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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A SIBÉRIA RUSSA

  A Sibéria é uma vasta região da Rússia e do norte do Cazaquistão, que estende-se dos Montes Urais até o oceano Pacífico no sentido leste-oeste, e do Ártico até os montes do centro-norte do Cazaquistão, no sentido norte-sul. A área total da Sibéria é de 10.007.400 km² e, geograficamente, pode ser dividida em Planície Ocidental Siberiana e Planalto Central Siberiano. O nome "Sibéria" tem origem tártara, e significa "terra do sono".
  A Sibéria Russa corresponde à parte centro-oriental da Rússia, e representa três quartos do território russo (cerca de 58% da área da Rússia). Constitui grande fronteira econômica, pois abriga uma enorme quantidade de recursos naturais.
  A região siberiana constitui uma importante reserva de riqueza econômica para o país. Por isso, importantes centros de indústria de base estão localizados na Sibéria.
    Além da grande riqueza mineral, o solo da Sibéria é muito fértil, embora permaneça congelado grande parte do ano.
       Distrito Federal Siberiano        Sibéria Russa geográfica        Sibéria numa definição mais ampla e em usos históricos
  O clima da Sibéria varia entre o clima polar e o clima continental. Nessa região há o predomínio da vegetação de tundra nas áreas de clima polar, e da taiga nas áreas de clima frio.
  A região da Sibéria abriga locais praticamente desconhecidos. O rigor dos climas frio e polar torna essa região do planeta bastante hostil aos seres humanos, pois durante o inverno as médias térmicas nunca são superiores a -15ºC. Por isso, sua ocupação sempre foi difícil e é a região menos povoada da Rússia. É na Sibéria que situa-se o local habitado mais frio do mundo, a aldeia de Oymyakon. As principais cidades da Sibéria são: Irkutsk, Krasnoyarsk, Novosibirsk, Omsk e Tomsk.
Aldeia de Oymyakon, Rússia - o lugar mais habitado mais frio do mundo
GEOGRAFIA
  A região da Sibéria pertence ao continente asiático e é muito rica em jazidas minerais de ferro, cobre, estanho, ouro, diamante e recursos energéticos fósseis como petróleo, carvão mineral (possui cerca de 30% das reservas mundiais) e gás natural (maior produtor mundial), o que coloca a Rússia entre os maiores produtores desses minérios.
  A Planície Ocidental Siberiana consiste principalmente de depósitos aluviais do Cenozoico e é uma região baixa, cuja média de altitude é de 60 metros acima do nível do mar. Os principais rios dessa planície são os rios Ob e Ienissei. Na zona sul da planície, onde as temperaturas são mais elevadas, ocorre as estepes.
Região da Planície Ocidental Siberiana
  O Planalto Central Siberiano situa-se entre os rios Ienissei e Lena, e ocupa uma área de cerca de 3,5 milhões de km², com uma altitude máxima de 1.701 metros acima do nível do mar. Esse planalto é ocupado principalmente por florestas de coníferas, e é uma região rica em recursos minerais, principalmente carvão mineral, ouro, ferro, diamante e gás natural.
Região do Planalto Central Siberiano
  A hidrografia da Sibéria é composta por vários rios, além de diversos lagos. Dentre os rios siberianos, destacam-se o Ob e Ienissei, localizados na Planície Ocidental, e o Lena, na porção central da região. Ao sul, numa área de fossa tectônica, aparece o lago Baikal, o maior lago de água doce da Ásia e o mais antigo lago do mundo.
  O relevo varia de uma área para outra. Na parte central, existe planícies e o Planalto Siberiano. Na porção leste, uma série de cadeias montanhosas e maciças fazem parte da paisagem. O solo da Sibéria, principalmente no norte, é um solo de permafrost, que passa grande parte do ano coberto de gelo.
Omsk - com uma população de 1.212.312 habitantes (estimativas 2015) é a segunda maior cidade da Sibéria e a oitava maior da Rússia
HISTÓRIA
  A colonização da Sibéria ocorreu no século XI e XII. Os povos que habitavam a região antes da chegada dos colonizadores russos eram nômades e, assim como ocorreu no continente americano, os povos nativos foram dizimados e os sobreviventes foram forçados a seguirem a cultura russa.
  Os traços culturais desenvolvidos pelos nativos siberianos eram totalmente diferentes dos desenvolvidos pelos russos. Os nativos siberianos realizam ritos funerários que justificou a dominação e assimilação pelos russos.
  Devido à dificuldade em abrir valas no solo gelado ou encharcado, alguns povos siberianos, como os koryaques e os chukchis, não enterravam seus mortos, dissecavam-nos e desmembravam-nos e depois distribuíam as várias partes, já secas, pelos familiares mais próximos. Estes pedaços eram apelidados de "avós", funcionando como amuleto. Outros povos siberianos, como os kamchadales, transportavam os mortos para o "além", e davam os cadáveres para os cães comerem e, assim, os animais ficariam bastante fortes para puxarem os trenós. Os russos, devido às suas tradições cristãs, viam estes povos como bárbaros.
Lago Baikal - Sibéria
  A ocupação russa começou em 1581, com uma expedição que derrotou os nativos que habitavam a região, sendo que a dominação total da região ocorreu entre os séculos XVII e XVIII.
  No período imperial da Rússia, a Sibéria era uma região agrícola utilizada para exilar alguns cidadãos contrários ao regime russo.
  No século XIX, foi iniciada a Ferrovia Transiberiana, a maior ferrovia do mundo, que faz a conexão entre a Rússia europeia e as outras províncias do extremo oriente do país. Neste mesmo período começou a industrialização da Sibéria, graças à descoberta de vários recursos minerais na área.
  No início do século XX, métodos agropecuários modernos foram introduzidos no sul da Sibéria, com o objetivo de aumentar a produção de cereais e de produtos lácteos.
Ferrovia Transiberiana e ao fundo o Lago Baikal
  Durante a Guerra Civil Russa (1918-1920), um movimento anti-bolchevique formou um governo independente na Sibéria, que foi derrotado pelas tropas russas e reincorporou a Sibéria à União Soviética, em 1922.
  Durante o Primeiro Plano Quinquenal Soviético (1928-1932), a Sibéria teve um crescimento industrial considerável, graças aos complexos de mineração de carvão mineral e ferro. Aliado ao crescimento econômico, aumentou os campos de trabalho forçado, que se espalhou por toda a Sibéria, onde os presos, principalmente políticos contrários ao regime soviético, eram usados como força de trabalho nos campos de mineração.
  Durante o período socialista, com o objetivo de povoar e integrar as regiões isoladas do território soviético, o governo implantou cidades e passou a estimular o desenvolvimento de atividades agropecuárias e extrativas na Sibéria.
Novosibirsk - com uma população de 1.562.865 habitantes (estimativa 2015) é a maior cidade da Sibéria e a terceira maior da Rússia
  Com a Segunda Guerra Mundial, enormes complexos fabris da Rússia Ocidental foram transferidos para a Sibéria, que se transformou num ponto estratégico para a União Soviética.
  Nas décadas de 1960 e 1970, as tensões políticas entre a União Soviética e a China culminaram em conflitos às margens do rio Ussuri, e grandes contingentes de tropas soviéticas foram estacionados ao longo da fronteira entre os dois países.
  Em 1980 foi concluída uma nova estrada de ferro de 3.200 quilômetros de extensão, entre Ust-Kut, no rio Lena, e Komsomolsk-na-Amure, no rio Amur.
Irkutsk - possui uma população de 634.213 habitantes (segundo estimativas 2015) é a quarta maior cidade da Sibéria
ECONOMIA
  A economia da Sibéria se baseia na extração de produtos minerais. No subsolo siberiano há uma abundância de carvão mineral, petróleo, gás natural, diamante, minério de ferro e ouro. A agricultura siberiana se concentra mais ao sul, na região de estepes, onde se produz trigo, centeio, aveia e girassol.
  A exploração das reservas minerais provocou um surto de crescimento industrial a partir da década de 1950. Abriram-se campos de exploração de petróleo e gás natural na Sibéria Ocidental e construíram-se gigantescas hidrelétricas nos rios Angara, Ienissei e Ob. Instalaram-se oleodutos e gasodutos nos montes Urais e estabeleceram-se indústrias siderúrgicas, de refino de alumínio, de produção de celulose e maquinaria.
Krasnoyarsk - possui uma população de 1.068.231 (segundo estimativas 2015) habitantes e é a terceira maior cidade da Sibéria e a décima quarta maior da Rússia
POPULAÇÃO
  Antes da colonização russa, a Sibéria era povoada por tribos de muitas etnias, de organização social primitiva que se adaptava culturalmente às condições físicas, viviam da caça, da coleta e do pastoreio de renas. Atualmente, a Sibéria passa por um intenso processo de urbanização e sua população é de pouco mais de 38 milhões de habitantes.
  A população siberiana atual sobrevive principalmente das atividades urbano-industriais e da extração de produtos minerais, com uma pequena porcentagem da população sobrevivendo das atividades agropastoris.
Tomsk - com uma população de 537.901 habitantes (estimativa 2015) é a quinta maior cidade da Sibéria
FONTE: Geografia nos dias de hoje, 9º ano / Cláudio Giardino ... [et al.]. - 1. ed. - São Paulo: Leya, 2012. - (Coleção nos dias de hoje).

domingo, 27 de dezembro de 2015

AFEGANISTÃO: UM DOS PAÍSES MAIS VIOLENTOS DO MUNDO

  O Afeganistão é um dos países mais pobres do mundo e é uma nação peculiar da Ásia: é considerado um país do Oriente Médio, da Ásia Meridional e da Ásia Central, variando de região de acordo com os critérios de alguns autores. O país não possui litoral, o que dificulta seu comércio externo. Sua economia é pouco desenvolvida, com renda per capita bastante baixa.
  O Afeganistão foi área de influência inglesa de meados do século XIX até a Primeira Guerra Mundial. Apesar de ter pertencido à Inglaterra, os ingleses nunca conseguiram conquistar completamente o país, pois os clãs que dominaram o Afeganistão sempre lutaram contra a presença estrangeira.
  O Afeganistão hoje é um país arrasado, que desde os anos 1980 vem sofrendo perdas humanas e materiais devido a várias guerras: contra os soviéticos, contra movimentos guerrilheiros internos e contra uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, que bombardeou e invadiu o território afegão a partir de 2001.
  Desde 1989, quando os soviéticos se retiraram do Afeganistão, seu povo luta para se reconstituir como Estado independente e para reerguer sua frágil economia.
Mapa do Afeganistão
HISTÓRIA
  O Afeganistão foi império emirado e monarquia antes de se tornar república, em 1973. Sempre às voltas com tentativas de golpes, rebeliões e revoltas populares.
  O que hoje conhecemos do como República Islâmica do Afeganistão sempre foi uma ponte natural entre o Ocidente e o Oriente. Devido sua importância estratégica para o comércio e para a conquista de novos territórios, o Afeganistão tem sido, desde a antiguidade, conquistado por diversos impérios: persa, macedônio, hindu, mongol, turco, otomano, inglês e russo.
  O povoamento do Afeganistão data da Pré-história, no Paleolítico. No ano 250 a.C., desenvolve-se o reino Bactria, que conseguiu se expandir em direção à Índia. Anos depois, o Afeganistão foi invadido pelos ários, período no qual passou a ter forte influência do budismo. Nos séculos III e IV d.C., os persas invadiram o país, através dos sassânidas. No século VIII, os hunos passaram a controlar a região, quando foram conquistados pelos árabes, que imporam o islamismo como religião oficial. No final do século X e início do século XI, o controle político árabe foi substituído pelo domínio iraniano e turco. Em 1220, sob a liderança de Gengis Khan, o país ficou sob o domínio mongol que perdurou até o século XIV, quando Tamerlão, um outro mongol, apoderou-se do norte do Afeganistão.
Império Safávida contra o Império Mongol, em Kandahar (1638)
  O monarca Ahmad Shah Durrani organizou, em 1747, um Estado com governo centralizado (já denominado Afeganistão). Durante todo o século XVIII e parte do século XIX, os afegãos ampliaram o seu poder, conquistando o Baluquistão (à leste do Irã), a Caxemira e parte do Punjab. Em 1818, houve a desintegração do emirado e, em 1835, Dost Muhammad, membro de uma notável família afegã, tomou o controle do leste do Afeganistão, recebendo o título de emir.
  Em 1838 teve início a Primeira Guerra Afegã (1838-1842), quando o exército anglo-indiano invadiu o Afeganistão e manteve sob controle as principais cidades. Após uma rebelião, em 1842, os britânicos foram forçados a abandonar o país e Dost Muhammad recuperou o trono.
  Em 1878, forças anglo-indianas invadiram novamente o Afeganistão. Após ter perdido a Segunda Guerra Afegã (1878-1879), Abd-ar-Rahman, neto de Dost Muhammad, subiu ao trono e cedeu o Passo de Khyber e outros territórios afegãos aos britânicos. Abd-ar-Rahman foi assassinado e seu sucessor, Amanullah Khan, declarou guerra à Grã-Bretanha.
  Em 1919, o Afeganistão tornou-se independente e Amanullah Khan tornou-se rei. Durante a década de 1920, o país passou por uma série de reformas e medidas de modernização, entre as quais a educação para as mulheres, que acabaram provocando revoltas internas. Nas décadas seguintes, as lutas internas pelo poder foram constantes, e a desorganização econômica e social foi se acentuando.
Dost Mohammad Khan com seu filho mais novo (1839)
  Na década de 1970, as disputas internas resultaram em diversos golpes de Estado e conflitos violentos. Em 1979, um governo com projeto socialista assumiu o poder e abriu as fronteiras do país para a entrada de milhares de soldados e técnicos da antiga União Soviética, que queria ampliar sua área de influência na região. Desde o antigo império russo havia um projeto de anexar o Afeganistão e possuir, ao sul, uma saída para o oceano Índico.
  Grande parte da população afegã não aceitou a mudança de costumes - reforma agrária, permissão de trabalho e voto para a mulheres, proibição do chador (vestimenta que cobre a mulher da cabeça aos pés) e das leis religiosas - nem a presença de tropas estrangeiras. Formaram-se grupos guerrilheiros para combater os invasores. O grupo mais conhecido era os mujahedin ("combatentes", em árabe).
  Esses guerrilheiros foram apoiados pelos Estados Unidos, pois ainda era a época da Guerra Fria e os estadunidenses combatiam a expansão de seu rival socialista.
  Foram organizados também grupos armados de mercenários recrutados principalmente do mundo islâmico. Entre estes chegou Osama Bin Laden, árabe saudita membro de família milionária, que mais tarde seria apontado como o maior inimigo dos Estados Unidos.
Soldados soviéticos invadem o Afeganistão, em 1978
  Após dez anos de combates, os soviéticos se retiraram do Afeganistão. Contudo, a saída deles não resultou num período de paz e reconstrução do país. Logo em seguida ocorreu uma guerra civil entre os diversos grupos guerrilheiros, com cada um deles querendo assumir o poder. Esses grupos representavam etnias ou seitas religiosas diferentes e apenas se uniram durante algum tempo para combater o inimigo comum - os soviéticos.
  Após uma fase de intensas disputas pelo poder, em 1995 assumiu o governo do país o grupo guerrilheiro Talibã, apoiado pelo Paquistão e pelo grupo terrorista Al Qaeda e formado por fundamentalistas sunitas da etnia patane (majoritária no Afeganistão e também no Paquistão).
  O governo Talibã, que durou até dezembro de 2001, pouco contribuiu para reconstruir a economia afegã, pois se preocupou mais com a imposição de determinadas regras morais, extremamente rígidas: os canais de televisão e todos os cinemas foram fechados, a música foi proibida, as mulheres foram impedidas de sair sozinhas de casa (além de serem obrigadas a vestir um véu que cobre todo o rosto), os homens foram proibidos de se barbear, etc. Durante a vigência do governo Talibã, grande parte da população só se alimentou graças à ajuda internacional.
Mulheres afegãs durante o regime do governo Talibã
  Em setembro de 2001 ocorreram fortes atentados terroristas contra os Estados Unidos, e as autoridades norte-americanas culparam o grupo terrorista Al Qaeda por esses atos. Como retaliação aos atentados nos Estados Unidos, o governo estadunidense declarou guerra ao terror no mundo e a todos os países que julgavam dar apoio a ações terroristas. A principal base e os campos de treinamento desse grupo terrorista situavam-se no Afeganistão. Como o governo Talibã se recusou a prender os líderes desse grupo terrorista, os Estados Unidos, com o auxílio da ONU e de inúmeros Estados, bombardearam e invadiram o Afeganistão, além de apoiarem outro grupo guerrilheiro afegão, a Aliança do Norte, que combatia o governo Talibã.
  A invasão, vencida pela Aliança do Norte e seus aliados em um curto período de tempo, resultou na deposição do governo Talibã. Em dezembro de 2001, com a intermediação da ONU, da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, foi instalado um governo de coalizão no Afeganistão, formado por pessoas de diversos grupos: representantes da Aliança do Norte, do antigo rei (que foi deposto em 1973) e de outros grupos étnicos, inclusive os patanes.
  Em 2002, foi criado o Estado Islâmico Transitório do Afeganistão. Mas até os dias de hoje, a reconstrução do Afeganistão continua a depender da ajuda internacional, principalmente dos países desenvolvidos.
Soldados da Aliança do Norte
A GUERRA DO AFEGANISTÃO
  No plano internacional, o Afeganistão foi eleito o foco inicial da primeira campanha militar da chamada Operação Liberdade Duradoura, deflagrada pelo governo norte-americano de George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001. Esse país asiático supostamente abrigava Osama Bin Laden e seu grupo, a Al Qaeda.
  Assim como em outras ofensivas militares lideradas pelos Estados Unidos, essa ofensiva realizada contra o Afeganistão em 2001, a qual deu início à ocupação militar que se prolonga até os dias atuais, além do combate ao terrorismo, buscou garantir seus interesses econômicos e estratégicos na região. Ela possibilitou o aumento de suas forças militares no mundo e, particularmente, o reposicionamento de suas bases militares na Ásia, cercando-a em boa parte e sobrepondo-se à histórica influência da Rússia nessa área geográfica, além do controle de imensas jazidas petrolíferas e gás natural existentes na região.
  A chamada Guerra do Afeganistão opôs, inicialmente, de outubro a novembro de 2001, os Estados Unidos, com a contribuição militar da organização armada muçulmana Aliança do Norte e de outros países ocidentais (Reino Unido, França, Canadá, entre outros), ao regime do Talibã. O objetivo declarado da invasão era encontrar Osama Bin Laden e outros líderes do Al Qaeda, destruir toda a organização e remover do poder o regime Talibã.
Soldados da Coligação Militar Internacional (ISAF), patrulham as ruas de Cabul
  A invasão marcou o início da guerra contra o terrorismo, declarada pelo então presidente norte-americano George W. Bush. A Aliança do Norte - grupo armado adversários dos talibãs - forneceu a maior parte das forças terrestres, enquanto os Estados Unidos e a Otan - Organização do Tratado do Atlântico Norte - ofereceram, na fase inicial, o apoio tático, aéreo e logístico.
  Na segunda fase, após a recaptura de Cabul, as tropas ocidentais aumentaram a sua presença a nível local. Essa operação começou com a formação da Força Internacional de Assistência para Segurança (ISAF), inicialmente criada pelo Conselho de Segurança da ONU, para garantir a segurança da capital afegã, Cabul, e seus arredores, estabilizar o país e derrotar a insurgência de grupos opositores a essa operação. O ataque inicial removeu o Talibã do poder, mas logo uma insurgência liderada pelos fundamentalistas recuperou sua força.
  A invasão ao Afeganistão provocou uma série de atentados no país que dura até os dias atuais, deixando centenas de mortos e milhares de feridos, numa escalada de violência que parece não ter fim.
Atentado suicida em Cabul, em dezembro de 2012
OS TALIBÃS
  O grupo Talibã foi formado por fundamentalistas e bancado, financeira e belicamente, pelo Paquistão. Em setembro de 1996, o Talibã conquistou Cabul e assumiu o controle de 70% do território do Afeganistão. Os Talibãs vinham das madrassas, escolas paquistanesas que se apegavam rigidamente aos ensinamentos religiosos islâmicos.
  Essa milícia impôs regras duras de convivência e comportamento, e o cumprimento à risca da "sharia", o código legal muçulmano, que prevê, entre outras medidas, a amputação de pés e mãos de quem roubar. Apesar do rígido código moral, o governo dos Estados Unidos acusou o Talibã de sustentar-se com um imposto cobrado dos traficantes de drogas.
  De acordo com a ONU, sob o comando do Talibã o Afeganistão aumentou, em 1999, a produção de ópio, que é a matéria-prima para a fabricação da heroína.
  Atualmente, o objetivo do Talibã no Afeganistão é recuperar o seu território e expulsar os invasores do país. Para tentar desestabilizar as forças de coalizão e o governo afegão, o Talibã utiliza táticas de guerrilhas e ataques com homens-bomba.
Membros do Talibã
GEOGRAFIA
  O Afeganistão é um país interior e montanhoso. O ponto mais elevado do país é o monte Nowshak, com 7.485 metros acima do nível do mar e o ponto mais baixo é o Amur Daria, que está a 258 metros de altitude. Grandes extensões do país são áridas, e o fornecimento de água doce é limitado. O clima do Afeganistão é o continental árido e semiárido, com verões quentes e invernos frios.
  A limitação dos recursos naturais e de água doce, o abastecimento inadequado de água potável, a degradação dos solos, a sobrepastagem, o desmatamento, as constantes enchentes e as secas, são os grandes problemas ambientais que o Afeganistão enfrenta.
  Os principais rios afegãos são o Amu Daria, na fronteira com o Tadjiquistão, o Cabul, afluente do rio Indo, o Helmand - que é o maior rio do país - e o Hari Rud. Com exceção do rio Cabul, todos os outros rios desaguam em lagos ou pântanos.
Monte Nowshak - ponto culminante do Afeganistão
  A vegetação predominante no Afeganistão é a de estepes. Nas regiões mais elevadas do país aparecem os bosques de cedros, pinhos e outras coníferas. Nas áreas mais baixas aparecem arbustos e aveleiras (cujo fruto é a avelã), dentre outras plantas. Alguns vales são bastante férteis e povoados, como o Herat, que está localizado no noroeste do país.
  A fauna afegã é composta por dromedários e camelos, cabras montanhesas, ursos, gazelas, lobos, chacais, pumas, raposas, galgos (tipo de cão de caça), além de uma variedade de aves.
  A precipitação média anual do Afeganistão é de 305 milímetros, e o período mais chuvoso é entre outubro e abril. São frequentes no país as tempestades de areia, principalmente nas regiões desérticas. O país é constantemente abalado por sismos, que provoca grandes destruições.
Paisagem montanhosa do Afeganistão
  O Parque Nacional Band-e-Amir é o primeiro e único parque nacional do Afeganistão. O Band-e-Amir é uma série de seis lagos azuis localizados no centro do Afeganistão, no sopé da cordilheira Hindu Kush, que é a segunda mais alta cordilheira do mundo e onde se encontra o ponto culminante do Afeganistão, o monte Nowshak. Esse parque é cercado por altas falésias calcárias de cor rosa, quase sem nenhuma vegetação e com lagos bastante deslumbrantes.
  Os lagos do Parque Nacional Band-e-Amir são criados pela água rica em dióxido de carbono que flui das falhas e fissuras na primavera, como resultado do derretimento da neve das montanhas. Esta água se infiltra lentamente através do calcário subjacente, dissolvendo o seu principal mineral, o carbonato de cálcio sob a forma de paredes de rocha calcária que hoje armazenam a água nas camadas de mineral endurecido, em bacias cada vez maiores.
Parque Nacional de Band-e Amir - Afeganistão
ECONOMIA
  O Afeganistão é um dos países mais pobres do mundo. O país enfrenta sérios problemas econômicos e sociais que se agravaram com os constantes conflitos que enfrenta há décadas. Em razão dessa turbulência, há poucos dados sobre a economia do país.
  A base econômica do Afeganistão é o setor primário, com destaque para a mineração (lápis-azul, gás natural, sal e talco) e na agropecuária (trigo, milho, cevada, arroz, criação de carneiros).
  Grande parte da população afegã sofre com a falta de habitações, de água potável, eletricidade, assistência médica e com o desemprego, além da falta de trabalhadores qualificados.
Mazar-i-Sharif - com uma população de 432.750 habitantes (estimativa 2015) é a quarta maior cidade do Afeganistão
  Depois da queda do regime Talibã, o Afeganistão recebeu uma grande ajuda internacional, com o objetivo de reconstruir o país, arrasado pela guerra. O país foi tema da Conferência de Doadores de Tóquio para a Reconstrução do Afeganistão, em janeiro de 2002, onde foram atribuídos 4,5 bilhões de dólares a um fundo a ser administrado pelo Banco Mundial.
  As áreas prioritárias de reconstrução foram a construção de instalações de educação, saúde e saneamento, além do aumento das capacidades de administração, o desenvolvimento do setor agrícola e a reconstrução das ligações rodoviárias, energéticas e de telecomunicações.
Jalalabad - com uma população de 237.058 habitantes (estimativa 2015) é a quinta maior cidade do Afeganistão
  As atividades do setor primário afegão são baseadas na agricultura e na mineração. Embora em pequena quantidade, o país exporta lã, pedras preciosas, algodão, metais e peles. Os principais produtos agrícolas cultivados no Afeganistão são frutas secas, nozes, sementes de ricínio, asafoetida (planta medicinal), tabaco, algodão e ópio. Os principais rebanhos do país são de ovinos, equinos, asininos, bovinos, camelos, caprinos e galináceos. Os principais produtos minerais extraídos no país são ouro, lápis-lazúli, cobre, prata, berilo, carvão mineral, cromo, zinco e urânio.
  Os principais parceiros comerciais do Afeganistão são Índia, Paquistão, Estados Unidos, Reino Unido, Finlândia e Alemanha.
Mesquita em Lashkar Gar - com uma população de 232.584 habitantes (estimativa 2015) é a sexta maior cidade do Afeganistão
  A produção e o tráfico de ópio (principal matéria-prima da heroína) constituem uma boa parcela da economia afegã, mas o cultivo desta planta tem diminuído nos últimos anos, graças ao aquecimento da economia e à informação da população a respeito do seu cultivo. O Afeganistão é responsável por cerca de 93% da produção de ópio do mundo.
  Esforços internacionais para a reconstrução do Afeganistão levaram à criação da Autoridade Interina do Afeganistão (AIE), resultado do acordo de Bonn (2001), que contribuiu para reconstruir a infraestrutura e melhorar a economia do país.
Plantação de papoula no Afeganistão
POPULAÇÃO
  A população afegã é composta de diversos grupos étnicos, que vivem em constantes conflitos. Esses povos em geral praticam a religião muçulmana, porém são bastante diferentes dos árabes e dos turcos que predominam no Oriente Médio. Os principais grupos étnicos do Afeganistão são os patanes (pashtuns), hazaras, tajiques e uzbeques, além de várias minorias que habitam o país, como turcomanos, kazajos, entre outros.
Vale do Arghandab
ALGUNS DADOS DO AFEGANISTÃO
NOME: República Islâmica do Afeganistão
CAPITAL: Cabul
Região central de Cabul
GENTÍLICO: afegão, afegã, afegane, afegânico
LÍNGUA OFICIAL: pastó e dari
GOVERNO: República Islâmica
INDEPENDÊNCIA: do Reino Unido
Declarada: 8 de agosto de 1919
Reconhecida: 19 de agosto de 1919
LOCALIZAÇÃO: centro da Ásia, numa encruzilhada entre a Ásia Central, Ásia Meridional e Oriente Médio. Obs: alguns autores classificam o Afeganistão como integrante do Oriente Médio, outros como da Ásia Meridional e outros ainda classificam o país como integrante da Ásia Central.
ÁREA: 652.090 km² (41º)
POPULAÇÃO (ONU - Estimativa 2015): 28.065.451 habitantes (47°)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 43,04 hab./km² (133°). Obs: a densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a medida expressa pela relação entre a população total e a superfície de um determinado território.
CRESCIMENTO VEGETATIVO (ONU - Estimativa 2015):  3,85% (3°). Obs: o crescimento vegetativo, crescimento populacional ou crescimento natural é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma  determinada população.
CIDADES MAIS POPULOSAS (Estimativa 2015):
Cabul: 3.544.395 habitantes
Visão aérea de Cabul - capital e maior cidade do Afeganistão
Kandahar: 591.078 habitantes
Kandahar - segunda maior cidade do Afeganistão
Herat: 458.664 habitantes
Herat - terceira maior cidade do Afeganistão
PIB (FMI - 2014): US$ 19,847 bilhões (105º). Obs: o PIB (Produto Interno Bruto), representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano).
PIB PER CAPITA (FMI 2014): US$ 678 (166°). Obs: o PIB per capita ou renda per capita é o Produto Interno Bruto (PIB) de um determinado lugar dividido por sua população. É o valor que cada habitante receberia se toda a renda fosse distribuída igualmente entre toda a população. 
IDH (ONU - 2014): 0,468 (169°). Obs: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais, variando de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. No cálculo do IDH são computados os seguintes fatores: educação (anos médios de estudos), longevidade (expectativa de vida da população) e PIB per capita. A classificação é feita dividindo os países em quatro grandes grupos: baixo (de 0,0 a 0,500), médio (de 0,501 a 0,800), elevado (de 0,801 a 0,900) e muito elevado (de 0,901 a 1,0).
  acima de 0,900
    0,850-0,899
   0,800-0,849
   0,750-0,799
   0,700-0,749
  0,650–0,699
   0,600–0,649
   0,550–0,599
   0,500–0,549
   0,450–0,499
  0,400–0,449
   0,350–0,399
   0,300–0,349
   abaixo de 0,300
   Sem dados
EXPECTATIVA DE VIDA (ONU - 2014): 60,0 anos (164º). Obs: a expectativa de vida ou esperança de vida, expressa a probabilidade de tempo de vida média da população. Reflete as condições sanitárias e de saúde de uma população.
TAXA DE NATALIDADE (ONU - 2014): 46,21/mil (4º). Obs: a taxa de natalidade é a porcentagem de nascimentos ocorridos em uma população em um determinado período de tempo para cada grupo de mil pessoas, e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE (CIA World Factbook 2014): 20,34/mil (11º). Obs: a taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um índice demográfico que reflete o número de mortes registradas, em média por mil habitantes, em uma determinada região por um período de tempo e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL (CIA World Factbook - 2014): 121,63/mil (222°). Obs: a taxa de mortalidade infantil refere-se ao número de crianças que morrem no primeiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um determinado período, e é contada de menor para maior.
TAXA DE FECUNDIDADE (CIA World Factbook - 2015): 5,33 filhos/mulher (10º). Obs: a taxa de fecundidade refere-se ao número médio de filhos que a mulher teria do início ao fim do seu período reprodutivo (15 a 49 anos), e é contada de maior para menor.
TAXA DE ALFABETIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2014): 28,1% (211°). Obs: essa taxa refere-se a todas as pessoas com 15 anos ou mais que sabem ler e escrever.
TAXA DE URBANIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2014): 24,6% (175°). Obs: essa taxa refere-se a porcentagem da população que mora nas cidades em relação à população total.
MOEDA: Afegani
RELIGIÃO: cerca de 99% da população afegã professa o islamismo e 1% da população segue outras religiões.
DIVISÃO: o Afeganistão está dividido administrativamente em 34 vilaietes ou províncias. As províncias são (os números correspondem à província no mapa): 1. Badakhshan 2. Badghis 3. Baghlan 4. Balkh 5. Bamiyan 6. Daikondi 7. Farah 8. Fariab 9. Ghazni 10. Ghowr 11. Helmand 12. Herat 13. Jozjan 14. Cabul 15.Candahar 16. Kapisa 17. Khost 18. Konar 19. Konduz 20. Laghman 21. Logar 22. Nangarhar 23. Nimro 24. Nurestão 25. Paktia 26. Paktika 27. Panjshir 28. Parwan 29. Samangan 30. Sar-i Pol 31. Takhar 32. Uruzgan 33. Vardak 34. Zabol.
Divisão administrativa do Afeganistão
FONTE: Vesentini, J. William
Projeto Télaris: Geografia / J. William Vesentini, Vânia Vlach. 1. ed. - São Paulo: Ática, 2012. (Projeto Télaris: Geografia)

domingo, 20 de dezembro de 2015

COMO INTERPRETAR CHARGES EM CONCURSOS E VESTIBULARES

  A charge mostra uma forma comum na política brasileira: o uso de laranjas (ou seja, pessoas que intermedeiam transações financeiras fraudulentas, emprestando seu nome, documentos ou conta bancária para ocultar a identidade de quem a contrata) que os políticos usam para desviar o dinheiro público, e enriquecerem ilicitamente.
  As duas charges estão relacionadas ao processo de desmatamento das florestas provocadas pelo homem. A primeira, mostra um lenhador e sua serra elétrica, aguardando uma plantinha crescer para cortá-la. Pode expressar a atitude predatória dos seres humanos em relação à natureza. Como já não há mais árvores disponíveis, o lenhador aguarda que a plantinha cresça para cortá-la. A segunda charge mostra árvores cortadas como se fossem corpos humanos sem cabeça. Pode expressar a relação de dependência entre a conservação da natureza (florestas) e a preservação da vida humana, ou que a falta de consciência (ausência da cabeça) ambiental é prejudicial às florestas e à vida humana.
  A charge ironiza a forte desigualdade social existente no mundo. Os ricos estão "encastelados" em torres fortificadas, com conforto e novidades tecnológicas; a imensidão de pobres se aglomera, ao que parece, pedindo ajuda. Faz também uma referência ao aquecimento global, que pode comprometer a vida do nosso planeta.
  A charge ironiza a "preocupação" dos capitalistas com relação ao processo de desmatamento do nosso planeta: o entorno da mesa dos burocratas está completamente desmatado. Os planos de desenvolvimento quase nunca levam em conta as questões ambientais e, sobre esse problema, é necessário tomar medidas o mais rápido possível.
  A charge refere-se à capital do Brasil, Brasília, e mostra que o plano de afastar a capital do país das concentrações urbanas foi revertido ao longo do tempo. Ao redor do Plano Piloto formou-se uma vasta concentração urbana que reproduz os contrastes sociais existentes nas grandes metrópoles brasileiras. A intenção do chargista é ironizar a situação de descontrole do crescimento urbano da capital federal e arredores e os problemas sociais decorrentes desse crescimento. O Plano Piloto é retratado como um avião em curso sem um plano de voo definido.
  A charge faz referência ao caos do trânsito existente nas grandes cidades. A figura de Papai Noel e do coelho da Páscoa ironizam esse caos. Devido ao trânsito caótico, o "Bom Velhinho" não conseguiu chegar em casa após as comemorações de Natal e, pelo andar do trânsito, a Páscoa está chegando e ele vai demorar a concretizar o seu objetivo, assim como o coelho da Páscoa.
  A charge faz referência à ocupação irregular de morros e encostas, fatores estes que são os principais responsáveis pelos deslizamentos de terra, soterramento de construções e por vitimar um grande número de pessoas. Ao desmatar as encostas dos morros para construir habitações, os mesmos ficam desprovidos de vegetação e, quando vem a chuva, o solo desprotegido provoca o soterramento das construções, gerando perdas materiais e até mesmo a morte de pessoas. Os principais fatores que levam as pessoas a construírem em locais impróprios para habitações são o baixo poder aquisitivo das pessoas e os encargos sociais (IPTU) cobrado pela administração pública. Na maioria das vezes, esses impostos não são investidos em benefícios das pessoas, como saúde, educação, segurança, habitação, entre outros.
  O cartum (desenho, normalmente publicado em jornais ou revistas, que trata dos assuntos com ironia ou humor), faz referência às diferenças sociais e econômicas existentes nas grandes cidades, o que leva muitas pessoas a viver em situação de miséria. 
  A charge manifesta um apelo contra a destruição que vem ocorrendo na Floresta Amazônica ao longo dos anos, principalmente por madeireiros e fazendeiros. Salvar a região significa proteger da extinção muitas espécies da flora e da fauna.
  A charge está mostrando uma ameaça ao futuro dos seringais na Amazônia, que acarretará em problemas ambientais e sociais, como o desmatamento e o desemprego. Também faz uma referência ao modelo de modernização da nossa sociedade, como a troca de seringais por shopping center.
  A charge está representando o desmatamento de madeiras nobres da região amazônica e a truculência dos madeireiros, que utilizam a violência para justificar suas ações ilegais.
  A primeira charge ironiza os latifúndios improdutivos, representados pelas grandes extensões de terras vazias, cercadas pela placa de "latifúndio" e pela enxada com teia de aranha, denunciando o seu pouquíssimo uso. A segunda charge retrata os problemas vividos nas grandes cidades brasileiras, onde o congestionamento de veículos, a poluição sonora, as moradias precárias mostradas nas casas modestas à esquerda da charge, com os varais de roupas entre elas e os prédios, e a numerosa população espremida.
  O autor usou os termos "enxadas paradas" e "inchadas paradas" para contrapor o problema da concentração de terras e a ausência de trabalhadores no campo ("enxadas paradas") com o excesso de pessoas e automóveis nas cidades que, inchadas, param.
  O quadro Retirantes, de 1944, do pintor brasileiro Cândido Torquato Portinari (1903-1962), retrata um pouco do aspecto do Sertão nordestino, e foi pintado numa época em que havia uma forte migração de nordestinos para o Sudeste do Brasil. Esse quadro mostra as dificuldades de sobrevivência pelo qual passava grande parte da família nordestina na época: as vestes rasgadas que não cobrem todo o corpo e o calçado inexistente. Os familiares são magros e, onde não há vestes, os ossos estão à mostra. As crianças têm um aspecto doentio e os adultos, uma aparência de cansaço e grande sofrimento. Os sacos carregados pela mulher e pelo homem, retrata a mudança ou retirada do sertanejo em busca de melhores condições de vida em outro lugar, no caso, a Região Sudeste.
  A charge critica o excesso de alunos em uma sala de aula, que gera más condições para o trabalho do professor e para o aprendizado dos alunos. Além do excesso de alunos em sala de aula, vários outros fatores contribuem para a baixa qualidade da educação no Brasil, como: baixa remuneração dos professores, falta de cursos de aperfeiçoamento, falta de estrutura, como escolas em más condições, falta de laboratórios e de computadores, entre outros, fazendo com que diminuam as possibilidades de trabalho dos professores.
  A charge retrata o regime de trabalho escravo que acontece em um latifúndio produtor de cana-de-açúcar. À esquerda estão os trabalhadores rurais, em maior número, que vestem roupas simples e portam facões como instrumento de trabalho (para o corte da cana). Do outro lado, aparece pessoas portando armas e chicotes, fazendo ameaças a esses trabalhadores, que podem ser os proprietários da fazenda ou mesmo jagunços ou capatazes da fazenda. Os trabalhadores parecem estar com medo. A ameaça de chibatada faz referência aos tempos da escravidão, quando essa forma de castigo era comum aos escravos.
  A charge reflete a grande desigualdade social existente no mundo. A má distribuição de renda é um dos fatores que levam famílias a morar em regiões sujeitas a catástrofes provocadas pela natureza e pela ação humana. O solo urbano tem um preço, o que impede o acesso para os cidadãos com renda mais baixa a moradias nas melhores regiões das cidades. As terras menos valorizadas, são ocupadas por pessoas de baixa renda, que acabam sofrendo com as catástrofes naturais, como enchentes e deslizamentos de terra. Essa situação é agravada ainda pela ação humana, onde ocupações irregulares aumentam o risco de problemas nesses lugares.
  A charge representa, de modo metafórico, uma grave consequência ambiental do fenômeno chamado "aquecimento global". Nela, os pinguins têm o seu habitat original totalmente transformado, o qual ganha formas geográficas típicas do sertão nordestino. Outra ironia da charge é o nome Polo Norte, pois nessa parte do planeta não existem pinguins, que são típicos da Antártica.
  A charge faz uma alusão à poluição gerada pela grande emissão de gases poluentes decorrentes das indústrias. A Terra está cortada ao meio como se fosse um cinzeiro, e a chaminé de uma indústria representa o cigarro, no qual resíduos industriais são depositados em grande quantidade e sem nenhum controle no nosso planeta.
  A charge faz uma alusão à desproporção da distribuição das pessoas no espaço: de um lado, uma moradia ampla, com apenas um habitante; do outro, moradias pequenas e "amontoadas", com um número exagerado de habitantes.
  A charge faz uma referência à Nova Ordem Mundial, retratando diferentes condições socieconômicas: a qualidade de vida da população do norte é muito melhor do que a da população do sul, visto que a maioria dos países do Hemisfério Norte são habitados por ricos, milionários ou pessoas da classe média alta; a população dos países do Hemisfério Sul é formada por pobres, miseráveis ou membros da classe média baixa.
  A charge faz uma referência ao fato de que as fronteiras entre os países mudaram e continuam mudando no decorrer da história. A bomba representa o fato de que muitas disputas territoriais levam à eclosão de conflitos armados. Esses conflitos absorvem grande parte da produção da indústria bélica, estimulando o desenvolvimento dessa atividade. Muitos dos recursos destinados à guerra poderiam ser investidos na melhoria da qualidade de vida dos povos envolvidos nos conflitos.
  A charge faz uma referência ao processo de globalização da economia. Em uma economia globalizada, os sistemas financeiros estão integrados a uma rede de informações. Qualquer problema em um ponto dessa rede que os integra causa problemas para os demais sistemas e para um número incontável de pessoas que deles dependem.
  A charge faz uma referência à política do Big Stick (Grande Porrete) implantada em 1904 pelo então presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt - um conjunto de ideias que defendiam o direito de intervenção militar dos Estados Unidos na América Latina, alegando que isso ocorreria sempre que seus países violassem direitos internacionais ou se mostrassem com dificuldades em "manter a ordem" no interior de suas fronteiras. Na charge, a postura do presidente norte-americano é ameaçadora, podendo utilizar da violência a qualquer momento, como demonstra o grande porrete (big stick) que ele carrega e seus barcos de guerra.
  A charge faz uma referência ao conflito Árabe-Israelense, com temática a respeito do muro de 8 metros de altura, construído na Cisjordânia por Israel. No balão de fala, à esquerda, está escrito, em inglês, "Aniversário do Muro de Berlim", e a cena exibida na televisão mostra o muro sendo destruído. À direita, lê-se "Muro de Israel" e observa-se um palestino tentando ultrapassar a barreira, sendo impedido por um soldado israelense. A figura de Tio Sam simboliza que os Estados Unidos é o principal aliado de Israel, enquanto que o globo terrestre está pouco preocupado com essa situação.
  A charge faz uma referência às diferenças existentes entre os Países do Norte e os Países do Sul: o homem que empurra o carrinho cheio de dinheiro é de um país do Norte; o outro, que empurra um carrinho cheio de dívidas, é de um país do Sul. Por meio desta charge, notamos a grande dependência econômica dos Países do Sul em relação aos Países do Norte.
  A charge faz uma referência ao êxodo rural. Na primeira situação, o menino está brincando de empinar pipa no campo, onde o ar é bastante puro; na segunda, pressupõe-se que ele foi morar na cidade, e está tentando realizar a mesma brincadeira, só que, devido à grande emissão de gases poluentes originada dos automóveis e das indústrias, o ar da cidade está totalmente poluído.
  A charge faz uma alusão à partilha do continente africano pelas potências europeias durante a Conferência de Berlim (1884-1885). O continente é cortado em fatias, que serão distribuídas entre os participantes desta conferência. Essa partilha levou em conta apenas os interesses dos países europeus e desestabilizou o modo de vida dos africanos. Pela partilha da África, tribos rivais passaram a habitar o mesmo território, provocando conflitos e miséria que dura até os dias atuais.
  A charge faz uma referência à imigração ilegal rumo aos Estados Unidos. Nessa charge, um dos símbolos dos Estados Unidos - a Estátua da Liberdade na forma de um cacto - revela o tratamento dado à questão dos imigrantes ilegais, em especial os mexicanos. O cacto e a área deserta faz uma referência aos desertos de Chihuahua (no lado mexicano) e de Sonora (no lado norte-americano), principal passagem dos imigrantes ilegais do território mexicano para o norte-americano. A cerca representa o muro criado pelos Estados Unidos na zona fronteiriça entre os dois países para evitar a entrada dos imigrantes no país.
  A charge faz uma referência à Revolução Técnico-Científico-Informacional e ao processo de globalização da economia. Ela mostra alguns continentes sendo conectados a um computador e um homem de negócios "plugado" no mercado mundial. As novas tecnologias de informação criaram as condições tecnológicas para que as relações econômicas (investimentos produtivos, aplicações financeiras, comércio internacional) se estabeleçam com maior facilidade em todas as partes do mundo.
  A charge faz uma referência ao processo de globalização da economia e à Revolução Técnico-Científico-Informacional. O mercado de trabalho nos dias atuais exige maior qualificação profissional e a conquista de algumas habilidades. Essa charge mostra o "peso" que tem o trabalhador que domina as novas tecnologias em sua atividade profissional em relação aos outros trabalhadores que não as dominam. Esse "peso" tem implicações no salário e nos ganhos de produtividade.
  As duas charges referem-se às diferenças econômicas e sociais existentes entre as pessoas e os países do mundo. A primeira charge refere-se a uma questão social, mostrando a diferença existente entre a família apresentada no outdoor e a família constituída por moradores de rua, retratando claramente o processo de exclusão social. A segunda charge procura exemplificar a divisão Norte-Sul. Os países do Norte abrigam os países industrializados, cujas populações desfrutam de melhores condições de vida. Os países do Sul são majoritariamente produtores agrominerais e suas populações têm em média um padrão de vida inferior. A divisão Norte-Sul é estabelecida por critérios socioeconômicos.
  A charge faz a referência ao grande poderio militar dos Estados Unidos. Apesar da possibilidade de haver perdas humanas nas guerras, em razão do envio de soldados, o fato de a guerra não ocorrer no próprio território pode minimizar consideravelmente o número de mortos, particularmente de civis, e evitar boa parte dos prejuízos materiais, que ficam restritos aos equipamentos bélicos.
  A charge faz uma referência ao desmatamento das florestas, colocando-o como principal responsável pelo aquecimento global.
  A charge faz uma referência à Guerra Fria (disputa política, econômica, militar e ideológica entre as duas potências que emergiram da Segunda Guerra Mundial: EUA X URSS), e apresenta quatro elementos: no centro, o globo terrestre; à esquerda um desenho de Harry Truman, presidente dos Estados Unidos; à direita, Josef Stálin, que comandou a União Soviética até 1953; acima, uma nuvem carregada. Como em um jogo de futebol, os dois líderes disputam o controle da bola, no caso, o mundo. A nuvem carregada que paira sobre eles representa a tensão que existia nesse período entre os lados socialista e capitalista.
  A charge faz uma sátira a dois países europeus que entraram em crise devido ao endividamento público. A Grécia foi a primeira nação da União Europeia a sentir o peso dos problemas econômicos, representados na charge pela moeda gigante de 1 euro. Ela adverte a Itália, que segue pelo mesmo caminho.
  A charge faz uma referência à atual economia chinesa, um país socialista, mas que nas últimas décadas vem adotando um modelo econômico capitalista. Nessa charge há uma combinação entre o socialismo e a economia de mercado capitalista, chamada "economia socialista de mercado".
  A charge revela a repressão à liberdade de expressão na China, fazendo um paralelo com o massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido em 1989, quando o governo chinês usou da força militar para massacrar manifestações da população por democracia. Assim também é tratado o uso da internet no país.
  A charge expressa a preocupação do trabalhador quanto à manutenção do seu emprego. Devido ao desemprego estrutural (desemprego provocado pelo avanço das novas tecnologias), profissões cada vez menos requisitadas no mercado de trabalho - como datilógrafos, operadores de telex, torneiros mecânicos, entre outros - acabam sendo extintas. Porém, com a popularização do computador, do telefone celular e da internet, novos profissionais estão surgindo, como engenheiros e técnicos em informática e eletrônica, especialistas em software e hardware, operadores de call centers, web designers etc. Esse avanço da tecnologia exige cada vez mais trabalhadores qualificados, excluindo àqueles que não têm qualificação profissional.
  A charge representa ironicamente o ingresso da Croácia na União Europeia, no momento de crise desse bloco econômico, representada por um castelo em ruínas, em virtude das atuais dificuldades econômicas enfrentadas pelo bloco supranacional.
  As duas charges fazem uma crítica ao consumismo exacerbado. Em ambas as situações apresentadas, a população carente está "incluída" no mundo do consumo, utilizando laptop e celular.
  A charge faz uma referência às diversas faces da violência contemporânea no mundo, onde grupos armados contestam de várias formas a autoridade dos Estados.
  As charges fazem uma referência à crise econômica pelo qual passa a União Europeia, que teve início em 2010 e atingiu vários países, como Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e Itália. Se os países não tomarem medidas urgentes para superar essa crise, o futuro do bloco estará ameaçado.
  A charge, em forma de Árvore de Natal, faz uma referência aos conflitos existentes no mundo, e que a pomba no topo da árvore leva a uma interpretação de que depois de toda a destruição  provocada pela guerra há sempre uma esperança de paz.
  A charge faz uma referência as três principais nações do jogo geopolítico e econômico do globo: Estados Unidos, China e Rússia. A Rússia está fortalecida economicamente com as exportações de petróleo, e a China apresenta uma grande ascensão política e econômica. Esses dois países são competidores dos Estados Unidos, que se sente ameaçado por essas duas nações.
  A charge faz uma alusão à invasão dos Estados Unidos ao Iraque. Por trás das ações estadunidenses há interesses econômicos, inclusive de favorecimento às grandes corporações multinacionais dos Estados Unidos. Há também o desejo de enfraquecer a liderança política e econômica dos países exportadores de petróleo.
  A charge faz uma ironia ao aquecimento global. Por causa desse aquecimento, nem o camelo, que vive em regiões desérticas, está conseguindo suportar o calor e, por isso, migra para a Antártica.
  A charge faz menção aos constantes conflitos e guerras que marcaram o Oriente Médio após a segunda metade do século XX, a região do globo com o maior número de conflitos na atualidade.
  A charge trata da fragmentação da Iugoslávia e do surgimento de novos Estados em seu território, anteriormente mantido pelo governo socialista por meio de repressão de suas diversas etnias e nacionalidades.
  O cartaz, de 1958, traz a seguinte mensagem: "Economia cautelosa em casa: / Um novo para o mais velho / Um velho para o seguinte / E um remendo para o menor". Esse cartaz, elaborado pelo governo chinês, faz menção a uma necessária contenção de despesas das famílias chinesas da época em virtude das dificuldades econômicas de um país cuja população era predominantemente agrária e os bens de consumo, escassos; daí a sugestão de dar uma roupa nova para o mais velho e aproveitá-la depois para os irmãos mais novos.
  A charge faz uma alusão à má distribuição de alimentos no mundo. Nela, vemos uma mesa bastante farta com um homem forte se alimentando. Este homem representa os países ricos. Quem sustenta a mesa são garotos, provavelmente africanos, que representam os países pobres. As crianças sustentando a mesa do rico, significa dizer que grande parte dos alimentos consumidos no mundo provêm dos países pobres.
  A charge faz uma alusão ao apelo do consumo feito pelas ações publicitárias, que muitas vezes leva ao consumo exagerado de bens ou ao consumo de pouca utilidade às pessoas, como a crítica feita pela menina ao pai. O consumismo caracteriza-se por esse comportamento, marcado pela compra de produtos e utilização de serviços dos quais as pessoas não necessitam.
  No mundo globalizado, que estimula o consumo e consequentemente o sucesso daqueles que consomem, possuir um carro dá status, mas não resolve os problemas de transporte nas cidades, pelo contrário, a grande quantidade de carros gera congestionamentos nos grandes centros e piora a qualidade de vida dos cidadãos.
  A charge faz uma referência à imigração de africanos rumo aos países da União Europeia (o símbolo que está estampado no boné do encanador é da União Europeia). Para os países desse bloco econômico, a chegada maciça de imigrantes vindos do norte da África é um problema que deve ser resolvido rapidamente, como um vazamento de torneira.
  A ideia da charge é mostrar dois momentos históricos e as diferenças entre eles vividas na União Europeia: a harmonia e a concordância de ideias dos Estados fundadores do bloco econômico, em 1957, em contraposição à complexidade dos problemas e à diversidade de ideias em 2010, com seus 27 membros.
  A charge ironiza a segurança do uso dos transgênicos, pois especialistas e cientistas ainda não obtiveram dados suficientes se os produtos geneticamente modificados oferecem ou não riscos à saúde humana.
  A charge faz referência à falta de visão de conjunto que o trabalhador de uma linha de montagem tem em relação ao seu trabalho e ao produto dele; essa é uma das principais características da organização taylorista/fordista do trabalho, na qual cada funcionário executa uma etapa da operação, de maneira simples e repetitiva. O autor da charge critica a especialização da mão de obra, responsável por não permitir ao trabalhador que tenha conhecimento de todo o processo produtivo.
  A charge faz uma crítica à desigualdade social provocada pela divisão de classes no sistema capitalista, e mostra o pouco interesse dos ricos em criar políticas para combater a pobreza.
  A charge faz uma referência à divisão mundial em Norte desenvolvido e Sul subdesenvolvido, demonstrando uma clara preferência da "personagem" OMC pelo Norte.
  A charge mostra o julgamento do ex-presidente da Iugoslávia, Slobodan Milosevic, pelos crimes de guerra cometidos (o que se compreende pelas ossadas ao fundo). Ao lado dele está uma cadeira vazia, que supostamente deveria estar ocupada por um representante da Otan. O autor da charge ironiza o fato de a Otan não estar no banco dos réus. A intervenção das tropas da Otan na Guerra de Kosovo não ter sido decidida no âmbito do Conselho de Segurança da ONU constitui um ato de desrespeito às normas internacionais, estando por isso sujeito a sanções.
  A charge faz uma crítica ao crescimento das cidades sem planejamento, que gera consequências para a sociedade e para o meio ambiente. No primeiro momento, a cidade ainda apresenta densas e amplas áreas verdes, edificações distanciadas, pássaros, um casal contemplando a paisagem. No segundo momento, representado pela cor cinza, as distâncias entre as edificações diminuíram muito, os veículos e o lixo disputam lugar no espaço, o verde está simbolizado nas árvores que parecem mortas.
  A charge mostra uma senhora, representando a União Europeia, defendendo com violência a Europa dos imigrantes. O artista faz uma crítica à postura atual dos governantes pertencentes a esse bloco de países, que vêm tomando medidas rígidas contra a imigração.
  A charge está contextualizada no período do colapso do socialismo na União Soviética e da implantação da perestroika. Ela mostra o período de transição para a economia de mercado e ironiza a imensa fila para entrar no McDonald's, contornando o Mausoléu de Lênin, o local mais visitado na Praça Vermelha, em Moscou.
  A charge associa a expansão da soja com o desmatamento do Cerrado, fazendo uma referência à necessidade de nos preocuparmos com a destruição do Cerrado e da Amazônia. Ao trocar o C pelo S o autor sugere que a vegetação de cerrado foi serrada, encontrando-se aí implícita uma crítica ao desmatamento.