ALDANN CONSTRUÇÕES

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domingo, 29 de novembro de 2015

GANA: A TERRA DO OURO

Vila rural em Gana
  Gana foi o primeiro grande império da África Ocidental. Começou como um pequeno Estado, por volta de 300 d.C. e durou quase mil anos. A capital de Gana, KumbiSaleh, tinha uma população de cerca de 15 mil pessoas. A cidade se dividia em duas áreas. O rei vivia numa parte, num palácio feito de pedra e decorado com pinturas e entalhes. Seus súditos também viviam nessa área, mas em casas feitas de barro. Na outra área da cidade viviam  os muçulmanos que participavam do comércio transaariano. Ali construíram casas e mesquitas de pedra. Os habitantes de Gana eram agricultores. Adoravam muitos deuses e acreditavam que as pessoas continuavam a viver em forma de espírito depois de mortas. Quando um rei de Gana morria, o povo construía uma cabana especial para ele. Colocavam tapetes confortáveis no chão para que ele se deitasse, água, comida e também os servos do rei. A cabana era então coberta de areia e os servos eram enterrados vivos. O Império de Gana enriqueceu porque ficava no extremo sul da rota comercial transaariana. Muitos viajantes africanos visitavam esse reino, que ficou conhecido como a Terra do Ouro.
Mapa de Gana
HISTÓRIA
  A história de Gana anteriormente à chegada dos europeus, deriva essencialmente da tradição oral, que refere as migrações dos antigos reinos do Sahel, hoje regiões da Mauritânia e de Mali.
  Há evidências arqueológicas mostrando que os seres humanos viveram na atual Gana desde a Idade do Bronze. No entanto, até o século XI, a maioria da área do Gana foi em grande parte desocupada. No início deste século, começouo povoamento definitivo de Gana.
  As dificuldades geográficas explícitas da região começaram a ser superadas quando as populações da África Subsaariana (ou África Negra) passaram a ter contato com a porção norte do continente. Graças à domesticação do camelo, foi possível que comunidades pastoris próximas do deserto do Saara começassem a empreender novas atividades econômicas. Na época das secas, os pastores berberes se deslocavam para a região do Sahel para realizar trocas comerciais com os povos da região.
  Entre essas populações se destacavam os soniquês, que ocupavam uma região próxima às margens dos rios Senegal e Níger. Esse povo começou a se organizar em comunidades agricultoras estáveis, que se uniram por conta dos ataques de tribos nômades. A região que era rica em ouro, aliou sua produção agrícola ao comércio na região para empreender a formação do Reino de Gana, estabelecendo uma monarquia no interior da África.
Takoradi - com uma população de 256.166 habitantes (estimativas 2015) é a quarta maior cidade de Gana
  O Reino de Gana consolidou-se por volta do século IV. Era um império em que o imperador unificava os territórios conquistados e lhes impunha seus domínios e suas leis. A dominação sobre as cidades, aldeias e grupos humanos visava cobrar tributos e engrossar a fileira de soldados, lavradores e servidores.
  Gana, como Estado, possuía um núcleo coeso de poder, mas era sobretudo uma enorme esfera de influência. Nele, havia povos que respondiam diretamente ao rei e outros que, sujeitos a seus sobas (chefes) tradicionais, apenas se sabiam ligados ao caia-manga (soberano de Gana) por vínculos espirituais, pelo dever militar e pelo pagamento de tributos. As mais diversas formas de organização política conviviam dentro do reino, cuja frágil estrutura era talvez permanentemente refeita pela ação das armas, com cisões e acréscimos de súditos, e mantida pela divisão dos povos em segmentos de nobres, homens livres, servos e escravos.
Reino de Gana
  Articulados com os povos nômades do deserto, denominados berberes, os ganeses e os habitantes de reinos próximos procuravam manter o controle das rotas comerciais pelas quais os produtos africanos integravam-se ao comércio oriental. Os principais produtos comercializados em Gana eram ouro (que valeu à região a denominação de Costa do Ouro), escravos (que sustentavam a economia do reino) e sal (importante para a conservação de alimentos e para a manutenção da saúde dos povos que cruzavam os desertos, uma vez que esse produto provoca a retenção de líquidos no organismo).  O ouro era escoado principalmente para a região do mar Mediterrâneo, onde os árabes utilizavam na cunhagem de moedas. Para controlar as regiões de exploração aurífera, o rei era responsável direto pelo controle produtivo. Para proteger a região aurífera, o uso de lendas sobre criaturas fantásticas era utilizado para afastar a cobiça dos outros povos. O sal também tinha grande valor mediante sua importância para a conservação de alimentos e a retenção de líquido para os povos que vagueavam no deserto.
Grande Mesquita de Djenné - localizada na cidade de Djenné, no Mali, é uma construção datado do final do Reino de Gana e início do Reino de Mali
  O Reino de Gana adquiriu grande expressão com o surgimento e expansão do islamismo, pois se beneficiou do desenvolvimento econômico e cultural propiciado pelas estruturas políticas imperiais dos muçulmanos. O auge da economia comercial em Gana se deu no século VIII.
  Mesmo possuindo um amplo território e uma organização política típica dos governos imperiais, Gana não possuía uma cultura militarizada ou expansionista. O Estado era mantido através de um eficiente sistema de cobrança de impostos localizados nos principais entrepostos comerciais de um território não muito bem definido.
  O Reino de Gana começou a sentir os primeiros sinais de sua crise com o esgotamento das minas de ouro, que sustentavam a sua economia. Além disso, após o século VIII, a expansão islâmica ameaçou a estrutura centralizada do governo. Os chamados almorávidas (ermitões muçulmanos) teriam empreendido os conflitos que, em nome de Alá, desestruturaram o Reino de Gana. A partir de então, os reinos de Mali, Sosso e Songai disputaram a região.
  O primeiro contato de Gana com os europeus ocorreu em 1471, quando um grupo de portugueses desembarcou em Gana e começou a negociar com o Rei Elmina. Em 1482 os portugueses construíram o Castelo de São Jorge da Mina, que tornou-se uma importante feitoria portuguesa na África.
Castelo de São Jorge da Mina, em Elmina - Gana
  De 1557 a 1578, os portugueses dominaram a região até Acra. Durante os três séculos seguintes, Gana foi dominada por portugueses, suecos, dinamarqueses, holandeses e alemães, que controlaram várias partes da costa de Gana, conhecida como Costa do Ouro. Os portugueses perderam grande parte da sua área de controle (incorporada na Costa do Ouro Portuguesa) e, em 1642, cedeu sua possessão à Holanda. No início do século XIX, os ingleses conseguiram dominar toda a Costa do Ouro, transformando-a numa colônia inglesa, afastando todos os concorrentes europeus e derrotando os reinos nativos (localizados no interior do país).
  Em 1957, Gana conquistou sua independência com o lema: "É melhor ser independente para governar sozinho, bem ou mal, do que ser governado pelos outros". O país foi renomeado para Gana devido às indicações que os atuais habitantes descendem de povos que se movimentaram para o Sul do Império de Gana. Após a independência, houve o retorno de libertos afro-descendentes brasileiros, que formaram uma comunidade chamada Tabom, que inicialmente estabeleceu-se na capital Acra, no bairro de Jamestow.
Ashiaman - com uma população de 223.204 habitantes (estimativa 2015) é a quinta maior cidade de Gana
GEOGRAFIA
  Gana situa-se a apenas alguns graus a norte da linha do Equador. Metade do país fica a menos de 152 metros acima do nível do mar e o seu ponto culminante é o Monte Afadja, com uma altitude de 885 metros. A montanha está localizada na Cordilheira de Agumatsa, perto da fronteira com o Togo. O lugar é conhecido como Aduadu.
  O país possui 537 quilômetros de costa, composta principalmente por litorais baixos e arenosos, atrás dos quais se estendem planícies cobertas por vegetação de pequeno porte, interceptada por vários rios e ribeiros. O norte do país possui uma altitude que varia entre 91 a 396 metros acima do nível do mar e o território está coberto por pequenos arbustos, savanas e vegetação rasteira.
Monte Afadjato - ponto culminante de Gana
  O clima dominante em Gana é o equatorial, caracterizado pela influência da maritimidade. Na faixa litorânea o clima é bastante úmido, com chuvas bem distribuídas durante o ano. No norte do país, o clima é bastante quente e seco. Existem duas estações de chuvas: no sul ocorrem com maior intensidade entre os meses de maio-junho e agosto-setembro; no norte, a estação chuvosa ocorre principalmente no verão, que vai de junho a agosto. Um vento quente de nordeste, o harmatão, sopra entre os meses de janeiro e fevereiro.
  O lago Volta, o maior lago artificial do mundo, estende-se desde a barragem de Akosombo, no sudeste de Gana, até a cidade de Yapei, no norte. Esse lago é responsável por gerar a maior parte da eletricidade do país, além de ser uma importante via de transporte e de servir para a aquicultura.
Lago Volta - maior lago artificial do mundo
  No país encontra-se o Parque Nacional de Mole. Esse parque é um importante refúgio de vida selvagem, e está localizado no noroeste de Gana, em uma paisagem formada por savanas e vegetação rasteira, a uma altitude média de 150 metros acima do nível do mar.
Elefantes no Parque Nacional de Mole - Gana
POPULAÇÃO
  Atualmente, Gana é habitada por cerca de 52 etnias, e o país não viveu grandes conflitos étnicos que originaram guerras civis, como acontece na maioria dos países africanos. A língua oficial de Gana é o inglês, porém, a maioria dos ganeses falam pelo menos uma língua local.
  Durante o período colonial português (entre os séculos XVI e XIX), vários habitantes do território que atualmente corresponde à Gana foram levados para trabalharem como escravos no Brasil. Com o fim da escravidão, muitos deles voltaram para seu territ
  Etnicamente, a população de Gana divide-se em: Akan (47,5%), Mole-Dagbon (16,6%), Ewe (13,9%), Ga-Dangme (7,4%), Gurma (5,7%), Guan (3,7%), Grusi (2,5%), Mande-Busanga (1,1%), outras etnias (1,6%).
  A língua oficial de Gana é o inglês, no entanto, a maioria dos ganeses falam pelo menos uma língua local.
Camponeses de Gana
ECONOMIA
  Gana possui uma das economias mais estáveis do continente africano. O país é grande exportador de ouro, diamante, manganês, bauxita e madeira. Outro elemento de suma importância para a economia nacional é o cacau, produto que caracteriza o país como o segundo maior produtor mundial, perdendo apenas para a Costa do Marfim.
  A economia de Gana é baseada na extração de recursos naturais.  O país conta com uma ampla disponibilidade de recursos minerais para a exportação, dos quais se destacam a extração de ouro (que corresponde quase a metade das exportações minerais do país), de diamantes, magnésio e bauxita. A agricultura é o setor que ocupa a maior parte da população economicamente ativa (PEA), com cerca de 55% dos trabalhadores, e contribui com cerca de 22,7% do Produto Interno Bruto (PIB). A principal área de atividade econômica do país é a de serviços, que corresponde por mais da metade do PIB ganês. Desde os anos 1980, o país conta com um amplo crescimento industrial e do setor de turismo.
Tema - com uma população de 171.344 habitantes (estimativa 2015) é a sexta maior cidade de Gana
  A agricultura faz de Gana um dos países mais ricos da África tropical. O principal produto agrícola é o cacau, que responde por mais da metade das exportações do país. O governo controla a exportação de cacau pela compra de toda a produção a preços inferiores ao do mercado internacional, mas muitos produtores exportam o produto de forma ilegal. Outros produtos agrícolas bastante exportados pelo país (embora em quantidades bem menores) são o café e a banana. São cultivados ainda a batata e a mandioca no norte, e milho, sorgo e arroz no sul.
  Os principais rebanhos do país são o bovino, caprino e ovino. A pesca, apesar de ser pouco desenvolvida, é suficiente para abastecer o mercado interno, sobretudo, o consumo de pescado seco.
Agricultores de Gana
  A indústria está concentrada na fabricação de alimentos, bebidas, cigarros e produtos químicos, farmacêuticos e metalúrgicos. A indústria absorve um quinto da mão de obra do país. A indústria madeireira tem certa importância, mas carece de infraestrutura quanto ao transporte e maquinaria.
  No setor mineral, além de ouro, diamante, manganês e bauxita, o país desenvolve uma pequena exploração de petróleo. A energia elétrica é obtida quase totalmente em centrais hidrelétricas, sobretudo na represa de Akosombo, no rio Volta.
Teshie - com uma população de 158.998 habitantes (estimativa 2015) é a sétima maior cidade de Gana
  A economia de Gana se fortaleceu graças a uma sólida gestão durante um quarto de século, a um ambiente de negócios competitivo e a reduções persistentes nos níveis de pobreza.  Mesmo com uma economia diversificada, Gana apresenta grandes problemas socioeconômicos. Aproximadamente 10% da população é subnutrida e pouco mais de 10% das residências possuem rede de esgoto.
Cape Coast - com uma população de 157.302 habitantes (estimativa 2015) é a oitava maior cidade de Gana
CULTURA
  Na cultura de Gana é bem visível a presença atual do tecido conhecido como kente, que é amplamente reconhecido por suas cores e simbolismo. O kente é feito por habilidosos tecelões ganeses, e os principais centros de tecelagem situam-se em volta da cidade de Kumasi. Ali se encontram vários tecelões produzindo longas peças de kente. Estas peças podem ser costuradas juntas para formarem os grandes turbantes que são usados por alguns ganeses (especialmente chefes) e são comprados por turistas em Acra e Kumasi.
Sekondi - com uma população de 152.745 habitantes (estimativa 2015) é a nona maior cidade de Gana
  Após a independência, a música de Gana floresceu, particularmente um estilo dançante chamado Highlife, que é muito tocado nos bares e clubes do país. Muitos ganeses são adeptos da percussão, e não é incomum escutarem-se tambores sendo tocados em eventos sociais.
Obuasi - com uma população de 151.627 habitantes (estimativa 2015) é a décima maior cidade de Gana
ALGUNS DADOS DE GANA
NOME: República do Gana
CAPITAL: Acra
Acra - capital de Gana
GENTÍLICO: ganês (a), ganense
LÍNGUA OFICIAL: inglês
GOVERNO: República Presidencialista
INDEPENDÊNCIA: do Reino Unido
Data: 6 de março de 1957
República: 1º de julho de 1960
Constituição: 28 de abril de 1992
LOCALIZAÇÃO: África Ocidental
ÁREA: 238.533 km² (80º)
POPULAÇÃO (ONU - Estimativa 2015): 27.043.093 habitantes (46°)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 113,37 hab./km² (67°). Obs: a densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a medida expressa pela relação entre a população total e a superfície de um determinado território.
CRESCIMENTO VEGETATIVO (ONU - Estimativa 2015):  1,99% (53°). Obs: o crescimento vegetativo, crescimento populacional ou crescimento natural é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma  determinada população.
CIDADES MAIS POPULOSAS (Estimativa 2015):
Acra: 2.159.394 habitantes
Centro de Acra - capital e maior cidade de Gana
Kumasi: 1.615.323 habitantes
Kumasi - segunda maior cidade de Gana
Tamale: 396.600 habitantes
Tamale - terceira maior cidade de Gana
PIB (FMI - 2014): US$ 40,124 bilhões (85º). Obs: o PIB (Produto Interno Bruto), representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano).
PIB PER CAPITA (FMI 2014): US$ 1.729 (135°). Obs: o PIB per capita ou renda per capita é o Produto Interno Bruto (PIB) de um determinado lugar dividido por sua população. É o valor que cada habitante receberia se toda a renda fosse distribuída igualmente entre toda a população. 
IDH (ONU - 2014): 0,573 (138°). Obs: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais, variando de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. No cálculo do IDH são computados os seguintes fatores: educação (anos médios de estudos), longevidade (expectativa de vida da população) e PIB per capita. A classificação é feita dividindo os países em quatro grandes grupos: baixo (de 0,0 a 0,500), médio (de 0,501 a 0,800), elevado (de 0,801 a 0,900) e muito elevado (de 0,901 a 1,0).
Mapa do IDH dos países
EXPECTATIVA DE VIDA (ONU - 2014): 62,71 anos (151º). Obs: a expectativa de vida ou esperança de vida, expressa a probabilidade de tempo de vida média da população. Reflete as condições sanitárias e de saúde de uma população.
TAXA DE NATALIDADE (ONU - 2014): 29,85/mil (50º). Obs: a taxa de natalidade é a porcentagem de nascimentos ocorridos em uma população em um determinado período de tempo para cada grupo de mil pessoas, e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE (CIA World Factbook 2014): 9,72/mil (71º). Obs: a taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um índice demográfico que reflete o número de mortes registradas, em média por mil habitantes, em uma determinada região por um período de tempo e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL (CIA World Factbook - 2014): 51,09/mil (175°). Obs: a taxa de mortalidade infantil refere-se ao número de crianças que morrem no primeiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um determinado período, e é contada de menor para maior.
TAXA DE FECUNDIDADE (Nações Unidas - 2015): 4,06 filhos/mulher (36º). Obs: a taxa de fecundidade refere-se ao número médio de filhos que a mulher teria do início ao fim do seu período reprodutivo (15 a 49 anos), e é contada de maior para menor.
TAXA DE ALFABETIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2014): 71,5% (173°). Obs: essa taxa refere-se a todas as pessoas com 15 anos ou mais que sabem ler e escrever.
TAXA DE URBANIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2014): 50,6% (113°). Obs: essa taxa refere-se a porcentagem da população que mora nas cidades em relação à população total.
MOEDA: Cedi
RELIGIÃO: crenças tradicionais (38%), islamismo (30%), cristianismo (24%, sendo 12,1% de católicos, 4,9% de cristãos africanos, 4,9% de protestantes e 2,1% de anglicanos), outras religiões (8%).
DIVISÃO: as principais subdivisões de Gana denominam-se regiões, que são: Alto Oriental, Alto Ocidental, Região Norte, Brong-Ahafo, Volta, Ashanti, Região Oriental, Região Ocidental, Central e Grande Acra.
Regiões de Gana
FONTE: Moreira, Igor
Mundo da geografia: 8º ano / Igor Moreira; ilustrações Antonio Eder, Divo. Curitiba: Positivo, 2012.

domingo, 22 de novembro de 2015

AMAZONAS: O MAIOR ESTADO BRASILEIRO

  O estado do Amazonas é o maior dos estados brasileiros, com uma área de 1.559.148,890 km², constituindo-se na nona maior subdivisão mundial, possuindo um território maior que as áreas da Espanha, França, Suécia e Grécia juntas. Se fosse um país independente, seria o 16º maior em extensão territorial. É maior que toda a Região Nordeste, com seus nove estados. A área média de seus 62 municípios é de 25.335 km², sendo que o maior deles é Barcelos, com uma área de 122.475,065 km², e o menor dos seus municípios é Iranduba, com uma área de 2.214,251 km². Possui uma população de 3.929.282 habitantes (segundo estimativas do IBGE 2015), sendo a 15ª unidade federativa mais populosa do Brasil e a segunda da Região Norte.
  Devido à sua grande dimensão territorial, o Amazonas possui um dos mais baixos índices de densidade demográfica do país, com uma densidade de 2,53 hab./km², superando apenas Roraima. O Estado detém cerca de 98% de sua cobertura florestal preservada e um dos maiores mananciais de água doce do mundo.
Mapa do Estado do Amazonas
HISTÓRIA
  Pesquisas arqueológicas apontam ocupações no Amazonas por grupos de paleoíndios caçadores-coletores datadas de 11.200 anos atrás. A pré-história amazônica costuma ser dividida em três fases: Paleoindígena, Arcaica e Pré-história Tardia.
  A fase Paleoindígena ocorreu por volta de 9.200 anos atrás, e a maior comprovação desta teoria dar-se-á pelos restos alimentares encontrados na caverna da Pedra Pintada, em Monte Alegre, no oeste do vizinho estado do Pará. Acredita-se que a população Paleoindígena era pouco numerosa, dispersa, nômade e organizada em pequenos bandos. Viviam da caça de animais de pequeno porte, da pesca e da coleta de moluscos e plantas.
Pedra Pintada, em Monte Alegre (PA), tendo ao fundo o rio Amazonas
  A fase Arcaica ocorreu por volta de 7 mil anos atrás, e é marcada pela utilização de novos recursos alimentares, com a exploração de regiões de estepes, lagos e o litoral. A caça não era mais especializada em megafauna e houve um aumento da coleta animal e vegetal, além da domesticação de animais e plantas. Começou-se a fabricar cerâmicas ao longo do rio Amazonas, por volta de 5 mil anos atrás. Essa medida cultural se acentuou-se entre 2.000 e 1.000 a.C., com alta produção de cerâmica para decoração, algumas apresentando pinturas geométricas nas cores vermelha e branca. Também nesse intervalo teve início a formação de horticultores de raízes, principalmente a mandioca.
  Os principais materiais confeccionados dessa fase eram instrumentos de pedras lascadas - machados, pedras de quebrar nozes, moedores, alisadores e utensílios de ossos e chifres - e cerâmicas avermelhadas, com formatos de cuias abertas.
Fragmentos de cerâmica da fase Arcaica encontrada em Parintins - AM
  O período da Pré-história Tardia dá-se entre 1.000 a.C e 1.000 d.C., sendo caracterizado pelo surgimento de sociedades indígenas com alto grau de desenvolvimento econômico, demográfico, político e social e pelo grande domínio cultural. A Amazônia foi um ambiente propício para o desenvolvimento destas sociedades pré-históricas, tendo em vista que estas desenvolveram-se às margens de grandes rios. Os rios Amazonas e Orinoco serviram como principais locais de estabelecimento destas sociedades na América do Sul e América Central.
  Na Amazônia desenvolveu-se os construtores de tesos. Essa cultura foi sucedida por sociedades hierarquizadas e complexas, surgidas principalmente na Ilha do Marajó, e em uma região geográfica entre Santarém (PA) e Urucurituba (AM). Essas sociedades produziam cerâmicas refinadas, hoje conhecidas como "cerâmicas marajoaras" e "cerâmicas tapajônicas".
  A Amazônia serviu de morada e sustentação destas sociedades por cerca de dois mil anos, havendo um retrocesso após a chegada dos europeus, com o extermínio de grande parte da população, além das doenças trazidas pelos colonizadores. As sociedades indígenas atuais da Amazônia não possuem traços que lembrem as sociedades complexas oriundas do período da Pré-história Tardia.
Cerâmica marajoara
As primeiras explorações
  Originalmente, a área atual do Estado do Amazonas não integrava as terras portuguesas, conforme os termos do Tratado de Tordesilhas, estando estas sob o domínio espanhol. O primeiro europeu a percorrer o curso do rio Amazonas foi o espanhol Francisco Orellana, entre 1539 e 1541. Orellana afirmou ter encontrado e combatido uma tribo de mulheres guerreiras e por isso batizou aquele curso de "rio Amazonas", em referência às personagens da mitologia grega.
  A exploração econômica da foz do grande rio (entre os atuais estados do Pará e Amapá), coube aos ingleses e holandeses, que instalaram feitorias nas margens dos maiores rios da região, com o objetivo de extrair madeira e especiarias, como cravo, urucum, guaraná, resinas, entre outros produtos nativos da floresta, as denominadas drogas dos sertão. Graças a essa exploração, desde os primórdios do povoamento, a economia se baseia no extrativismo, diferente de outras partes do Brasil, que predominou a agromanufatura açucareira.
Mapa da economia do Brasil no século XVII
  Com a Dinastia Filipina, em 1580, a linha de Tordesilhas perdeu, na prática, seu efeito. Ao mesmo tempo, os inimigos da Espanha passaram a penetrar nos domínios ultramarinos portugueses.
  Em 1612, o rei da Inglaterra enviou uma expedição para explorar a região amazônica. Nesse mesmo ano, os franceses fundaram a França Equinocial, na ilha de São Luís, na costa do Maranhão, que foi conquistada no final de 1615 pelas tropas luso-espanholas. Após essa conquista, Francisco Caldeira de Castelo Branco, foi designado para avançar rumo à foz do rio Amazonas, fundando, em dezembro desse mesmo ano, o Forte do Presépio, núcleo da atual cidade de Belém do Pará. O território foi incorporado ao Estado do Maranhão em 1621 por Filipe III, da Espanha.
  Entre 1637 e 1639, uma expedição comandada por Pedro Teixeira subiu e desceu o curso do rio Amazonas, chegando até Quito, no Equador, fundando a atual cidade de Franciscana, no Peru.
  Entre 1648 e 1652, o bandeirante paulista Antônio Raposo Tavares, subiu a bacia do rio Paraguai e atingiu o Guaporé (atual Rondônia), onde de lá alcançou e desceu o Amazonas, sendo esta, a primeira expedição luso-brasileira de amplo reconhecimento.
Forte do Presépio, em Belém (PA)
Ocupação portuguesa
  Em 1669,foi fundado o Forte São José da Barra do Rio Negro, na área onde hoje fica Manaus. A fortificação serviu como base para o povoamento do Amazonas, permitindo a subida dos rios Negro e Branco, no atual Roraima, de onde se chegava ao Orinoco. Nessa época houve também a ocupação dos rios Solimões (Alto Amazonas) e Madeira.
  Os primeiros colonos enfrentaram hostilidade dos nativos, como as tribos torás e manoás, que investiram contra os povoadores e destruíram casas e instalações.
  Para catequizar e pacificar os índios, os jesuítas (principalmente espanhóis) construíram missões, principalmente nas bacias dos rios Solimões e Juruá, liderados pelo padre Samuel Fritz. Essa atividade missionária foi vista como ocupação estrangeira e a Coroa portuguesa determinou a expulsão dos jesuítas da região. As campanhas militares contra as missões ocorreram entre 1691 e 1697, que garantiu a posse definitiva da região para Portugal. Os missionários espanhóis foram substituídos por missionários portugueses, principalmente carmelitas e mercedários.
Manaus, em 1865
  Nasceram nessa época as povoações que dariam origem às atuais cidades de Barcelos (então chamada Mariuá), Tefé, São Paulo de Olivença, Coari, Borba, Airão e Carvoeiro.
  Os franceses e espanhóis voltaram a fazer incursões na região, e os portugueses decidiram fechar o rio Madeira à navegação estrangeira em 1732. Os bandeirantes José Leme do Prado e Manuel Félix de Lima exploraram a área, descendo de Cuiabá e criando um eixo de comércio amazônico entre Cuiabá, Manaus e Belém. Foram erguidas fortificações portuguesas em Tabatinga, São Gabriel da Cachoeira, Maribatanas e São Joaquim, dando início a novos povoados.
  Em 1737, o estado do Maranhão virou Grão-Pará e Maranhão e sua sede foi transferida de São Luís para Belém do Pará. O Tratado de Madri de 1750, confirmou a posse portuguesa sobre a área.
  Em 1755 foi criada a Capitania de São José do Rio Negro, no atual Amazonas, subordinada ao Grão-Pará, que incluía Roraima, parte do Acre até o sul do atual Mato Grosso. Nessa época, o governo colonial concedeu privilégios e liberdades para quem se dispusesse a emigrar para a região, como isenção de impostos por 16 anos. Foi criada também a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, com o objetivo de estimular a economia local.
Capitania do Grão-Pará
  Em 1772, a capitania passou a se chamar Grão-Pará e Rio Negro e o Maranhão foi desmembrado. Com a mudança da Família Real para o Brasil, foi permitida a instalação de manufaturas e o Amazonas começou a produzir algodão, cordas, manteiga de tartaruga, cerâmica e velas.
  Em meados do século XIX, foram fundados os primeiros núcleos que deram origem às atuais cidades de Itacoatiara, Parintins, Manacapuru e Careiro e Moura. A capital foi situada em Mariuá (entre 1755-1791 e 1799-1808), e em São José da Barra do Rio Negro (1791-1799 e 1808-1821). Uma revolta em 1832, denominada "Revolta de Lages" exigiu autonomia do Amazonas como província separada do Pará. A rebelião foi sufocada, mas os amazonenses conseguiram enviar um representante à Corte Imperial, Frei José dos Santos Inocentes, que conseguiu a criação da Comarca do Amazonas.
  Com a Cabanagem (1835-1840), o Amazonas manteve-se fiel ao governo imperial, não aderindo à revolta, fato este que contribuiu para que o Amazonas se tornasse uma província autônoma, em 1850. Com a autonomia, a capital voltou a ser Manaus, em 1856.
  Para enfrentar as dificuldades financeiras, decorrentes da falta de estrutura da nova província, o primeiro presidente, Tenreiro Aranha, conseguiu que o governo redirecionasse parte das verbas do Pará e do Maranhão para suprir o orçamento amazonense.
Maués - com uma população de 59.983 habitantes (estimativa do IBGE 2015) é a oitava cidade mais populosa do Amazonas
Ciclo da Borracha
  Os coletores de drogas do sertão, se expandiram para os rios Juruá, Purus e Juari, abrindo caminho para a instalação de seringais. A nova atividade sustentou a economia do Amazonas a partir da década de 1850. Em 1853, foi fundada a Companhia de Navegação e Comércio da Amazônia. Em 1866, o rio Amazonas foi aberto à navegação internacional. Empresas estrangeiras, principalmente inglesas, investiram bastante capital na região. O lucro obtido com a borracha contribuiu para o desenvolvimento de várias cidades e vilas, especialmente Manaus (que de vila passou a cidade, num rápido processo de urbanização), atraindo um grande número de migrantes, principalmente nordestinos, que fugiam da seca no Nordeste. Além de migrantes brasileiros, vários imigrantes de países vizinhos, principalmente Bolívia e Peru, se instalaram na província.
  Com o Ciclo da Borracha, a população se estendia cada vez mais para o oeste, contribuindo para o povoamento do Acre, até então pertencente à Bolívia. Essa expansão rumo ao Acre, causou um conflito entre seringueiros brasileiros e o governo boliviano, que levou à Revolução Acreana e contribuiu para que o Acre passasse a fazer parte do território brasileiro através do Tratado de Petrópolis, sendo incorporado ao estado do Amazonas.
O Ciclo da Borracha atraiu um grande número de migrantes, principalmente nordestinos
  A corrida da borracha também estimulou expedições científicas para catalogar a biodiversidade amazonense. Em 1883, é fundado o Museu Botânico de Manaus, pelo professor Barbosa Rodrigues.
  Antecipando-se à Abolição dos Escravos, em 10 de julho de 1884, é abolida a escravatura no Amazonas. Com a Proclamação da República, o Amazonas, assim como as outras unidades federativas do Brasil, passou à condição de Estado.
  O Ciclo da Borracha durou até 1913, quando o preço do produto no mercado internacional sofreu forte baixa decorrente da concorrência da borracha do Sudeste Asiático (para onde foram contrabandeadas sementes de seringueira anos antes). Em 1920, praticamente já não havia mais extração de látex no Amazonas. Nesse mesmo ano, o Acre foi desmembrado do Amazonas, tornando-se território e depois estado, em 1962.
  Com o fim do Ciclo da Borracha, a economia amazonense voltou a decair, provocando uma grave crise no Estado.
Manaus durante o Ciclo da Borracha, no início do século XX
Da Segunda Guerra Mundial aos dias atuais
  Em 1943, como parte da estratégia de defesa da Segunda Guerra Mundial, os territórios fronteiriços do Rio Branco (atual Roraima) e Guaporé (atual Rondônia) foram desmembrados do Amazonas, provocando protestos em Manaus.
  Em 1953, foi criada pelo governo federal a Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), que contribuiu para liberar verbas de infraestrutura, como a construção das rodovias Manaus-Porto Velho e Manaus-Boa Vista. Em 1966, o órgão foi substituído pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que foi extinta em 2001 e recriada em 2003. Durante os governos militares, foi criada a rodovia Transamazônica, que acabou sendo abandonada em grande parte do trecho que corta o Amazonas. Em 1967 foi criada a Zona Franca de Manaus, que contribuiu para o grande desenvolvimento econômica do Estado.
  Em 1987, foi anunciada a descoberta de petróleo na região de Coari e, na década seguinte, a Petrobras instalou o campo de Urucu. Também foi construída da Refinaria Isaac Sabbá, em Manaus. Atualmente, a estatal é responsável por grande parte dos investimentos no estado, como o Projeto Platam (de pesquisa ambiental) e o gasoduto Coari-Manaus.
Construção do gasoduto Coari-Manaus
  Ao longo da década de 1990, o Amazonas destacou-se por ser um dos estados brasileiros de maior crescimento populacional e econômico. Nos anos de 2005 e 2010 o estado foi afetado por uma forte estiagem, sobretudo na região sudoeste, na divisa com o Acre. A estiagem caracterizou-se por possuir o menor índice pluviométrico dos últimos 40 anos, dificultando o transporte hidroviário, isolando populações ribeirinhas e provocando um surto de cólera na região.
  Em abril de 2008, O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elaborou uma nova delimitação da fronteira do Amazonas com o Acre. Assim, o território amazonense reduziu-se em 11.583,87 km². A área perdida corresponde a mais da metade do território do estado de Sergipe, cerca de 7,5% do território do Acre e pouco mais de 0,7% da área do Amazonas. Com a mudança, sete municípios amazonenses - Atalaia do Norte, Boca do Acre, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna e Pauini - perderam territórios e parte da população para municípios do Acre.
Rio Negro, no Amazonas, afetado pela seca de 2010
GEOGRAFIA
  O estado do Amazonas caracteriza-se por ser a mais extensa das unidades federativas do Brasil, com uma superfície de 1.559.148,890 km². Grande parte do seu território é coberto por reserva florística e por água. A maior parte do Amazonas encontra-se no fuso horário UTC-4 (com quatro horas a menos que o horário de Greenwich e uma hora a menos em relação ao horário de Brasília - sem contar o horário de verão). Treze municípios no terço oeste do estao estão no horário UTC-5 (Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Jutaí, Lábrea, Pauini, São Paulo de Olivença e Tabatinga.
Em verde-claro a área do Amazonas que faz parte do 4º fuso horário brasileiro
  O Amazonas apresenta um relevo relativamente baixo, com cerca de 85% de sua superfície com uma altitude abaixo de cem metros. Ao mesmo tempo, apresenta o ponto culminante do país, o pico da Neblina, com 2.993,78 metros e o segundo ponto mais elevado do Brasil, o pico 31 de Março, com 2.972,66 metros, ambos localizados na serra do Imeri, no município de Santa Isabel do Rio Negro. O estado está localizado numa depressão, com cerca de 600 km de extensão no sentido sudeste-noroeste, com a orla a leste formada por uma estreita planície litorânea de aproximadamente 40 quilômetros de largura média.
Pico da Neblina - ponto culminante do Amazonas e do Brasil
  Em 30 de maio de 2006 foi lançado o primeiro Mapa Geológico do Amazonas, que teve por finalidade principal estudar as potencialidades do solo do estado. De acordo com esse estudo, de um modo geral, os solos amazonenses são relativamente pobres.
  O residual sul-amazônico é composto de rochas cristalinas, em sua maior parte de origem pré-cambriana.
  O residual norte-amazônico é composto de rochas cristalinas, em sua maior parte de origem pré-cambriana. Ao norte desse planalto, na fronteira do Brasil com a Venezuela, existe uma área marcada pela presença de uma série de serras, como a Serra do Imeri.
  A planície do Rio Amazonas, está situada ao longo desse rio e de alguns dos seus afluentes.
  A depressão norte-amazônica, constituídas de rochas cristalinas e sedimentares, está localizada ao norte do planalto da Amazônia Oriental.
  A depressão sul-amazônica está localizada ao sul do planalto da Amazônia Oriental.
Pico 31 de Março - segundo ponto mais elevado do Amazonas e do Brasil
  O clima dominante no Amazonas é o equatorial, com temperaturas bastante elevadas e altos índices pluviométricos, decorrente principalmente da proximidade do estado com a linha do Equador. A temperatura média no estado é em torno de 31,4 ºC. Em alguns pontos da porção oeste a temperatura média fica em torno de 25 ºC e 27 ºC e em alguns pontos da parte leste fica em torno de 26 ºC. A umidade relativa do ar varia de 80% a 90%. Essa elevada umidade é decorrente da grande evaporação das águas e da evapotranspiração das plantas.
  O regime pluviométrico é superior a 2.000 mm anuais. Entre os meses de maio e setembro, há a ocorrência do fenômeno da friagem no sul e em parte do centro do estado, decorrente da penetração da massa polar atlântica.
Climograma da cidade de Uaupés - AM
  A vegetação dominante no Amazonas é a Floresta Amazônica, marcada pela exuberância e variedade de espécies. É composta predominantemente por árvores de grande porte, latifoliadas (folhas largas), típicas de áreas úmidas. É uma formação vegetal densa (fechada), em decorrência de árvores muito próximas uma das outras, e pelo fato de se encontrar em uma região muito chuvosa, em seu interior, uma vez que a incidência solar sobre os solos é pequena.
  A existência dessa formação vegetal é explicada muito mais pelas condições climáticas em seu território do que pelas condições dos solos, pois esses em geral são muito pobres. Sua fertilidade é decorrente, sobretudo, do fato de serem cobertos de fina camada de nutrientes oriundos da decomposição vegetal (folhas, troncos, raízes) e animal.
  Como consequência de a incidência dos raios solares ser muito pequena no interior da Floresta Amazônica, sob as copas da estrutura arbórea mais elevada há árvores de menor porte, cujo desenvolvimento, adaptou-se à sombra. Junto aos solos, verifica-se escassez de vegetação rasteira.
Visão aérea de área da Floresta Amazônica
  A Floresta Amazônica é dividida em três partes:
  • Mata de terra firme
  Corresponde ao trecho da mata amazônica livre de inundações; nela se verifica a existência de cobertura florestal compacta e permanentemente coberta pelas copas das árvores de maior porte, cuja altura chega a superar os 50 metros. Corresponde ao maior domínio da Floresta Amazônica. São exemplos típicos de espécies presentes na mata de terra firme: o castanheiro, a maçaranduba, o cedro, o mogno e a sucupira.
Mata de terra firme
  • Mata de igapó
  A mata de igapó corresponde ao trecho da mata amazônica permanentemente inundado, em que se verifica a existência da árvores em sua maioria entre  4 e 5 metros de altura e espécies típicas de áreas alagadas, como é o caso da vitória-régia.
Vitória-régias em mata de igapó
  • Mata de várzea
  A mata de várzea corresponde ao trecho da mata amazônica de transição entre a mata de terra firme e a mata de igapó, periodicamente inundada. Nela se verifica a existência de árvores que raramente ultrapassam os 20 metros de altura. São exemplos de espécies típicas dessa região a seringueira, as palmeiras e o jatobá.
Mata de várzea
  O estado do Amazonas é quase todo drenado pela bacia do rio Amazonas. A confluência entre o rio Negro - de águas escuras - e o rio Solimões - de água barrenta -  resulta em um fenômeno popularmente conhecido como Encontro das Águas. O fenômeno acontece entre os municípios de Manaus e Careiro, sendo uma das principais atrações turísticas do estado. Após o encontro desses dois rios, ele passa a se chamar Amazonas.
  Além dos rios Amazonas, Negro e Solimões, outros rios que cortam o estado são: Madeira, Purus, Juruá, Uatumã, Içá, Japurá e Uapês, todos integrantes da bacia Amazônica.
Encontro das águas dos rios Negro e Solimões
CULTURA
  A cultura amazonense tem seu referencial em três raízes étnicas bem distintas entre si, sendo essencialmente de base ameríndia e europeia. O estado é sede de importantes monumentos e entidades culturais, como a Academia Amazonense de Letras, fundada em 1918, e a Academia de Ciências e Artes do Amazonas. Manaus e Parintins possuem traços da imigração japonesa em sua cultura. O Festival Folclórico de Parintins é um dos destaques da cultura amazonense, sendo uma grandiosa referência nacional.
  O estado conta com vários teatros. Na capital, destaca-se o Teatro Amazonas, principal espaço de teatro e patrimônio cultural arquitetônico da região. Sua construção deu-se em 1882 e foi inaugurado em 1896, e é o principal símbolo do ciclo da borracha no Amazonas.
Festival Folclórico de Parintins
ECONOMIA
  Embora esteja ocorrendo um grande desenvolvimento das atividades agropecuárias, a atividade extrativa vegetal continua importante na Região Norte, pois parte de sua população ainda depende dessa atividade para sobreviver. Entre os produtos vegetais produzidos nessa região, em grande parte de forma extrativa, encontram-se a castanha-do-pará, a madeira e a borracha.
  • Castanha-do-pará
  A castanheira é nativa da mata amazônica e sua exploração apresenta grande importância econômica em toda a Região Norte.
  A exploração dos castanhais nativos contribui de forma expressiva para o sustento de uma parte dos habitantes do Amazonas. Esse produto, além de atender o mercado interno brasileiro, é exportado para diversos países do mundo.
  A castanha-do-pará, além de ser consumida na sua forma natural depois de torrada, é usada como matéria-prima para a produção alimentícia (como farinhas e doces) e, também, para a produção de um óleo vegetal utilizado na fabricação de produtos como cosméticos e tintas.
Castanheira
  • Madeira
  A exploração e o processo de industrialização da madeira é uma das mais importantes atividades econômicas, não só do Amazonas, mas de toda a Região Norte. Essa exploração é desenvolvida, legalmente, por meio da autorização de desmatamento e de planos de manejo florestal.
  A autorização de desmatamento (concedida aos proprietários de terra na região para fins de desenvolvimento agropecuário) dá o direito de desmatar até 20% da área florestal em sua propriedade.
  Os planos de manejo florestal consistem na gestão dos recursos florestais por meio do uso de técnicas que garantam o aproveitamento racional desses recursos, viabilizando a renovação da madeira.
Extração de madeira no Amazonas
  • Borracha
  De todos os produtos extrativos vegetais, o mais importante do contexto histórico do Amazonas e de toda a Região Norte, é a borracha. Foi o seu desenvolvimento que deu início ao processo de povoamento efetivo dessa região.
  A produção da borracha natural é realizada usando como matéria-prima o látex, um líquido leitoso e elástico, extraído da seringueira pelo seringueiro.
  O desenvolvimento dessa atividade na região, especialmente no período de 1870 a 1910, se deve, principalmente, ao fato de o Brasil ter sido o único produtor mundial desse produto, já que a seringueira é uma planta nativa da Floresta Amazônica.
  A oportunidade de trabalho gerada pelo desenvolvimento dessa atividade atraiu para a Região Norte milhares de nordestinos, provocando o crescimento da população regional, bem como de suas cidades, principalmente Manaus e Belém do Pará, que funcionavam como entreposto comercial da borracha produzida.
Seringueiro extraindo o látex
  Nas primeiras décadas do século XX, seringueiras foram plantadas com sucesso por grupos econômicos interessados na diversificação da produção mundial, em vários países asiáticos
  A cassiterita (utilizada na produção de soldas e folhas de flandres), é encontrada no estado do Amazonas, em áreas da Província Mineral de Mapuera (Minas de Pitinga).
  O petróleo e o gás natural são encontrados na província de Urucu, no município de Coari. A produção de petróleo é direcionada para o Polo de Arara, onde é armazenado e preparado para o transporte.
  A produção de gás natural é direcionada também para o Polo de Arara, onde é usada, em parte, para a produção de gás liquefeito e, a exemplo do petróleo, preparado para o transporte.   O petróleo e o gás liquefeito do Polo de Arara são levados via dutos por aproximadamente 285 quilômetros até o terminal de Solimões, próximo à cidade de Coari, de onde são embarcados em navios-tanques para os seus destinos.
Extração de petróleo em Coari - AM
  O gás liquefeito produzido na província de Urucu supre as necessidades desse produto nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá, Pará e Tocantins, na Região Norte, e nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará, na Região Nordeste.   O petróleo produzido em Coari supre as necessidades de mais de 90% dessa matéria-prima da Refinaria Isaac Sabá, em Manaus, onde ele é processado.   O desenvolvimento da atividade petrolífera em Coari ainda não resultou em grandes benefícios sociais para esse município, pois os royalties pagos à administração municipal, embora tenham aumentado o seu orçamento de forma muito expressiva, não resultaram em melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.
Refinaria Isaac Sabbá
A ZONA FRANCA DE MANAUS
  A Zona Franca de Manaus (também chamada de Polo Industrial da Amazônia Brasileira) foi criada em 1967, apoiada na concessão de isenções fiscais de tarifas alfandegárias para importação a empresas que decidissem produzir nesse polo industrial. O projeto foi implantado pela Lei Nº 3.173 de 6 de junho de 1957, que reformulava, ampliava e estabelecia incentivos fiscais para a implantação de um polo industrial, comercial e agropecuário numa área física de 10 mil km², tendo como sede a cidade de Manaus. Apesar da aprovação em 1957, o projeto só foi realmente implantado durante o Regime militar, pelo Decreto-Lei Nº 288, de 28 de fevereiro de 1967.
  A criação da Zona Franca de Manaus visava promover a ocupação populacional da Região Norte e elevar o nível de segurança para a manutenção da sua integridade, além de refrear o desmatamento na região e garantir a preservação e sustentabilidade da biodiversidade presente.
Zona Franca de Manaus
A USINA HIDRELÉTRICA DE BALBINA
  A Usina Hidrelétrica de Balbina fica localizada no município de Presidente Figueiredo e é criticada por ter um alto custo e ter causado o maior desastre ambiental da história do Brasil. Inaugurada no final da década de 1980, a usina é citada como um erro histórico por cientistas e gestores e pela baixa geração de energia em relação à área alagada. Balbina também é apontada como problemática por causa da emissão de gases estufas, devido ao apodrecimento das plantas localizadas dentro do lago.
Usina Hidrelétrica de Balbina
ALGUNS DADOS DO AMAZONAS
LOCALIZAÇÃO: Região Norte
LIMITES:Pará (leste-nordeste), Roraima, Venezuela e Colômbia (norte), Colômbia (oeste-sudoeste), Peru (sudoeste), Acre, Rondônia e Mato Grosso (sul).
CAPITAL: Manaus
Teatro Amazonas - Manaus - AM
ÁREA: 1.559.148,890 km² (1°)
POPULAÇÃO (IBGE 2010): 3.483.985 habitantes
Estimativa (IBGE 2015): 3.929.282 habitantes (15°)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA (2014): 2,53 hab./km² (26°). Obs: a densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a medida expressa pela relação entre a população e a superfície de um determinado território.
CIDADES MAIS POPULOSAS (Estimativa IBGE 2015):
Manaus: 2.057.711 habitantes (Censo 2010: 1.802.014 habitantes)
Manaus - capital e maior cidade do Amazonas
Parintins: 111.575 habitantes (Censo 2010: 102.033 habitantes)
Parintins - segunda maior cidade do Amazonas
Itacoatiara: 97.122 habitantes (Censo 2010: 86.839 habitantes)
Itacoatiara - terceira maior cidade do Amazonas
IDH (IBGE 2014): 0,674 (18°). Obs: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma medida comparativa usada para classificar os territórios (países, estados, regiões etc.), pelo seu grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais, variando de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). No cálculo do IDH são computados os seguintes fatores: educação (anos médios de estudos), longevidade (expectativa de vida da população) e PIB per capita. A classificação é feita dividindo-se em quatro grandes grupos: baixo (0,00 a 0,500), médio (0,501 a 0,800), elevado (0,801 a 0,900) e muito elevado (0,901 a 1,0).
PIB (IBGE 2014): 64,120 milhões (16°). Obs: o PIB (Produto Interno Bruto), representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc.).
EXPECTATIVA DE VIDA (IBGE - 2014): 71,2 anos (22°). Obs: essa taxa refere-se a média de quantos anos vive uma determinada população.
TAXA DE NATALIDADE (IBGE - 2014): 20,1 (7°). Obs: essa taxa expressa a probabilidade de tempo de vida média da população. Reflete as condições sanitárias e de saúde de uma população.
MORTALIDADE INFANTIL (IBGE - 2014): 22,2/mil (19°). Obs: essa taxa refere-se ao número de crianças que morrem antes de completar 1 ano de idade entre mil nascidas vivas, e é contada de menor para maior.
TAXA DE FECUNDIDADE (Pnud - 2014): 2,59 filhos/mulher (2°). Obs: essa taxa refere-se ao número médio de filhos que a mulher teria do início até o fim do seu período reprodutivo (15 a 49 anos), e é contada de maior para menor.
TAXA DE URBANIZAÇÃO (IBGE - 2014): 79,17% (13°). Obs: essa taxa refere-se a porcentagem da população que mora nas cidades em relação à população total.
TAXA DE ANALFABETISMO (IBGE - 2014): 9,60% (14°). Obs: essa taxa refere-se ao número de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever, e é contada do menor para o maior.
PIB PER CAPITA (IBGE - 2014): R$ 17.855,00 (13°). Obs: o PIB per capita é o Produto Interno Bruto (PIB) de um determinado território dividido por sua população. É o valor que cada habitante receberia se toda a renda fosse distribuída igualmente entre todos.
RELIGIÃO (Censo do IBGE - 2010): católicos apostólicos romanos (61,2%), protestantes (32,1%), sem religião (6,2%), espíritas (0,4%), outras religiões (0,1%).
DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA: o estado do Amazonas está dividido em quatro mesorregiões, que está dividido em 13 microrregiões, e estas agrupadas em 62 municípios. As mesorregiões com suas respectivas microrregiões e municípios são:
1. Mesorregião Centro Amazonense
  A mesorregião do Centro Amazonense é formada pela união de 30 municípios agrupados em seis microrregiões (Coari, Itacoatiara, Manaus, Parintins, Rio Preto da Eva e Tefé). Possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 3.095.880 habitantes e uma área de 356.347,949 km², sendo a mais populosa e a mais desenvolvida das mesorregiões do Amazonas.
  • Microrregião de Coari
  A microrregião de Coari é formada pela união de seis municípios (Anamã, Anori, Beruri, Caapiranga, Coari e Codajás), possui uma população (segundo estimativas do IBGE 2015) de 172.058 habitantes, distribuída em uma área de 111.590,043 km².
Coari - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 83.078 habitantes, sendo a quinta cidade mais populosa do amazonas
  • Microrregião de Itacoatiara
  A microrregião de Itacoatiara é formada pela união de cinco municípios (Itacoatiara, Itapiranga, Nova Olinda do Norte, Silves e Urucurituba. Possui uma área de 25.387,168 km² e uma população (segundo estimativas do IBGE 2015) de 171.452 habitantes.
Nova Olinda do Norte - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 35.156 habitantes
  • Microrregião de Manaus
  A microrregião de Manaus é formada pela união de sete municípios (Autazes, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Manacapuru, Manaquiri e Manaus). Possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 2.327.732 habitantes, distribuídos numa área de 41.243,075 km².
Manacapuru - com uma população de 94.175 habitantes (estimativa do IBGE 2015) é o quarto município mais populoso do Amazonas
  • Microrregião de Parintins
  A microrregião de Parintins é formada pela união de sete municípios (Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Maués, Nhamundá, Parintins, São Sebastião do Uatumã e Urucará. Possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 270.186 habitantes, e uma área de 107.029,606 km².
Barreirinha - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 30.658 habitantes
  • Microrregião de Rio Preto da Eva
  A microrregião de Rio Preto da Eva é formada pela união de dois municípios (Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva), possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 63.342 habitantes e uma área de 31.235,432 km².
Rio Preto da Eva - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 30.530 habitantes
  • Microrregião de Tefé
  A microrregião de Tefé é formada pela união de três municípios (Alvarães, Tefé e Uarini). Possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 91.110 habitantes, distribuídos numa área de 39.862,4 km².
Tefé - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 62.444 habitantes, sendo a sexta cidade mais populosa do Amazonas
2. Mesorregião Sul Amazonense
  A mesorregião do Sul Amazonense é composta por dez municípios, que estão agrupados em três microrregiões (Boca do Acre, Madeira e Purus. Possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 309.033 habitantes e uma área de 476.208,462 km².
  •  Microrregião da Boca do Acre
  A microrregião da Boca do Acre é composta por dois municípios (Boca do Acre e Pauini), possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 52.878 habitantes e uma área de 63.959,006 km².
Boca do Acre - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 33.498 habitantes
  • Microrregião do Madeira
  A microrregião do Madeira é composta por cinco municípios (Apuí, Borba, Humaitá, Manicoré e Novo Aripuanã), possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 179.610 habitantes, distribuídos numa área de 221.036,579 km².
Manicoré - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) 53.053 habitantes, sendo o nono município mais populoso do Amazonas
  • Microrregião de Purus
  A microrregião do Purus é composta por três municípios (Canutama, Lábrea e Tapauá), possui uma população (segundo estimativas do IBGE 2015) de 76.545 habitantes, distribuídos numa área de 191.212,877 km².
Lábrea - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 43.263 habitantes
3. Mesorregião Sudoeste Amazonense
  A mesorregião do Sudoeste Amazonense é composta por dezesseis municípios agrupados em duas microrregiões (microrregiões do Alto Solimões e Juruá). Possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 390.275 habitantes, e uma área de 335.396,200 km².
  • Microrregião do Alto Solimões
  A microrregião do Alto Solimões é formada pela união de nove municípios (Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Tonantins), possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 245.521 habitantes, e uma área de 213.281,200 km².
Tabatinga - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 61.028 habitantes, sendo a sétima cidade mais populosa do Amazonas
  • Microrregião de Juruá
  A microrregião de Juruá é composta por sete municípios (Carauari, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati e Juruá), possui uma população (segundo estimativas do IBGE 2015) de 144.754 habitantes e uma área de 122.115 km².
Eirunepé - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 34.025 habitantes
4. Mesorregião Norte Amazonense
  A mesorregião do Norte Amazonense é formada por 6 municípios agrupados em duas microrregiões (microrregiões de Japurá e Rio Negro). Possui uma área de 404.980,082 km² e uma população (segundo estimativas do IBGE 2015) de 134.094 habitantes, sendo a maior mesorregião em extensão do Amazonas e a menos populosa.
  • Microrregião de Japurá
  A microrregião de Japurá é formada pela união de dois municípios (Japurá e Maraã), possui uma população (segundo estimativas do IBGE 2015) de 23.492 habitantes e uma área territorial de 72.701,899 km².
Maraã - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 18.367 habitantes
  • Microrregião de Rio Negro
  A microrregião de Rio Negro é composta por quatro municípios (Barcelos, Novo Airão, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira), possui uma população (segundo estimativas do IBGE 2015) de 110.602 habitantes, e uma área de 332.278,183 km².
São Gabriel da Cachoeira - possui (segundo estimativas do IBGE 2015) uma população de 43.094 habitantes
FONTE: Antunes, Celso Avelino
Geografia e participação: 7º ano / Celso Avelino Antunes, Maria do Carmo Pereira e Maria Inês Vieira. - 2. ed. - São Paulo: IBEP, 2012.