
  Em 1918, o Império Austro-Húngaro foi dissolvido oficialmente e o Conselho Nacional proclamou a República Democrática Húngara. Em 1919, os comunistas, liderados por Béla Kun, derrotaram o governo e instauraram uma República de Conselhos (soviets), socializando a economia. Nesse mesmo ano, os tchecos invadiram o norte da Hungria e os romenos o sul, promovendo a abdicação de Béla Kun e do Conselho e os romenos ocuparam Budapeste. Sob a supervisão dos aliados, formou-se um governo interino dominado por Miklos Horthy.
  Em 1920, ocorreu eleições gerais, com o objetivo de formar uma assembleia nacional que acabou dissolvendo todos os vínculos com a Áustria, proclamando a monarquia e nomeando Horthy como regente. Nesse mesmo ano, o governo húngaro aceitou o Tratado de Trianon, que estabelecia as condições de paz com os aliados, perdendo inúmeros territórios. Horthy manteve a ditadura no país por quase duas décadas.
Paisagem do inverno na Hungria
  Com o início da Segunda Guerra Mundial, o governo húngaro proclamou-se neutro, mas suas ações posteriores indicavam uma total simpatia com as forças do Eixo (Itália, Alemanha e Japão).  Ao final da guerra foi proclamada a república parlamentarista na Hungria, com Ferenc Nagy como presidente do Conselho e Matyas Rakosi, secretário geral do Partido Comunista Húngaro, no cargo de vice-presidente. Em 1949, novas eleições aconteceram, com uma única lista de candidatos composta apenas por comunistas. A assembleia adotou uma nova Constituição, que proclamou a República Popular Húngara.
  Em novembro de 1956, Budapeste foi bombardeada pelas tropas do Pacto de Varsóvia. O motivo desse bombardeio foi as reformas feitas pela cúpula do Partido Comunista, inspiradas pelo líder Imre Nagy e pela crença em tempos menos sombrios, após a morte do ditador soviético Josef Stalin, em 1953.
Parque Nacional Kiskunság - Hungria
  A ascensão de Nikita Khruschev na URSS, com a sua campanha de "desestalinização", alimentava as esperanças em um novo começo para os Estados do bloco soviético. Na Hungria, os reformistas ousaram detonar um dos alicerces do totalitarismo soviético, suprimindo o princípio do partido único.
  Os húngaros ultrapassaram o limite ao anunciar a retirada do Pacto de Varsóvia. Criada apenas um ano antes, a organização militar cristalizava o poder da URSS sobre o Leste Europeu e demarcava a esfera de influência de Moscou na Europa. A decisão húngara, assentada sobre o princípio da soberania nacional, ameaçava deflagrar uma reação em cadeia, desintegrando o bloco geopolítico que acabava de se estruturar.
Tanque soviético destruído Budapeste, em 1956
  A invasão ordenada por Khruschev definia os limites da "desestalinização", reafirmando o controle soviético sobre os territórios que configuravam as fronteiras estratégicas da superpotência, no auge da Guerra Fria. A resistência desesperada de Budapeste deixou um saldo de 20 mil mortos e 160 mil exilados. Imre Nagy e seu ministro da Defesa, o general Pál Maléter, foram presos e fuzilados dois anos mais tarde. Heróis trágicos, tornaram-se mártires nacionais e símbolos de uma época de chumbo.
  János Kádár, com o apoio do governo soviético, assume o poder na Hungria e instala uma ditadura que dura de 1956 a 1988. Kádár, durante o seu longo governo, garante a estabilidade e o crescimento econômico da nação. Suas medidas econômicas e liberalizantes tornam o país um precursor da perestroika - programa de reforma política, econômica e social implementado em meados da década de 1980 na União Soviética, pelo presidente Mikhail Gorbachev.
János Kádár (1912-1989)
  A democratização no país se acelera em 1989, influenciado pela morte de Kádar e pelas gigantescas manifestações que ocorriam na Hungria e no bloco socialista em favor do fim da liberdade política e econômica. Em outubro desse ano, o Partido Comunista decreta sua dissolução, reconstituindo-se como Partido Socialista, levando o país a abandonar o comunismo.
  As primeiras eleições livres dessa nova fase da Hungria aconteceram em 1990, onde os socialistas perderam as eleições por uma pequena minoria de votos. Porém, em 1994, voltaram ao poder, apoiados pela queda do padrão de vida da população e da economia húngara. Desde então, os socialistas e os centro-direitistas disputam o poder político. O país procurou uma aproximação com o Ocidente, aderindo em 1999 à Otan e em 2004 à União Europeia.
Pécs - com 157.275 habitantes, é a quinta maior cidade da Hungria
GEOGRAFIA
  A paisagem húngara consiste principalmente das planícies planas a onduladas da Bacia Carpática, com colinas e montanhas baixas, apresentando altitudes que não superam os 200 metros. No norte, próximo à fronteira com a Eslováquia, as altitudes são um pouco mais elevadas, e onde se encontra o ponto culminante do país, o Monte Kékes, com 1.014 metros.
  Os principais rios do país são do Danúbio e o Tirza, sendo o primeiro navegável por 418 quilômetros em território húngaro e o rio que banha a capital Bucareste. O rio Tirza é navegável por 444 quilômetros. O lago Balaton cobre uma área de 592 km², e é considerado o maior lago da Europa Central e Oriental, sendo conhecido como "Mar Húngaro", devido a sua dimensão. Outros lagos menores são o Velence e o Neusiedl, que tem 315 km², mas apenas 75 km² no território húngaro, sendo o restante localizado em território austríaco.
Pôr do sol no Lago Balaton
  A Hungria possui um clima temperado continental, sendo bastante frio e úmido durante o inverno e quente no verão. A temperatura média anual do país é de 9,7°C, com grande amplitude térmica (extremos de 42°C e -29°C). A média pluviométrica é de 600 milímetros anuais. As chuvas são bastante irregulares, com maiores precipitações a oeste do Danúbio. Uma pequena vila, próxima à cidade de Pécs, possui um clima diferenciado do resto do país, semelhante ao clima mediterrâneo.
Monte Kékes - ponto culminante da Hungria
ECONOMIA
  Com extensa área de solos férteis, a Hungria foi um dos países que conseguiu estabelecer de maneira mais eficiente uma distribuição de terras no período socialista. Sua agricultura se baseava nas granjas estatais, nas cooperativas e nas pequenas propriedades. Isso proporcionou o desenvolvimento da agricultura e da pecuária para exportação e abastecimento interno. O país apresenta uma agricultura moderna.
Szombathely - com 98.936 habitantes, é a décima maior cidade da Hungria
  Até 1914, a Hungria destacava-se principalmente em atividades do setor primário, pois o Império Austro-Húngaro não lhe permitia desenvolver o setor secundário para que as indústrias da porção austríaca não sofressem concorrência interna. As vastas planícies que cobrem 90% do território do país e as terras férteis em abundância, comum nessa parte da Europa, favoreceram bastante o desenvolvimento da agricultura em toda a sua história.
  Durante o período socialista, a agricultura foi mecanizada e modernizada. Porém, com o fim da URSS, a agricultura húngara perdeu o apoio que tinha do Estado, provocando uma grande crise no setor.
Paisagem rural da Hungria
  Após a Segunda Guerra Mundial, a Hungria passou a dar maior atenção às indústrias de base, sem descuidar das indústrias de bens de consumo. Na década de 1980, o país foi considerado o mais moderno industrialmente dos países socialistas, exportando bens de consumo até para grandes potências, como a Alemanha e os Estados Unidos.
  A transição da economia socialista para a economia capitalista, a partir do início dos anos 1990, promoveu uma reestruturação industrial na Hungria com a abertura dos mercados, os cortes de subsídios às empresas estatais e a liberalização dos preços, o que acarretou um surto inflacionário no país. Muitas dessas empresas faliram, e o país sofreu com a queda de produção e dos níveis de emprego.
  Nos últimos anos, o país iniciou uma recuperação econômica, marcada pelo aumento dos investimentos estrangeiros e pela instalação de várias empresas transnacionais.
Nyíregyháza - com 119.270 habitantes, é a sétima maior cidade da Hungria
  Juntamente com a Polônia e a República Tcheca, a Hungria foi o país europeu oriental que mais avançou no desmonte da economia planificada e na introdução da economia de mercado ou capitalista, e também um dos que mais receberam investimentos estrangeiros desde os anos 1990. Com a privatização de empresas estatais e o fechamento de outras deficitárias, o desemprego aumentou bastante na Hungria, gerando grande descontentamento popular.
  Em 2004, o país ingressou na União Europeia, mas o seu desempenho econômico não foi muito satisfatório, pois apresentou baixos índices de crescimento do PIB, sobretudo com a crise de 2008.
Györ - com 129.929 habitantes, é a sexta maior cidade da Hungria
  A Hungria é um grande produtor de manganês, e seus principais produtos de exportação são máquinas, produtos mecânicos e alimentos industrializados. A indústria húngara herdou as características do sistema socialista, com base no setor de bens de produção, que foi modernizado e em grande parte privatizado após a queda do regime. Dentre os principais ramos industriais destacam-se o siderúrgico, o automobilístico, o químico, o de eletrodomésticos e eletrônicos.
  O turismo vem crescendo a cada ano no país. A grande infraestrutura cultural da Hungria transformou o país em um dos maiores destinos turísticos do Leste Europeu. Destaca-se a cidade de Budapeste, que possui, entre outras atrações, inúmeros castelos e construções do período medieval.
Kecskemét - com 110.286 habitantes, é a oitava maior cidade da Hungria
POPULAÇÃO
  A população da Hungria possui um elevado padrão de vida. Mais de um terço da população húngara vive em países vizinhos, como Croácia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Ucrânia, Sérvia e Montenegro, por causa da perda de territórios após a Primeira Guerra Mundial.
  O final da censura e do impedimento de organização de partidos políticos fez surgir várias correntes, que promovem manifestações e disputam o poder: os social-democratas, os antigos comunistas, os nacionalistas radicais e até grupos neonazistas - os skinheads ("cabeças raspadas"), que promovem ações contra ciganos (minoria bastante significativa na Hungria, correspondente a cerca de 4% de sua população total), judeus e outros grupos étnicos.
Székesfehérvár - com 109.849 habitantes, é a nona maior cidade da Hungria
ALGUNS DADOS SOBRE A HUNGRIA
NOME OFICIAL: República da Hungria
CAPITAL: Budapeste
Parlamento Húngaro, em Budapeste
GENTÍLICO: húngaro (a)
LÍNGUA OFICIAL: húngaro
GOVERNO: República Parlamentarista
INDEPENDÊNCIA: do Império Austro-Húngaro, em 31 de outubro de 1918
Formação do Reino da Hungria: fevereiro de 1000
Ocupada pelos Otomanos: 29 de agosto de 1526
Império Austro-Húngaro: 8 de junho de 1867
República da Hungria: 16 de novembro de 1918
LOCALIZAÇÃO: Europa Centro-Oriental
ÁREA: 93.032 km² (108°)
POPULAÇÃO (ONU - Estimativa 2015): 9.970.638 habitantes (80°)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 107,17 habitantes/km² (69°). Obs: a densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a medida expressa pela relação entre a população total e a superfície de um determinado território.
CIDADES MAIS POPULOSAS (Estimativas 2015):
Budapeste: 1.747.001 habitantes (2012)
Budapeste - capital e maior cidade da Hungria
Debrecen: 211.878 habitantes
Debrecen - segunda maior cidade da Hungria
Miskolc: 173.337 habitantes
Miskolc - terceira maior cidade da Hungria
PIB (Banco Mundial 2013): US$ 129,959 bilhões (58°). Obs: o PIB (Produto Interno Bruto), representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano).
IDH (ONU 2014): 0,818 (43°). Obs: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais, variando de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. No cálculo do IDH são computados os seguintes fatores: educação (anos médios de estudos), longevidade (expectativa de vida da população) e PIB per capita. A classificação é feita dividindo os países em quatro grandes grupos: baixo (de 0,0 a 0,500), médio (de 0,501 a 0,800), elevado (de 0,801 a 0,900) e muito elevado (de 0,901 a 1,0).
Mapa do IDH dos países
EXPECTATIVA DE VIDA (ONU 2012): 75,0 anos (74°). Obs: a expectativa de vida ou esperança de vida, expressa a probabilidade de tempo de vida média da população. Reflete as condições sanitárias e de saúde de uma população.
CRESCIMENTO VEGETATIVO (ONU 2005-2010): -0,29% (218°). Obs: o crescimento vegetativo, crescimento populacional ou crescimento natural é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma determinada população.
TAXA DE NATALIDADE (ONU 2005-2010): 9,66/mil (173°). Obs: a taxa de natalidade é a porcentagem de nascimentos ocorridos em uma população em um determinado período de tempo para cada grupo de mil pessoas, e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE (CIA World Factbook 2007): 13,11/mil (39°). Obs: a taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um índice demográfico que reflete o número de mortes registradas, em média por mil habitantes, em uma determinada região por um período de tempo e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL (CIA World Factbook 2013): 5,82/mil (36°). Obs: a taxa de mortalidade infantil refere-se ao número de crianças que morrem no primeiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um determinado período, e é contada de menor para maior.
TAXA DE FECUNDIDADE (CIA World Factbook 2014): 1,42 filhos/mulher (206°). Obs: a taxa de fecundidade refere-se ao número médio de filhos que a mulher teria do início ao fim do seu período reprodutivo (15 a 49 anos), e é contada de maior para menor.
TAXA DE ALFABETIZAÇÃO (CIA World Factbook 2014): 99,0% (25°). Obs: essa taxa refere-se a todas as pessoas com 15 anos ou mais que sabem ler e escrever.
TAXA DE URBANIZAÇÃO (CIA World Factbook 2005-2010): 68,3% (66°). Obs: essa taxa refere-se a porcentagem da população que mora nas cidades em relação à população total.
PIB PER CAPITA (FMI 2013): US$ 13.404 (54°). Obs: o PIB per capita ou renda per capita é o Produto Interno Bruto (PIB) de um determinado lugar dividido por sua população. É o valor que cada habitante receberia se toda a renda fosse distribuída igualmente entre toda a população.
MOEDA: Florim Húngaro
RELIGIÃO: 86,7% da população húngara segue o cristianismo (sendo 57,8% de católicos, 23,9% de protestantes e 5% de outras religiões cristãs), 11,3% não têm religião, e 2% seguem outras religiões (principalmente judaísmo e islamismo).
Catedral Basílica de Santo Estevão, em Budapeste
DIVISÃO: administrativamente, a Hungria é dividida em 19 condados mais a capital, que é independente de qualquer condado. Para propósitos demográficos e de desenvolvimento, os 19 condados e Budapeste são agrupados em sete regiões. Os 19 condados são subdivididos em 173 sub-regiões e Budapeste é a sua própria sub-região. Cada sub-região pode ser classificada em cidade ou vila, ou ainda em condado urbano - uma cidade com direito de condado, mas que tem que se submeter às ordens do condado na qual está inserida, não possuindo independência política do condado.
  As sete regiões da Hungria são: Transdanúbia Ocidental, Transdanúbia Meridional, Transdanúbia Central, Hungria Central, Hungria Setentrional, Grande Planície Setentrional e Grande Planície Meridional.
Mapa da Hungria com os 19 condados (em laranja está a capital Budapeste)
FONTE: Projeto Araribá: geografia / organizadora Editora Moderna; editor responsável Fernando Carlo Vedovate. - 3. ed. - São Paulo: Moderna, 2010.

sábado, 25 de julho de 2015

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA E O GOVERNO PROVISÓRIO DE DEODORO DA FONSECA (1889-1991)

  A Proclamação da República em 1889 e a libertação dos escravos um ano antes representaram o surgimento de uma alternativa histórica excepcional para o Brasil: a possibilidade de criar um regime baseado na soberania popular, no exercício pleno da cidadania, que chegaria aos setores da população marginalizados na sociedade ou simplesmente excluídos do jogo político até então.
  Em 1884, foram eleitos para a Câmara dos Deputados, apenas três republicanos, entre eles os futuros presidentes da República Prudente de Morais e Campos Sales. Na legislatura seguinte, apenas um conseguiu ser eleito. Na última eleição parlamentar realizada no Império do Brasil, em 31 de agosto de 1889, o partido só elegeu dois deputados.
  Percebendo que não conseguiriam realizar seu projeto político pelo voto, os republicanos optaram por concretizar suas ideias através de um golpe militar. Para tanto, procuraram capitalizar o descontentamento crescente das classes armadas com o governo civil do Império. Precisavam para isso de um líder militar que tivesse prestígio na tropa, para levarem a efeito seus planos.
"Alegoria da República" - quadro de Manuel Lopes Rodrigues
  Foi assim que os republicanos passaram a aproximar-se de Deodoro da Fonseca (amigo do Imperador), procurando seu apoio para um golpe de força contra o governo imperial de Dom Pedro II.
  No dia 14 de novembro de 1889, os republicanos fizeram correr o boato de que o governo do primeiro-ministro liberal Visconde de Ouro Preto havia expedido ordem de prisão contra o marechal Deodoro e o líder dos oficiais republicanos, o tenente-coronel Benjamin Constant.
  A falsa notícia de que sua prisão havia sido decretada foi o argumento decisivo que convenceu Deodoro a romper com o governo imperial. Pela manhã de 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro reuniu algumas tropas e as pôs em marcha para o centro do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, dirigindo ao Campo da Aclamação, atual Praça da República. Penetrando no Quartel-General do Exército, Deodoro decretou a demissão do Ministério Ouro Preto - providência esta de pouco valia, visto que os próprios ministros, cientes dos últimos acontecimentos, já haviam pedido a demissão ao Imperador. Naquele momento, o objetivo de Deodoro não era proclamar a República, mas sim trocar o Ministério.
Afonso Celso de Assis Figueiredo - Visconde de Ouro Preto (1836-1912)
  Enquanto isso, Dom Pedro II, que se encontrava em Petrópolis - RJ, veio para o Rio de Janeiro para reunir com o Conselho de Estado para organizar um novo Ministério.
  Os republicanos, para aproveitar os acontecimentos e convencer Deodoro a romper de vez os laços com a monarquia, valeram-se de uma notícia verdadeira de que o novo primeiro-ministro escolhido pelo Imperador para assumir o lugar do Visconde de Ouro Preto seria Gaspar Silveira Martins, correligionário liberal do Visconde e político gaúcho com quem o Marechal era inimigo. Assim, Deodoro foi convencido a derrubar o regime.
  Pelas três horas do dia 15 de novembro de 1889, reunidos alguns republicanos e vereadores na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi lavrada uma ata declarando solenemente proclamada a República no Brasil, que foi levada ao Marechal Deodoro. À noite desse mesmo dia, o Imperador encarregou o conselheiro José Antônio Saraiva para presidir o novo ministério. O novo Presidente do Conselho de Ministros (do Partido Conservador - o mesmo de Deodoro) dirigiu-se por escrito ao Marechal, comunicando-lhe a decisão do Imperador, ao que respondeu Deodoro que já havia acordado em assinar os primeiros atos que estabeleciam o regime republicano e federativo. Nessa mesma noite foi constituído o Governo Provisório da República recém-proclamada, tendo como chefe o marechal Deodoro da Fonseca, com poderes ditatoriais. O ministério foi composto por republicanos históricos, como Campos Sales, Benjamin Constant e Quintino Bocaiuva, e de liberais da Monarquia que aderiram de primeira hora ao novo regime, como Rui Barbosa e Floriano Peixoto.
Homenagem da Revista Ilustrada à proclamação da república brasileira
  Na prática, a proclamação da república foi, em grande parte, resultado da aliança dos cafeicultores paulistas com o exército contra o inimigo comum - o Império -, embora as duas forças tivessem projetos políticos republicanos distintos.
  Nos primeiros dias após o 15 de novembro de 1889 - data da Proclamação da República - houve consenso de que os militares deveriam exercer o poder político durante o delicado período de gestação e instalação das instituições republicanas. A república recém-nascida era frágil, e temia-se um contragolpe monárquico. Por isso, era necessário um governo forte, sob comando militar, para proteger o regime em seus primeiros anos.
  Esse período inicial da história republicana do Brasil (1889-1994) ficou conhecido como República da Espada, por ser comandado pelos governos militares dos marechais Deodoro da Fonseca (1889-1891) e Floriano Peixoto (1891-1894).
  Vencida a primeira etapa de instauração do regime republicano, o consenso entre cafeicultores e militares sobre a permanência do exército no poder rompeu-se, pois o grupo paulista não estava disposto a aceitar por muito tempo a hegemonia político militar.
Proclamação da República - quadro de Benedito Calixto, de 1893
  Ocorreram três projetos de república para o Brasil de 1889: um liberal, um jacobino e um positivista.
  • Projeto republicano liberal - defendido principalmente pelos cafeicultores paulistas, pregava a descentralização política e, consequentemente, a autonomia dos estados (como em breve seriam chamadas as províncias) e a formação de uma república federativa. Inspirado pelo sistema norte-americano, enfatizava a necessidade de uma administração cujas funções fossem: garantir as liberdades individuais (direitos de locomoção, de propriedade, de livre competição econômica, a separação dos três poderes (sendo o Legislativo bicameral, isto é, dividido em câmaras alta - Senado - e baixa - Câmara dos Deputados), a instauração de eleições e a separação entre Igreja e Estado.
Georges Jacques Danton (1759-1794)
  •  Projeto republicano jacobino - defendido por setores da população urbana, que incluíam baixa classe média (pequenos comerciantes, funcionários) e setores intelectualizados (jornalistas e profissionais liberais, como médicos, advogados e professores). Tomando como inspiração a Primeira República Francesa (1792-1794), de Danton e Robespierre, defendia a liberdade pública (e não apenas privada) de reunião e discussão. Reivindicava que o destino do país fosse decidido coletivamente e sustentava que a participação popular na administração pública era uma necessidade, requisito de um regime baseado na liberdade e na vontade geral. Ao mesmo tempo, o grupo era bastante sensível a medidas que tivessem algum alcance social.
Maximilien de Robespierre (1758-1794)
  •  Projeto republicano positivista - baseado nas ideias do filósofo francês Auguste Comte, esse projeto tinha ampla aceitação no exército. Visava à promoção do progresso, sempre com um espírito ordeiro, não revolucionário, e forte atuação do Estado. Segundo os positivistas, cabia ao Estado, por meio da administração científica e racional de seus líderes, zelar pela ordem, proteger os cidadãos e garantir seus direitos. O estabelecimento desses direitos não deveria advir da livre manifestação dos indivíduos; caberia ao Estado promover o progresso. A ideia de um governo forte, centralizado, uma verdadeira "ditadura republicana", sustentava o ideário positivista.
Auguste Conte (1798-1857)
  Uma das características principais do novo regime foi a exclusão do povo mais pobre.
O GOVERNO PROVISÓRIO DE DEODORO DA FONSECA
  O governo de Deodoro da Fonseca foi marcado pelo esforço da implantação de um regime de Estado Republicano, mas foi caracterizado por grande instabilidade política e econômica devido às tentativas de centralização do poder, da movimentação de opositores da queda do Império, além da insatisfação de outros setores das Forças Armadas com a situação política republicana. A crise teve seu ápice com o fechamento do Congresso Nacional, o que mais tarde levou à renúncia de Deodoro.
  O governo provisório da recém-instalada república tinha por objetivo resolver os primeiros e mais urgentes problemas criados pela proclamação e dirigir o país até que pelo menos fosse redigida uma nova Constituição. O próprio apoio dos cafeicultores devia-se a esse caráter provisório, já que o marechal Deodoro da Fonseca, desde o início havia se cercado de oficiais positivistas, como Benjamin Constant, nomeado ministro da Guerra.
  Alguns problemas iniciais que afetaram o novo regime foram a falta de apoio da marinha, ainda fortemente monarquista, e o excessivo autoritarismo de Deodoro. Por sua experiência no exército, que incluía a Guerra do Paraguai, e afeito à disciplina rígida, estava acostumado a dar ordens e a ser obedecido. Esbarrava-se, assim, em vários interesses civis, dificultando articulações políticas e inviabilizando consensos com os cafeicultores.
  Mesmo assim, cumprindo a função provisória, o governo Deodoro implantou as primeiras e mais urgentes medidas, destacando-se: extinção das instituições imperiais; convocação de eleições para a Assembleia Constituinte; banimento da família imperial; separação entre Igreja e Estado; a "grande naturalização", projeto que oferecia a cidadania brasileira a todos os estrangeiros então residentes no Brasil.
Imigrantes italianos no final do século XIX
  Outra importante medida do período foi a nomeação do intelectual baiano Rui Barbosa para o Ministério da Fazenda. Apesar de ser considerado um livre-pensador, Rui Barbosa defendia algumas ideias simpáticas ao exército, em geral, e aos positivistas, em particular. Sua atuação marcou o primeiro momento em que o governo brasileiro esboçou uma política industrialista.   Os dois maiores obstáculos  ao desenvolvimento industrial era a falta de recursos e a grande demanda por moeda, associados à expansão do trabalho assalariado após a libertação dos escravos e à entrada maciça de imigrantes no país. Rui Barbosa determinou a emissão de papel-moeda, concedendo a alguns bancos privados esse direito, e criou leis para facilitar o estabelecimento de sociedades anônimas. Criou ainda um novo regime de taxas alfandegárias para encarecer os produtos estrangeiros e favorecer o surgimento de indústrias no Brasil.
  O resultado da emissão de grandes somas de papel-moeda sem garantia para o valor do dinheiro emitido pelo governo foi um violento processo inflacionário conhecido como Crise do Encilhamento, também caracterizado por uma febre especulativa, falência de indústrias recém-surgidas e desemprego.
Rui Barbosa (1849-1923)
  Tentando manter-se no poder, Deodoro da Fonseca e o grupo positivista retardaram ao máximo a instalação de uma Assembleia Constituinte. As eleições só foram convocadas em junho de 1890, após intensas pressões do grupo paulista, e os deputados constituintes eleitos foram empossados em novembro de 1890. Após três meses de debates sobre um projeto já preparado pelo grupo de Rui Barbosa, promulgou-se a nova Constituição.
  A nova Constituição foi aprovada e no dia 25 de fevereiro de 1891, Deodoro é eleito presidente do Brasil pelo colégio eleitoral, formado por senadores e deputados federais. Ao mesmo tempo, o Marechal Floriano Peixoto foi eleito vice-presidente da república, terminando assim o Governo Provisório.
Deodoro da Fonseca (1827-1892)

  As principais características da Constituição de 1891 foram as seguintes: 
  • O Brasil passava a ser uma república federativa, com um governo central e 20 estados membros que desfrutavam de grande autonomia, inclusive jurídica, administrativa e fiscal.
  • Procedia-se à divisão dos três poderes, independentes entre si, com Legislativo bicameral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
  • Estabelecia-se o voto universal masculino, não secreto, que excluía do processo eleitoral mulheres, analfabetos, mendigos, menores de 21 anos, padres e soldados, e as eleições passaram a ser pelo voto direto.
  • Abolição das instituições monárquicas.
  • Os senadores deixaram de ter o cargo vitalício.
  • Os mandatos tinham duração de quatro anos para presidente, nove anos para senadores e três anos para deputados federais, e não haveria reeleição de Presidente e vice para o mandato imediatamente seguinte, não havendo impedimentos para posterior a esse.
  • A Igreja Católica foi desmembrada do Estado, deixando de ser a religião oficial do Brasil.
Mapa do Brasil com a Constituição de 1891
  Apesar de ampliar o acesso à chefia do Executivo, antes restrito a membros da família real, e de mudar o critério da seleção de eleitores, o sistema político continuava tão excludente quanto era sob o regime imperial.
  Na Constituição de 1891 ficava determinado também que o próximo presidente da República após a promulgação da Constituição, excepcionalmente, seria eleito pela Assembleia Constituinte. Em março de 1891, Deodoro passou a ser o primeiro presidente constitucional da República brasileira.
  O marechal Deodoro da Fonseca venceu a eleição com uma reduzida vantagem sobre Prudente de Morais (129 votos contra 97); o candidato a vice da oposição, Floriano Peixoto, teve uma votação superior à do próprio candidato a presidente. Foram escolhidos presidente e vice de chapas diferentes, conforme as normas de então.
Floriano Peixoto (1839-1895)
FONTE: Vicentino, Cláudio
História geral e do Brasil / Cláudio Vicentino, Gianpaolo Dorigo. - 2. ed. - São Paulo: Scipione, 2013

terça-feira, 21 de julho de 2015

OS SUBSÍDIOS AGRÍCOLAS DOS RICOS PREJUDICAM OS PAÍSES POBRES

  Os subsídios agrícolas são todo o capital de investimento ofertado aos agricultores para apoiar suas operações. Estes subsídios podem ser fornecidos diretamente, sob forma de pagamento em dinheiro, ou podem assumir a forma de apoio indireto. É um auxílio, uma ajuda, um benefício, um valor monetário fixado e concedido pelo Estado, ou outra corporação, para uma obra de beneficência ou de interesse público, que represente papel importante para a economia do país. O subsídio agrícola pode ser positivo e negativo.
  No caso de um subsídio agrícola positivo, um agricultor é recompensado para o crescimento de uma cultura, com o auxílio sendo geralmente com base na quantidade de cultura a ser cultivada, ou na quantidade da colheita. Esse tipo de subsídio pode ser utilizado para compensar os preços deprimidos. Eles podem ser especialmente importantes em relação às commodities (produtos de origem primária que são comercializados nas bolsas de valores). Os agricultores cessam o crescimento de commodities, se eles não podem obter preços justos por eles, e os subsídios agrícolas são aproveitados a fim de investir na agricultura viável, garantindo que a oferta de um subsídio mantenha-se estável.
Agricultores colhendo chá no Quênia
  Nos subsídios agrícolas negativos, os agricultores são incentivados a não produzir uma determinada cultura ou produto. Por exemplo: se a produção de leite é extremamente elevada, os agricultores têm subsídios pagos para não aumentar a quantia de vacas leiteiras e reduzir a quantidade de produtos lácteos no mercado aberto.
  O subsídio destinado à agricultura geralmente estão acompanhados de vantagens, como juros mais baixos do que o do mercado, barreiras fiscais e sanitárias para os produtos similares importados, redução de impostos, financiamentos para compra de adubos, defensivos agrícolas, maquinários, entre outros.
Produção de milho na República do Congo
  Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é um dos países que menos fornece subsídios para seus agricultores. Atualmente, os subsídios destinados aos produtores rurais brasileiros representam 5% do valor bruto das receitas agrícolas, sendo bem abaixo da média de 30% exibida pelos países da OCDE, como França, Itália, Estados Unidos e Reino Unido.
  Os subsídios agrícolas se transformaram na eterna polêmica nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC): os países em desenvolvimento exigem o direito de subsidiar alimentos para lutar contra a fome, e alegam, além disso, que a Europa e os Estados Unidos subsidiam maciçamente sua agricultura.
Mulheres cultivam arroz na Índia
  A história de desacordos na OMC, formada com aproximadamente 150 países, remete a 1995, quando foi criada com o objetivo de estabelecer regras para o comércio internacional. Já naquela época, os países pobres demandaram a incorporação do setor agrícola. Entre as bases de negociação estavam o acesso aos mercados, a competição  das exportações e o apoio aos mercados internos, que constam no Acordo sobre a Agricultura (AsA) iniciado durante a chamada Rodada do Uruguai (1886-1994). Entre as metas do acordo estavam a abertura dos mercados, a redução ou o fim do protecionismo e dos subsídios sobre produtos agrícolas e a redução das tarifas sobre produtos agrícolas de importação e exportação. Em 2001, na Rodada de Doha, no Catar, os subsídios agrícolas passaram a ser o centro das negociações, muito embora os países pobres já tivessem alertado para a insuficiência dos acordos estabelecidos no Uruguai.
  De lá para cá houve a redução de tarifas de alguns produtos e a perpetuação de condições que privilegiam o controle do mercado agrícola de gigantes como a União Europeia e os Estados Unidos, em detrimento dos países menos favorecidos. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), 70% da população de países em desenvolvimento depende desse setor como fonte de subsistência e 26% do PIB (Produto Interno Bruto) destes é gerado a partir do campo. Em contrapartida, os países ricos empregam apenas 5% da força de trabalho no setor agrícola, que contribui com cerca de 2% do PIB.
Produção mecanizada de trigo nos Estados Unidos
  Estados Unidos e União Europeia investem US$ 350 bilhões ao ano para proteger produtos agrícolas como laticínios, açúcar, arroz, trigo, milho e carne. Esses subsídios criam uma situação artificial de mercado, que mina a competição igualitária de outros países produtores. Os governos ricos pagam, para os agricultores, a diferença entre os custos de produção e o valor dos produtos agrícolas no mercado internacional. Essa prática força uma queda internacional dos preços, o que diminui a competitividade dos países em desenvolvimento e, eventualmente, mina a própria produção destinada ao mercado interno desses países, já que os produtores locais ficam incapazes de competir com os produtos importados tão baratos. Um exemplo disso são os subsídios agrícolas concedidos pela União Europeia, que reduzem o custo de produção do trigo em 30 ou 35% e do açúcar de 60 a 75%, e, nos Estados Unidos, o milho tem redução de 5 ou até 35% e o algodão de 15 a 20%.
Fazenda produtora de trigo na França
  A FAO estima que desde 1980, os países mais pobres aumentaram suas importações e a saída de recursos para o exterior em até 60%. Os subsídios são considerados pelo G-20 mais uma forma de dumping, termo que caracteriza a venda de produtos com preços abaixo do custo de produção com o objetivo de conquistar mercado, o que gera uma competição desleal, ferindo o princípio da competitividade, regulador central das trocas internacionais.
  Em época de crise financeira e desacelerações no crescimento da economia mundial, a necessidade de abertura do comércio é fundamental para melhorar o desempenho econômico. Uma das principais dificuldades que os países em desenvolvimento encontram na abertura de novos mercados, ou até mesmo na expansão de mercados já existentes, é o protecionismo à produção nos principais países desenvolvidos, em particular no setor agropecuário.
Agricultura de arroz no sistema de terraceamento na China
  Atualmente, os produtores de países desenvolvidos são os que mais se beneficiam com os subsídios. Produzem para o mercado local com incentivo financeiro, o que compromete a competitividade do produto importado, principalmente daquele oriundo de um país em desenvolvimento.
  No caso da exportação dos produtos subsidiados para países em desenvolvimento, estes chegam ao mercado consumidor a preços mais baixos, com os quais os produtores locais encontram dificuldades em competir.
  Nações emergentes, que competem no mercado internacional, principalmente através da agricultura, exigem o fim dos subsídios governamentais que os países ricos dão aos seus agricultores e pecuaristas, por tornar a competição comercial injusta. Por outro lado, os países desenvolvidos querem maior acesso aos mercados de bens e serviços dos países emergentes através da diminuição das taxas de importação cobradas sobre os seus produtos industrializados.
Cultivo de soja no Mato Grosso
FONTE: Boligian, Levon
Geografia espaço e vivência, vol. 2 / Levon Boligian, Andressa Turcatel Alves Boligian. -- 2. ed. -- São Paulo: Saraiva, 2013.

domingo, 19 de julho de 2015

ITÁLIA: BERÇO DA CULTURA MODERNA

Montanhas Dolomitas - Itália
  A Itália é uma república parlamentar unitária localizada no centro-sul da Europa. Ao norte faz fronteira com a Suíça e a Áustria, a nordeste com a Eslovênia e ao noroeste com a França, sendo banhada a leste pelo mar Adriático, a oeste pelos mares Mediterrâneo, Tirreno e da Ligúria e ao sul pelo mar Jônico. É separado dos Balcãs pelo estreito de Otranto. Os Estados independentes de San Marino e do Vaticano são enclaves no interior da Itália, enquanto Campione d'Italia é um enclave italiano na Suíça.
  Roma, a capital italiana, foi durante séculos o centro político e religioso da civilização ocidental como capital do Império Romano e como sede da Santa Sé. Esse país é marcado por uma forte tradição cultural e histórica.
Mapa da Itália
HISTÓRIA
  A história da Itália influenciou fortemente a cultura e o desenvolvimento social, tanto na Europa como no resto do mundo. Foi berço da civilização estrusca, da Magna Grécia, da civilização romana, da Igreja Católica, das repúblicas marítimas, do Humanismo, do Renascimento e do fascismo. Foi o lugar de nascimento de muitos artistas, cientistas, músicos, literatos, exploradores.
  A povoação da Itália remonta aos tempos pré-históricos, época da qual foram encontrados importantes vestígios arqueológicos. Civilizações importantes que desapareceram desde vários mil anos nasceram na Itália, como a civilização de Nurago.
Bréscia - Itália. Pela estimativa 2015, sua população é de 190.342 habitantes
  Durante a Idade do Ferro, existiram várias culturas que podem ser diferenciadas em três grandes núcleos geográficos: a do Lácio Antigo, a da Magna Grécia e a de Etrúria. Uma dessas culturas, os lígures, foram um enigmático povo que habitava o norte da Itália, a Suíça e o sul da França. Entre os diversos povos da Antiguidade destacam-se: os lígures, os vênetos e os celtas, no norte; os latinos e os etruscos samnitas no centro; no sul prosperaram colônias gregas (Magna Grécia); e na Sardenha desde o segundo milênio a.C. floresceu a antiga civilização dos sardos.
  Uma das mais importantes culturas antigas desenvolvidas em solo italiano foi a etrusca (a partir do século VIII a.C.), que influenciou profundamente Roma e sua civilização, na qual muitas tradições importantes de origem Mediterrânea e Eurasiática encontraram a mais original e duradoura síntese política, econômica e cultural.
Igreja próxima à comuna de Stelvio, na região dos Alpes
  Nascida na península Itálica, terra de origem e de encontro entre diversos povos e culturas, a civilização romana foi capaz de explorar as contribuições provenientes dos etruscos e de outros povos itálicos, da Grécia e de outras regiões do Mediterrâneo Oriental (Palestina - o berço do cristianismo -, Síria, Fenícia e Egito). Graças ao seu império, Roma difundiu a cultura heleno-romana pela Europa e pelo Norte da África, que foram os limites de sua civilização.
  Após a queda do Império Romano do Ocidente, o território da península se dividiu em vários estados, alguns independentes e outros parte de estados maiores. O mais duradouro entre eles foram os Estados Pontifícios, que resistiram até a tomada italiana de Roma em 1870 e que foi mais tarde reconstituído como o Vaticano, no coração da capital italiana. Após a queda do último imperador romano do Ocidente, seguiu-se o domínio dos hérulos e, em seguida, dos ostrogodos.
Cidade de Bolonha - Itália. Sua população em 2015 está estimada em 375.430 habitantes
  A reanexação da Itália ao Império Romano do Oriente realizado por Justiniano I, em virtude das Guerras Góticas, na metade dp século VI d.C., durou entre os anos de 568 e 570, e os lombardos, povos germânicos provenientes da Hungria, ocuparam parte do país, representando uma continuidade política e cultural e garantindo a prosperidade econômica da península e de toda a Europa durante muitos anos.
  Os lombardos tiveram que se submeter aos francos, comandados por Carlos Magno, a partir da segunda metade do século VIII. No ano 800, a Itália Central tornou-se parte do Sacro Império Romano-Germânico, e pouco tempo depois a Sicília passou para o domínio árabe.
  O desenvolvimento de cidades-estado a partir do século XI, deu novo impulso à vida econômica e cultural do Norte e do Centro da Itália, enquanto no Sul, com a invasão normanda, formou o Reino da Sicília, um dos mais modernos, tolerantes e bem administrados da Europa naquela época. Dos municípios formaram-se as Repúblicas Marítimas, e mais tarde, as signorias.
Cidade de Parma - Itália. Pela estimativa 2015, sua população é de 181.363 habitantes
  Durante a época das cidades-estado começaram o Humanismo e o Renascimento, caracterizado por um grande desenvolvimento das artes, influenciando toda a Europa. A ocupação estrangeira e as diversas transformações dos estados que tinham se formado, continuaram até a primeira metade do século XIX, quando se desenvolveu, influenciados pela Revolução Francesa e pelas Guerras Napoleônicas, uma série de movimentos a favor da criação de uma Itália independente e unificada, período este que ficou conhecido como Risorgimento.
  A Itália contemporânea nasceu como um Estado unitário, quando em 17 de março de 1861, a maioria dos estados da península e as duas principais ilhas foram unidas sob o comando do rei da Sardenha, Vítor Emanuel II, da Casa de Saboia. O arquiteto da unificação foi o primeiro-ministro da Sardenha, conde Camillo Benso de Cavour, que apoiou (embora não reconhecendo diretamente) Giuseppe Garibaldi, permitindo a anexação do Reino das Duas Sicílias ao Reino da Sardenha-Piemonte.
Cidade de Bolzano - Itália. Pela estimativa 2015, sua população é de 103.014 habitantes
  O processo de unificação teve a ajuda da França, que - juntamente com o Reino Unido - tinha um interesse em criar um Estado anti-Habsburgo comandado por uma dinastia amiga (Saboia) e capaz de impedir o surgimento de um Estado republicano e democrático na Itália (desejada por alguns "patriotas", como Mazzini e como já tinha acontecido, em parte, em Roma, Milão, Florença e Veneza durante o Movimento Revolucionário de 1848).
  A primeira capital do reino foi Turim, a antiga capital do Reino da Sardenha e ponto de partida do processo de unificação da Itália. Depois da convenção de setembro de 1864, a capital foi transferida para Florença.
  Em 1866, a Itália adquiriu do Império Austríaco, o Vêneto, após a guerra na qual a Itália tinha se aliado à Prússia de Bismark. Na unificação, permaneceram excluídos a Córsega e a região de Nice, cidade natal de Garibaldi, assim como Roma e os territórios vizinhos que estavam sob o controle do Papa e protegido por Napoleão III.
Turim -Itália. Pela estimativa 2015, sua população é de 921.138 habitantes
  Graças à derrota da França para a Prússia, após uma rápida ação militar em 20 de setembro de 1870, Roma também foi anexada e proclamada capital do reino. Mais tarde, com o Tratado de Latrão, em 1929, o Papa obteve a soberania da Cidade do Vaticano.
  Mesmo com a conquista de Roma, em 1870, a Unificação da Itália ainda não estava completa, pois faltava ainda as chamadas "terras irredentas": Trentino, Trieste, Ístria e Dalmácia, que os nacionalistas clamavam como pertencente à Itália. Trentino, Trieste, Ístria e Fiume foram anexados depois dos tratados de paz, após a Primeira Guerra Mundial, imposto pela França, Reino Unido e Estados Unidos aos Impérios Centrais (coligação formada pela Alemanha, Império Austro-Húngaro, Império Otomano e Bulgária), perdedores da guerra.
Florença - Itália. Pela estimativa 2015, sua população é de 382.789 habitantes
  A turbulência que se seguiu com a devastação provocada pela Primeira Guerra Mundial e inspirado na Revolução Russa de 1917, levou a uma grande anarquia na Itália. O governo liberal, temendo uma revolução socialista, transferiu o poder para o pequeno Partido Nacional Fascista, liderado por Benito Mussolini. Em outubro de 1922, os fascistas tentaram um golpe de Estado, que ficou conhecido como a "Marcha de Roma", apoiado pelo rei Victor Emmanuel III. Nos anos seguintes, Mussolini proibiu todos os partidos políticos e liberdades pessoais, formando uma ditadura no país.
  Em 1935, Mussolini invadiu a Etiópia, resultando em uma alienação internacional e levando à retirada da Itália da Liga das Nações. Consequentemente, a Itália, aliada com a Alemanha nazista e com o Império do Japão, deu total apoio à Francisco Franco na Guerra Civil Espanhola.
Benito Mussolini (1883-1945)
  Em 1939, a Itália ocupou a Albânia e entrou na Segunda Guerra Mundial em junho de 1940 ao lado das potências do Eixo (além da Itália, faziam parte a Alemanha e o Japão). Mussolini invadiu a Grécia em outubro de 1940, mas foi forçado a aceitar a devolução alguns meses depois. Ao mesmo tempo, a Itália, depois de conquistar a Somalilândia Britânica e partes do Egito, sofreu um contra-ataque Aliado (aliança formada por Estados Unidos, Reino Unido, França e União Soviética, depois recebeu o apoio do Brasil), perdendo todas as possessões que tinha no Chifre da África e no Norte do continente africano.
  Em julho de 1943 a Itália foi invadida pelos Aliados, levando ao colapso do regime fascista e à queda de Mussolini. Em setembro de 1943, a Itália se rendeu. O país manteve-se no campo de batalha durante o resto da guerra, enquanto os aliados estavam se movendo a partir do sul e o norte era a base para os italianos leais ao regime fascista e as forças nazistas alemães. As hostilidades acabaram em 2 de maio de 1945, com a total rendição da Itália. Foram quase meio milhão de italianos mortos na guerra e a economia do país estava completamente destruída.
Após a Segunda Guerra Mundial, grande parte das cidades italianas estavam destruídas
  Após um referendo, em 2 de junho de 1946, a Itália passou a ser uma República, dia este que é comemorado como o Dia da República. Esta foi também a primeira vez que as mulheres italianas tiveram direito ao voto. O filho de Vítor Emmanuel III, Humberto II, foi forçado a abdicar e se exilou do país. A Constituição republica foi aprovada em 1 de janeiro de 1948.
  Nos termos dos Tratados de Paz de Paris de 1947, a área da fronteira oriental foi perdida para a Iugoslávia e, mais tarde, o Território Livre de Trieste foi dividido entre os dois países.
  No sufrágio universal de 18 de abril de 1948, os democratas-cristãos, sob a liderança de Alcide De Gasperi, venceram com uma vantagem esmagadora sobre os seus opositores. Consequentemente, em 1949, a Itália tornou-se membro da Otan.
Catânia - Itália. Pela estimativa 2015, sua população é de 310.999 habitantes. Ao fundo está o monte Etna
  O Plano Marshall ajudou a reerguer a economia italiana, que até o final dos anos 1960, desfrutou de um período de crescimento sustentado, que ficou conhecido como "Milagre Econômico". Em 1957, a Itália foi um membro fundador da Comunidade Econômica Europeia (CEE), que em 1993 passou a se chamar União Europeia.
  Desde o início do século XX, a Itália aproveitou-se de sua fachada para o Mediterrâneo e de seu poderio militar para ampliar sua influência comercial e colonial no norte da África. Para atingir esse objetivo, assim como a Alemanha, o país travou relações conflituosas e fez acordos posteriores com a Inglaterra e com a França.
  Na Primeira Guerra Mundial, a Itália foi um dos países a utilizar armas químicas (contra a Somália). A aliança com a Alemanha e com o Japão na Segunda Guerra Mundial marcou o crescimento do país pela via militar-expansionista. Nas décadas de 1950 e 1960, a Itália priorizou o desenvolvimento industrial, duplicando a renda média da população.
Bari - Itália. Pela estimativa 2015, sua população é de 325.294 habitantes
  Do final dos anos 1960 até o início dos anos 1980, o país experimentou os "Anos de Chumbo", um período caracterizado pela crise econômica (especialmente após a crise do petróleo de 1973), generalizados conflitos sociais e massacres terroristas realizado por grupos extremistas opostos, com o suposto envolvimento do Serviço de Inteligência dos Estados Unidos. Os Anos de Chumbo culminaram com o assassinato do líder democrata-cristão Aldo Moro, em 1978, um evento que afetou profundamente todo o país.
  A partir de 1983, a Itália passou a viver o seu segundo milagre econômico (o primeiro ocorreu nas décadas de 1950 e 1960). Hoje sua economia situa-se entre as seis maiores do mundo.
  No fim de 1992, prosseguindo com as medidas para o crescimento econômico, o governo italiano iniciou um programa de privatização, objetivando reduzir a elevada dívida interna. Além dessa medida, outra de grande impacto foi a fiscalização da economia informal, que, segundo pesquisas não oficiais, respondia por 15% a 33% da produção nacional.
Na década de 1990, milhares de políticos italianos foram investigados por manterem relações com grupos mafiosos.
Gênova - Itália. Pela estimativa 2015, sua população é de 649.025 habitantes
GEOGRAFIA
  A Itália está localizada no sul da Europa e compreende a península Itálica e uma série de ilhas, incluindo as duas maiores, Sicília e Sardenha.
  Os Apeninos formam a espinha dorsal da península Itálica e os Alpes formam a sua fronteira norte, onde está o ponto mais alto da Europa, o Monte Branco, com 4.810 metros.
  A cordilheira dos Apeninos estende-se por 1.000 km ao longo da Itália central e costa leste. As montanhas são verdes e arborizadas, apesar de um lado do pico mais elevado, o Corno Grande (no maciço do Gran Sasso) com 2.912 metros, ser parcialmente coberto pela geleira mais meridional da Europa. As elevações mais a leste, perto do mar Adriático, são abruptas, enquanto que as do oeste formam uma planície onde se localizam a maior parte das cidades históricas italianas, como Siena, Florença, Pisa, entre outras.
Maciço do Gran Sasso, tendo ao fundo o pico do Corno Grande, o ponto mais elevado dos Apeninos
  O país está situado no ponto de encontro da placa Euroasiática com a Africana, levando a uma atividade sísmica e vulcânica considerável. Existem 14 vulcões na Itália, três dos quais ativos: o Etna (com 3.343 metros, é um dos vulcões mais elevados do mundo), o Stromboli (com 926 metros) e o Vesúvio (com 1.281 metros). O Vesúvio é o único vulcão ativo da Europa continental e o mais famoso por causa da destruição das cidades de Pompeia e Herculano. Várias ilhas e colinas foram criadas pela atividade vulcânica e existe uma grande caldeira ativa, os Campos Flégreos, no noroeste da cidade de Nápoles.
Vulcão Stromboli
   O clima da Itália varia de região para região. O norte da Itália possui um clima continental e frio de montanha, apresentando temperatura média acima de 10°C nos meses mais quentes e -3°C nos meses mais frios. As elevações que existem no norte, dificultam a penetração dos ventos frios vindos do norte do continente europeu.
  O clima predominante no sul da Itália é o mediterrâneo, com verões bastante quentes e secos e invernos bastante frios. A região dominada pelo clima mediterrâneo, sofre, no verão, a influência das massas quentes e secas originadas no deserto do Saara, ocorrendo um fenômeno denominado de "canículas" (ondas fortes de calor). Nos Apeninos, neva regularmente durante o inverno.
Monte Branco - localizado na divisa entre a França e a Itália, é o ponto mais elevado da Europa
  A Itália conta com uma das floras mais preservadas do mundo. A vegetação predominante do sul da Itália é a vegetação mediterrânea, formada principalmente por maquis e garrigues. Os maquis são matagais que podem atingir um pouco mais que três metros de altura. São formados por uma enorme diversidade de árvores retorcidas, arbustos e plantas rasteiras. Esses matagais crescem em volta de uma árvore da família do carvalho, muito resistente. É o principal fornecedor de cortiça natural.   Outra árvore típica e muito importante no sul da Itália é a oliveira. Há mais de quatro mil anos descreve-se sua utilização na região mediterrânea. O azeite e a azeitona são componentes indispensáveis em praticamente todos os pratos da culinária italiana e dos demais países banhados pelo Mediterrâneo. No norte do país e nas regiões mais elevadas, ocorre a presença da floresta temperada, com espécies de pinheiros e abetos, além da típica vegetação de altitude.
Vegetação mediterrânea, no sul da Itália
  Todos os rios da Itália são curtos devido a pequena extensão do seu território no sentido leste-oeste e a posição do seu relevo.  O rio Pó cruza o norte da Itália. Ele nasce nas montanhas, na divisa com a França, e corre no sentido leste, indo desaguar no Mar Adriático. É o maior rio italiano, com mais de 650 quilômetros de extensão. Seu curso estende-se entre os Alpes e os Apeninos. Dessas montanhas descem seus principais afluentes, cujas cachoeiras e quedas-d'água permitiram a construção de várias hidrelétricas. Na sua foz ele faz um delta de cinco braços.
Rio Pó, na cidade de Turim
  O rio Adige, que nasce ao norte, próximo ao lago de Resia, e é o segundo maior rio em extensão da Itália, com 408 quilômetros. Banha as cidades de Bolzano, Trento e Verona, atravessa a planície da Lombardia e deságua no mar Adriático.
  O rio Tibre, que banha a cidade de Roma, nasce na região da Emília-Romana, atravessa a Toscana, a Úmbria, o Lácio e deságua no mar Tirreno. Com 392 quilômetros de extensão, é o terceiro maior rio da Itália.
Rio Tibre, em Roma
  Outros rios importantes do país são o Savio, o Rubicão, o Arno, o Simeto, o Salso e o Tirso.
  A Itália possui muitos lagos, a maioria deles localizado na Lombardia, próximo aos Alpes, que servem como atração turística, principalmente no verão. Dentre esses lagos, destacam-se: Garda, com 370 km²; o Maggiore, com 212 km²; o Como, com 145 km²; o Lugano, com 48,7 km²; entre outros.
  No sul da Itália, há vários lagos que ocuparam as crateras de vulcões extintos, destacando-se o Trasimeno, o Bolsena, o Vico e o Bracciano, formando belas paisagens e atraindo um grande número de turistas.
Lago Garda
O mais importante rio da Itália é o Rio Pó, com 643 km de extensão, que nasce em Monviso e desemboca no Mar Adriático. Todos os rios da Itália, assim como o Pó, são curtos, devido ao seu território "comprido" e a posição geográfica das suas cadeias de montanhas. - See more at: http://geografiaopinativa.blogspot.com.br/2014/12/geografia-da-italia-relevo-hidrografia.html#sthash.qNL4qwfd.dpuf
O mais importante rio da Itália é o Rio Pó, com 643 km de extensão, que nasce em Monviso e desemboca no Mar Adriático. Todos os rios da Itália, assim como o Pó, são curtos, devido ao seu território "comprido" e a posição geográfica das suas cadeias de montanhas. - See more at: http://geografiaopinativa.blogspot.com.br/2014/12/geografia-da-italia-relevo-hidrografia.html#sthash.qNL4qwfd.dpuf
ECONOMIA
  A Itália forma, junto com o Reino Unido, a França e a Alemanha, o grupo das quatro nações mais ricas da Europa. Todavia, na organização territorial do país, há uma nítida distinção econômica entre o Norte e o Sul.
  Rico e desenvolvido, o Norte se contrapõe ao Sul, conhecido por Mezzogiorno (em português meio-dia), mais pobre e voltado tradicionalmente para a agricultura e a pecuária. Como consequência, há movimentos migratórios dos habitantes do Sul em direção ao Norte em busca de empregos. O movimento migratório do Sul também se dá em direção a outras nações europeias.
  Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o governo da Itália distribui parte de suas verbas às regiões mais pobres do país. Apesar de contar com essa ajuda, o Sul ainda apresenta muitas dificuldades nas áreas social e econômico. Por isso, muitos de seus habitantes tentam uma vida melhor no Norte do país, onde são discriminados. Essa situação de discriminação se agravou na década de 1980, quando parte da população do Norte exigiu sua separação do restante da Itália. Esse grupo afirmava que as riquezas que o Norte produzia eram, em parte, destinadas injustamente ao Sul. Até hoje, essas regiões cultivam rivalidades.
Mapa econômico da Itália
  A partir de 1950, graças a uma política de grandes investimentos implementada pelo Estado, a Itália conseguiu realizar mudanças profundas no sul do país, principalmente no setor primário, modernizando por meio de práticas agrícolas como a conservação dos solos e a irrigação. Também grandes indústrias estatais dos setores químico e metalúrgico instalaram fábricas nas cidades de Palermo e Siracusa, na Sicília, e em Nápoles, Bari e Tarento.
  O capital privado teve participação nesse processo de modernização econômica; a Fiat, grande multinacional italiana sediada em Turim, e a Alfa-Romeo instalaram fábrica de automóveis em Nápoles e na Sicília. Dessa maneira, o Sul vem conseguindo diminuir as diferenças em relação ao Norte.   Na Região Norte destaca-se a Planície do Rio Pó, que apresenta a maior densidade demográfica da Itália e a maior área industrial do país, o triângulo formado pelas cidades de Milão, Turim e Gênova, onde estão as indústrias metalúrgica, siderúrgica, química, de equipamentos para escritório, mecânica e automobilística, destacando-se a Fiat (Turim), além da moderna indústria têxtil e alimentícia.
Palermo - Itália. Pela estimativa 2015, sua população é de 731.836 habitantes
  A presença de áreas planas (o restante do país é montanhoso), solos adequados ao plantio, uso de irrigação, um intenso trabalho de recuperação dos pântanos e água em abundância são alguns dos fatores que fazem da planície a grande área agrícola do país. A região sobressai-se, ainda, apresentar uma rede urbana ligada ao comércio e mão de obra qualificada e abundante, além de concentrar dois terços da indústria italiana.
  Até 1930, o Norte era considerada uma área problemática por causa das constantes inundações dos rios. Após a regularização das cheias e a consequente recuperação das terras, o Norte tornou-se grande produtor de cereais e de plantas forrageiras. São importantes também o cultivo de frutas (maçã, pera, pêssego), as vinhas de Asti, os arrozais do sul de Milão e as culturas para as diferentes finalidades industriais (beterraba açucareira, fumo e cânhamo) próximo ao Delta do Rio Pó.
Vinhedos na área montanhosa de Langhe - Piemonte
  Antes da Segunda Guerra Mundial, a Itália era uma nação predominantemente agrícola. Desde então, desenvolveu uma indústria diversificada na Região Norte. A intensa atividade industrial que se concentra nessa região do país deve-se a vários fatores, entre eles:
  • Presença de muitas cidades com tradição têxtil e metalúrgica desde a Idade Média, apresentando não só contínua especialização de mão de obra como disponibilidade de capital;
  • Disponibilidade energética, graças ao fornecimento das centrais hidrelétricas alpinas e do gás metano;
  • Malha rodoviária moderna, que liga a região a outras áreas importantes da Europa.
Área rural em Friuli - Itália
  Entre as indústrias presentes no Norte do país, destacam-se:
  • a siderúrgica, no litoral da Ligúria (no noroeste do país);
  • a petroquímica, próximo às cidades de Gênova e Veneza;
  • a naval, em Gênova;
  • as metalúrgicas, mecânicas, elétricas e eletrônicas, em Turim;
  • a automobilística, concentrada em Milão e em Turim - nesta última, encontram-se as sedes da Fiat e da Alfa Romeo;
  • a têxtil, um dos ramos industriais mais antigos da região, em que se sobressaem: a indústria da seda, em Milão (grande centro mundial da moda e capital econômica da Itália); a da lã, no sopé dos Alpes; a do algodão; e a de origem química, nas áreas das grandes cidades.
Torre e Catedral de Pisa, em Pisa - Itália
  A Região Sul apresenta áreas rurais de baixo desenvolvimento, com precárias condições de vida. Nessa região, surgiram, há décadas, organizações criminosas que passaram a controlar até mesmo a polícia, sendo a Máfia a mais conhecida.
  Na região do porto de Nápoles, centro industrial do Sul, desenvolvem-se a indústria têxtil e da construção naval.   No setor de transporte destaca-se a parte norte do país, onde há uma boa rede ferroviária e rodoviária, especialmente as autoestradas.
  A rede rodoviária italiana conta com 317 mil quilômetros de estradas pavimentadas, e a rede ferroviária possui 20 mil quilômetros de extensão.
Estrada na região de Stelvio
  Os portos italianos mais importantes são os de Gênova, Veneza, Nápoles e Trieste.
  Ainda que o setor industrial seja muito importante na Itália, ele vem a cada ano perdendo espaço na economia do país. No início da década de 1990, representava um terço do PIB, e atualmente representa apenas um quarto. O setor de comércio e serviços, em contrapartida, cresceu significativamente, respondendo pela maior parte da economia italiana, correspondendo a cerca de 74% do PIB em 2014.
Siena - Itália. Pela estimativa 2015, sua população é de 53.556 habitantes
  O turismo é outra importante fonte de renda da Itália. O patrimônio histórico do país, tanto do Império Romano quanto do período medieval, possibilitou à Itália transformar-se em um dos principais destinos turísticos internacionais. O Coliseu de Roma, com capacidade para abrigar aproximadamente 50 mil pessoas, era usado para apresentação de espetáculos variados aos romanos. As ruínas dessa construção são considerados como símbolo do antigo Império Romano.
  Nos últimos vinte anos, o crescimento da economia italiana tem sido baixo. O governo há anos enfrenta problemas com o agravamento das condições de vida da população, com o aumento do desemprego e do endividamento do país.
Vernazza, na costa da Ligúria
  O maior parceiro comercial da Itália é a União Europeia - com quem o país realiza cerca de 59% de suas trocas comerciais -, seguida pelos Estados Unidos. Os quatro maiores parceiros comerciais são a Alemanha, a França, os Estados Unidos e os Países Baixos. Outros parceiros comerciais importantes são a Argentina, o Brasil, a Líbia e o Irã. A Itália é membro fundadora da União Europeia e do G-8 (Grupo dos sete países mais ricos e a Rússia).
Ruínas da cidade de Pompeia, tendo ao fundo o Monte Vesúvio
PRINCIPAIS TRANSNACIONAIS ITALIANAS
  Dentre as transnacionais da Itália, destacam-se:
  • Aermacchi - originalmente Aeronautica Macchi é uma indústria aeronáutica fundada em 1913, tem sua sede na cidade de Varese, uma comuna situada a 55 quilômetros ao norte de Milão, na região da Lombardia.
  • Agip (Azienda Generale Italiana Petroli) - atua no comércio varejista de combustíveis, de propriedade do grupo ENI (Ente Nazionale Idrocarburi S.p.A.
  • Aprília - companhia motociclista fundada em 1945, que produz motocicletas potentes.
  • Alfa Romeo - fabricante de automóveis, desde 1987 faz parte da Fiat.
Carro da Alfa Romeo
  • Alitalia - é a maior linha aérea da Itália, possui sua sede em Roma, opera em 28 rotas domésticas e 74 destinos internacionais.
  • Alpinestars - fundada em 1963, tornou-se líder mundial no desenvolvimento de equipamentos de segurança para a prática de esportes motorizados.
  • Barilla - indústria de alimentos fundada em 1877, na cidade de Parma, é a maior empresa industrial de alimentos da Itália e líder mundial no mercado de massas de grão duro, de molhos prontos e produtos correlatos em toda a Europa.
  • Benetton - empresa de moda com sede em Treviso, foi fundada em 1965.
  • Bertone - fundada em 1912, na cidade de Turim, é especializada na fabricação de carrocerias e no projeto de automóveis.
  • Brembo - especializada na produção de autopeças para sistemas de freios de alta performance.
  • Bulgari - fundada em 1884, atua no mercado de luxo (joias, relógios, perfumes, artigos de couro e hotelaria).
  • Carpigiani - fundada em 1944, próximo à Bolonha, é uma indústria que produz máquinas para sorvete.
  • Diadora - fundada em 1948, produz artigos e vestuário esportivos. Em 2009 foi adquirida pela Geox S.p.A., empresa calçadista italiana especializada em sapatos.
  • Ferrari - possui sua sede localizada em Maranello, próximo à Modena, é um fabricante de automóveis (tanto de competição como esportivos) de luxo, e atualmente, grande parte de suas ações pertencem à Fiat.
Maranello - sede da Ferrari
  • Ferrero - fundada em 1942, na cidade de Alba, é especializada em guloseimas e chocolates.
  • Fiat (Fabbrica Italiana Automobili Torino) - é um dos maiores fabricantes de automóveis do mundo, com sede na cidade de Turim, tendo sido fundada em 1899.
Sede da Fiat em Turim
  • Guzzi - fundada em 1921, na cidade de Mandello del Lario, é uma empresa fabricante de motos.
  • Iveco (Industrial Vehicle Corporation) - fabricante de veículos pesados, caminhões, ônibus e utilitários leves, sua sede fica em Turim e é uma subsidiária do Grupo Fiat.
  • Kappa - fundada em 1916 na cidade de Turim, é uma empresa especializada na fabricação de roupas e acessórios esportivos.
  • Lamborghini - fundada em 1963, é uma fabricante de automóveis desportivos de luxo e de alto desempenho, com sede na cidade de Sant'Agata Bolognese, e tem como subsidiária a Audi AG.
Fábrica da Lamborghini em Sant'Agata Bolognese
  • Lancia - fundada em 1906 em Turim, é uma das mais antigas e famosas fabricantes de automóveis da Itália, sendo atualmente uma das empresas do Grupo Fiat.
  • Legea - é uma empresa fabricante de material esportivo com sede na cidade de Pompeia, sendo muito utilizada por equipes de futebol da Europa.
  • Lotto - fundada em 1973, na cidade de Montebelluna, é uma empresa líder na produção e distribuição de calçados, vestuários e acessórios esportivos na Itália e uma das maiores da Europa.
  • Magneti Marelli - é uma subsidiária do Grupo Fiat que produz sistemas para uso em automóveis, tendo sido fundada em 1919, atuando nas mais variadas peças automotivas como sistemas elétricos, mecânicos, sistemas de exaustão, entre outros.
  • Olivetti - fundada em 1908, na cidade de Ivrea, é uma fabricante de computadores, impressoras e outros equipamentos empresariais. No passado foi uma das empresas mais importantes do mundo na fabricação de máquinas de escrever e calculadoras.
  • Parmalat - fundada em 1961 na cidade de Collecchio, na província de Parma, é uma empresa produtora de alimentos. Em 2003 decretou sua falência e desde 2011 faz parte da Lactalis, uma empresa francesa de produtos lácteos.
Fábrica da Parmalat em Collecchio - Itália
  • Telecom Mobile Italia (TIM) - empresa de telefonia celular fundada em 1995 com sede em Milão e que atua em vários países, dentre eles o Brasil.
  • UniCredit - é um banco italiano e um dos mais antigos do mundo, tendo sido fundado em 1473, e é atualmente o maior banco da Itália e um dos maiores conglomerados bancários da Europa.
  • Vandurit - criada em 1942, com sede em Milão, é líder na produção de ferramentas de metal duro
  • Pirelli - criada em 1872 na cidade de Milão, é um dos principais grupos econômicos italianos, atuando nos setores de beneficiamento da borracha (pneumáticos, roupas) e imobiliário.
Edifício-sede da Pirelli, em Milão
ALGUNS DADOS SOBRE A ITÁLIA
NOME OFICIAL: República Italiana
CAPITAL: Roma
Coliseu de Roma - símbolo da Roma Antiga
GENTÍLICO: italiano, italiana
LÍNGUA OFICIAL: italiano
GOVERNO: República Parlamentarista
FORMAÇÃO:
Unificação: 17 de março de 1861
República: 2 de junho de 1946
LOCALIZAÇÃO: Europa Meridional
ÁREA: 301.338 km² (71°)
POPULAÇÃO (ONU - Estimativa 2015): 61.642.150 habitantes (23°)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 243,57 habitantes/km² (33°). Obs: a densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a medida expressa pela relação entre a população total e a superfície de um determinado território.
CIDADES MAIS POPULOSAS (Estimativas 2015):
Roma: 2.847.078 habitantes
Roma - capital e maior cidade da Itália
Milão: 1.339.862 habitantes
Milão - segunda maior cidade da Itália
Nápoles: 968.970 habitantes
Nápoles - terceira maior cidade da Itália
PIB (Banco Mundial 2013): US$ 1,980 trilhão (8°). Obs: o PIB (Produto Interno Bruto), representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano).
IDH (ONU 2014): 0,872 (26°). Obs: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais, variando de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. No cálculo do IDH são computados os seguintes fatores: educação (anos médios de estudos), longevidade (expectativa de vida da população) e PIB per capita. A classificação é feita dividindo os países em quatro grandes grupos: baixo (de 0,0 a 0,500), médio (de 0,501 a 0,800), elevado (de 0,801 a 0,900) e muito elevado (de 0,901 a 1,0).
Mapa do IDH dos países
EXPECTATIVA DE VIDA (ONU 2012): 83,1 anos (7°). Obs: a expectativa de vida ou esperança de vida, expressa a probabilidade de tempo de vida média da população. Reflete as condições sanitárias e de saúde de uma população.
CRESCIMENTO VEGETATIVO (ONU 2005-2010): 0,13% (194°). Obs: crescimento vegetativo, crescimento populacional ou crescimento natural é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma determinada população.
TAXA DE NATALIDADE (ONU 2005-2010): 8,54/mil (189°). Obs: a taxa de natalidade é a porcentagem de nascimentos ocorridos em uma população em um determinado período de tempo para cada grupo de mil pessoas, e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE (CIA World Factbook 2007): 10,40/mil (58°). Obs: a taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um índice demográfico que reflete o número de mortes registradas, em média por mil habitantes, em uma determinada região por um período de tempo e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL (CIA World Factbook 2013): 3,51/mil (16°). Obs: a taxa de mortalidade infantil refere-se ao número de crianças que morrem no primeiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um determinado período, e é contada de menor para maior.
TAXA DE FECUNDIDADE (CIA World Factbook 2014): 1,42 filhos/mulher (205°). Obs: a taxa de fecundidade refere-se ao número médio de filhos que a mulher teria do início ao fim do seu período reprodutivo (15 a 49 anos), e é contada de maior para menor.
TAXA DE ALFABETIZAÇÃO (CIA World Factbook 2014): 99,6% (26°). Obs: essa taxa refere-se a todas as pessoas com 15 anos ou mais que sabem ler e escrever.
TAXA DE URBANIZAÇÃO (CIA World Factbook 2005-2010): 68%(64°). Obs: essa taxa refere-se a porcentagem da população que mora nas cidades em relação à população total.
PIB PER CAPITA (FMI 2013): US$ 34.714 (26°). Obs: o PIB per capita ou renda per capita é o Produto Interno Bruto (PIB) de um determinado lugar dividido por sua população. É o valor que cada habitante receberia se toda a renda fosse distribuída igualmente entre toda a população.
MOEDA: Euro
RELIGIÃO: católicos romanos (87,8%), muçulmanos (1,4%), cristãos ortodoxos (1,1%), pentecostais e evangélicos (0,8%), Testemunhas de Jeová (0,4%), gregos ortodoxos (0,3%), budistas (0,2%), outras religiões ou sem religião (8%).
DIVISÃO: a Itália está dividida em 20 regiões administrativas. Essas vinte regiões são a primeira divisão do país, tendo sido instituídas com a Constituição de 1948 objetivando reconhecer, proteger e promover a autonomia local. Cada região se divide em províncias, exceto o Vale de Aosta, que exerce funções provinciais. No total existem 109 províncias (110 com o Vale e Aosta). A subdivisão seguinte é constituída pelas comunas, existindo 8.101 comunas.
Mapa das regiões com suas respectivas províncias
  As regiões são: Abruzos, Basilacata, Calábria, Campânia, Emília-Romanha, Friul-Veneza Júlia, Lácio, Ligúria, Lombardia, Marcas, Molise, Piemonte, Apúlia, Sardenha, Vale de Aosta, Toscana, Trentino-Alto Ádige, Úmbria, Sicília e Vêneto.
Mapa da divisão regional da Itália
FONTE: Vesentini, J. William
Projeto Teláris: Geografia / J. William Vesentini, Vânia Vlach. - 1. ed. - São Paulo: Ática, 2012. - (Projeto Teláris: Geografia).